Incoerência, essa é a palavra que define atualmente o comando técnico da equipe. Ao assumir o time após a dispensa (erroneamente) de Antônio Lopes, Leandro Niehues chegou com um discurso que pregava a ofensividade ao invés da segurança defensiva para buscar bons resultados. Após 16 partidas à frente do Rubro Negro o que se vê é exatamente o contrário, um time que depende unicamente de sua defesa que mesmo bem postada e com um ótimo goleiro não resiste a pressão exercida pelos adversários exatamente porque não temos nenhuma força de ataque.
Já são sete jogos sem vitória, exatamente quando mais precisávamos na Copa do Brasil, no clássico Atletiba que deu o título paranaense ao nosso maior rival e agora na início do Brasileirão. A equipe que entrou em campo ontem foi um sinal claro da falta de visão do nosso treinador, atuando apenas com Alex Mineiro (muito mal física e tecnicamente) como atacante de origem e jogando no 3-6-1 com dois volantes e dois armadores no meio Niehues chamou a equipe do Galo para o seu campo e só não levamos uma goleada histórica por conta da bela atuação do goleiro Neto e da boa zaga que se portou de forma exemplar.
Mas o que mais me irritou não foi o erro na escalação, foi a passividade do técnico à beira do gramado. Após um primeiro tempo de puro sufoco com inúmeras triangulações do ataque mineiro e grandes defesas de Neto e/ou chances desperdiçadas, o mínimo que se esperava era uma atitude no intervalo, uma mudança física ou apenas no posicionamento, mas não, esperou tomar dois gols para aí mudar a equipe quando a vaca já tinha ido para o brejo, os gols de Muriqui e Tardelli criadas a partir de jogadas pelos lados acabaram com o time rubro negro que melhorou quando o treinador do Furacão mudou o sistema tático para o 4-4-2, com Javier Toledo e Netinho no lugar do exausto Paulo Baier. Mas quando essas alterações foram processadas o placar já estava em 3×0, Ricardinho fez mais um para o Galo.
A melhora foi nítida a entrada de Bruno Mineiro acendeu a equipe que criou mais do que havia criado em todo o primeiro e metade do segundo tempo, além do gol marcado pelo artilheiro da equipe no ano e aí mora mais uma incoerência de nosso treinador, ao deixar Bruno no banco por falta de ritmo de jogo ele se contradiz quando no clássico contra os coxas que decidiu o Paranaense ele colocou em campo um Alex Mineiro que não atuava havia oito meses, falta de ritmo? Dois pesos e duas medidas.
A torcida começa a se preocupar (como tem sido rotina nos últimos anos) e eu tenho apenas um conselho para dar, demitam já Leandro Niehues para que um novo treinador chegue e aproveite a parada da Copa do Mundo para montar um equipe vencedora, porque Niehues infelizmente tem mostrado que ainda tem muito a aprender.
Abraços e boa sorte ao Furacão (muita sorte aliás).

May 26th, 2010 at 10:35 am
Fala André! Sou Atleticano so que mineiro, passei por aqui pra ver oq voce achou do jogo, alias passei antes do jogo e depois sua analise foi muito boa parabéns. Agora sem querer fazer chacota, cara o time de vocês ta ruim heim! To dizendo isso porque de muitos jogos que vi do galo esse ano agente consegue perceber quando o time joga em cima da deficiencia do adversario. Por exemplo o Muriqui conseguiu receber uma porção de passes perto da area e girar em cima do marcador de vocês, facilidade que ele nao tinha a mtooo tempo, contra o santos so para ter uma ideia todas ele foi pra grama por que o zagueiro ia fazia a antecipação e ele tentava simular uma falta logico que o arbitro nao entrou na dele e agente caiu na Copa do Brasil. Escrevi sobre o jogo no meu blog se voce quiser saber mais passa lá http://marcolucio84.blogspot.com/ logico que falo mais do Galo mas também falei do CAP! Abraços e Parabéns novamente!
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