Confesso que hoje almocei em um rodízio de picanha, confesso também que isso prejudicou a minha tarde no trabalho me dando muito sono, mas algo me mantinha acordado o andar dos ponteiros do relógio que rumavam para as 19h30 a hora em eu reencontraria o meu querido Furacão depois da parada para a Copa do Mundo.
A caminhada de 45 minutos até o estádio não foi suficiente para que eu fizesse a digestão mas ao estar a uma quadra e observar o Caldeirão com fumaça saindo de dentro dele não pensei duas vezes sai em disparada para participar de mais uma noite na história do rubro negro.
Cheguei à minha cadeira o reencontro com os amigos que sentam próximos e o árbitro apita o início do jogo, ainda olho para o campo para observar qual o time Carpegiani tinha levado a campo, Wagner Diniz estava pela direita o esforçado Jean atuava pela esquerda, a dupla de zaga era conhecida, no meio já esperava a entrada de Vítor (que Deus queira seja um novo Valencia), a eterna promessa Fransérgio, Paulo Baier e o tal do camisa 8 e na frente os Mineiros.
O time começa bem trocando passes rápidos na entrada da área, Paulo Baier aparecia bem, Bruno Mineiro se movimentava e algumas chances começavam a surgir, mas o que achava estranho era o tal do camisa 8, colado junto a linha lateral pela esquerda (só para esclarecer eu sabia que ele era o Paulinho, nova contratação lateral esquerdo e que havia sido testado e aprovado por Carpegiani para jogar no meio deixando Branquinho no banco), mas tudo bem o jogo parecia estar ao nosso favor, isso até começarmos a errar muito na saída de bola e dar campo ao Cruzeiro que com qualidade começou a criar e a dominar o meio campo e atuava com facilidade principalmente pelo lado direito com Thiago Ribeiro e Jonathan, mas lembram do tal camisa 8 colado na lateral do campo? Pois é, ele não acompanhava Jonathan que como forma de agradecimento partia para o ataque e deixava Jean perdido na marcação.
Verdade seja dita, o Atlético teve um gol mal anulado, no chute de Paulo Baier defendido por Fábio, Alex Mineiro pegou o rebote e tocou para Bruno Mineiro marcar, segundo o bandeira Alex estaria impedido o que não aconteceu. Erros a parte o Cruzeiro seguia chegando com mais perigo e quando parecia que o primeiro tempo estaria finalizado, lá no falho lado esquerdo da defesa rubro negra Thiago Ribeiro descolou um ótimo cruzamento para Wellington Paulista que de cabeça e no contrapé de Neto abriu o placar 1×0. Fim da primeira etapa.
Para o segundo tempo Carpegiani voltou com alterações, sacou Vitor para a entrada de Eli Sabiá que formou a linha de três zagueiros com Manoel e Rhodolfo e sacou Jean para a entrada de Branqinho na meia recuando Paulinho (o tal do camisa 8 ) para jogar como ala. O time cresceu de produção e aos poucos o domínio ficou evidente, a torcida cresceu, as jogadas apareceram e um velho problema do Furacão voltou a aparecer: a falta de um matador. O time falhou muito nas finalizações, Fábio trabalhou bem, mas o Atlético tem pecado e muito nesse quesito, o ídolo Alex Mineiro mostra vontade, boa qualidade no passe, mas na hora da finalização não tem resolvido, até o nosso artilheiro do primeiro semestre, Bruno Mineiro, não esteve bem.
Enquanto isso o Cruzeiro começou a armar o seu time para o contra ataque, entraram Marquinhos Paraná e Fabinho para roubarem bolas e Robert para fazer companhia na frente para Wellington, antes disso Carpegiani promoveu mais uma estréia: Thiago Santos, que mostrou vontade mas o time já estava em um momento em que não pressionava tanto e o golpe de misericórdia da Raposa veio aos 42 minutos, num contra ataque, bela troca de passes azul e Robert saiu cara a cara com Neto e fechou o placar. 2×0.
Mesmo após a parada o Atlético mostrou os mesmos erros, problemas na saída de bola, uma dependência absurda de Paulo Baier, Branquinho no segundo tempo mostrou que não pode ser banco, pois pode sim revezar com o Veio essa responsabilidade e principalmente a falha nas conclusões, acredito que Guerron é um belo reforço mas não é artilheiro e pode não render tanto assim se não tiver um matador ao seu lado.
O arbitro apitou o final, levantei-me de minha cadeira e sim a minha barriga continuava pesada e terei pesadelos nessa noite, espero que apenas pelo estômago cheio e não com o meu querido Furacão que espero melhore em breve.
O próximo compromisso rubro negro é no sábado contra o Vasco da Gama em São Januário às 18h30, o elenco se reapresenta amanhã ainda para um treino regenerativo.
Abraços e boa sorte ao Furacão.
Fotos: Gazeta do Povo


July 15th, 2010 at 5:47 pm
André não to querendo ser chata, mas tem um erro no texto.
No lance em que o juiz anulou o gol, o jogador, que segundo o bandeirinha e o arbitro estaria impedido, era o Alex Mineiro, e não o Paulo Baier, como você colocou.
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André Gedeon Reply:
July 15th, 2010 at 6:26 pm
@Karine, Obrigado Karine, cheguei do jogo e fui escrever e fiquei na dúvida na hora, hoje assisti o lance e percebi o erro, corrigido. Vlw
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