O rubro negro paranaense, de uniforme novo, alcançou a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro contra a equipe do Atlético/GO por 2 a 1 e apesar de atuar em casa contra os goianos que vivem um momento turbulento venceu no sufoco segurando no final a pressão do adversário.
O Atlético veio a campo com uma equipe mais ofensiva com três zagueiros, mas com um volante e dois meias na armação e com a avanço do alas o Furacão veio para cima e pressionou o time de Goiás que encontrava dificuldades para atacar, principalmente pela fraca atuação do seu ataque, formado pelo grandalhão Marcão e o rápido Juninho.
Com isso não demorou muito até surgir o primeiro gol do Furacão, aos 19, falta no canto da área, cruzamento de Paulo Baier para a área e o goleiro Edson, atrapalhado pelos seus próprios zagueiros acabou vendo a bola morrer no fundo das redes, gol que muita gente no estádio não viu graças a fumaça dos sinalizadores que a torcida acendeu momentos antes do lance.
O Atlético/PR continuou em cima pressionando o desorganizado campeão goiano que até conseguiu chegar após uma certa acomodação do time da casa, mas o falho ataque e o bom goleiro Neto impediram qualquer jogada mais perigosa. E aos 33 Wagner Diniz tabelou com Alex Mineiro, driblou três marcadores e marcou um golaço, 2 a 0. O gol incendiou o Caldeirão e no embalo da galera o Furacão teve grandes chances de ampliar, Bruno Mineiro duas vezes e Alex Mineiro tiveram chances claras para ampliar o marcador mas o primeiro tempo acabou assim mesmo.
Para o segundo tempo Geninho fez a alteração que mudaria a partida colocou em campo Elias no lugar do nulo Marcão. Mas o rubro negro paranaense voltou controlando as ações, dominando o jogo mas sem muita objetividade, coisa que os goianos tinham, pois quando chegavam levavam bastante perigo, mas tudo parecia apontar para uma tranqüila vitória do Furacão, principalmente após a expulsão de Keninha pelo segundo amarelo aos 13 minutos. O time da Baixada cozinhava e jogo e não se arriscava e na seqüência o lance que mudou a história do jogo foi o pênalti não marcado pelo árbitro em cima de Wagner Diniz que ainda por cima levou o amarelo, nove minutos depois o mesmo Wagner Diniz trombou com Elias na área e o árbitro pernambucano marcou a penalidade e expulsou o lateral rubro negro. Gol de Elias e a torcida começava a ficar apreensiva, enquanto Geninho sacava um volante e colocava um atacante, o demitido (e pelo jeito cumprindo aviso prévio) Leandro Niehues sacava Branquinho, único homem de frente com algum gás para segurar a bola no ataque e colocou o lateral Lisa, a Baixada explodiu em vaias.
E o óbvio aconteceu pressão total dos goianienses, a bela atuação de Elias e a velocidade de Juninho aliados as boas chegadas de Robston encolheram o Furacão que graças mais uma vez a Neto e a esforçada defesa segurou o resultado até o fim, não sem antes tomar bolas na trave, salvar gols em cima da linha. Ao apito do árbitro vaias na Arena e a certeza que se a diretoria não se agilizar, as coisas ficarão difíceis cada dia mais.
Os gritos da torcida em apoio a Geninho (o técnico campeão brasileiro em 2001) mostraram não só o desejo da torcida de contar com o treinador de volta, apesar da fraca passagem em que foi demitido no ano passado após salvar o Furacão do rebaixamento em 2008, mostra também que queremos urgentemente um novo treinador sendo ele Geninho, Cuca, Tite, Carpegiani ou quem for.
O rubro negro volta a campo no próximo domingo para enfrentar o abalado e de técnico demitido, Internacional, na busca pelos primeiros pontos fora de casa e pelo andar da carroagem com Niehues ainda à beira do campo.
Abraços e boa sorte ao Furacão.
