Perderam América, Avaí, Paranaense, Cruzeiro e Ceará. O cenário favorável era tudo que o torcedor do Galo precisava para deixar a desconfiança de lado e passar a acreditar em um bom resultado. Time sem Pierre, Daniel, Bernard e Réver (desconsidero a ausência do Guilherme). Para os teóricos do futebol a derrota era certa, para o atleticano um empatezinho era possível, e porque não sonhar com a vitória?
Werley, Eron, Richarlyson, Serginho, Renan Oliveira. Eis os motivos que esclarecem o questionamento acima, eis o motivo de ser mesmo utopia o sonho do bom resultado. É fato que o elenco montado para o campeonato é de qualidade sofrível, mas é também verdade que Cuca voltou a se equivocar. Apostou em proteger a retaguarda direita com Serginho, freando as escapadas de Diego Souza. Quis usar Carlos César como válvula de escape do setor, principal arma. Pois bem, demorou dois minutos para que quebrasse a cara. Serginho apanhou bisonhamente da bola e Elton abriu o placar. Serginho, jogador que mais perdeu que ganhou com a camisa do Atlético e que conseguiu, mais uma vez, a proeza de ser expulso.
O restante do primeiro tempo foi um calvário. Jogadores derrapando no gramado molhado, passes bisonhos, um festival de lambanças. O placar de 2 a 0 saiu barato para um time que passou 45 minutos sem dar um chute sequer a gol.
Se antes da partida havia crença no empate, o Atleticano preferia se limitar agora a torcer contra uma nova goleada em São Januário. O início do segundo tempo surpreendeu positivamente, mas nada próximo de uma esperança de reação. A diferença de dois gols acabou se mantendo, mas a partida arrastou-se como um martírio. Já era possível pensar no Fluminense. Outro postulante ao título na capital carioca. Engenhão, cenário de péssimas lembranças. Os desfalques voltam, o time deve estar completo e o Flu não terá Fred. Pois bem, que ao menos dessa vez, pensar em bom resultado não seja coisa de torcedor iludido.
