O Atlético/PR apenas empatou com o Guarani na sua estréia em casa no Brasileirão 2010 e provou mais uma vez que necessita urgentemente de reforços se quiser buscar algo no campeonato além de lutar para permanecer na série A.
Após o empate em 0×0 com Iraty no último jogo do Campeonato Paranaense e a consequente folga de duas semanas até o início do Brasileiro o discurso de todos no Furacãao era o mesmo, precisamos de reforços e eles virão nas próximas duas semanas para que possamos estrear com um elenco fechado, passaram-se as tais duas semanas e apenas o que vimos foi a regularização de Wagner Diniz, que havia sido anunciado anteriormente e a chegada de Leandro, zagueiro que se destacou no Paranaense jogando pelo Corinthians das bandas de cá. Resultado: estréia com derrota para o Corinthians (esse o paulista mesmo) e muita reclamação com a arbitragem o que camuflou o mal futebol apresentado.
Passada mais uma semana, eis uma luz no fim do túnel, Branquinho, um dos destaques do Santo André na bela campanha do Paulista chega para reforçar o elenco e a diretoria promete mais reforços nas próximas semanas, o problema é que o Brasileiro já começou e o Atlético voltou a tropeçar, dessa vez diante do Guarani em casa. Pontos preciosos que farão falta.
O Rubro Negro veio a campo com o time que era previsto, mas com uma mudança tática interessante, jogava em um 4-3-3, com Bruno Costa improvisado na esquerda, a meia cancha com Chico, Alan Bahia e Netinho e na frente Marcelo jogava pela direita (muito mal aliás), Márcio Azevedo pela esquerda e Alex Mineiro pelo meio, muito isolado pois os dois supostos atacantes atuavam muito abertos sem aproximação a Alex que se não foi brilhante se esforçou e mostrou muita vontade.
Após desperdiçar algumas das poucas chances criadas, principalmente uma de Márcio Azevedo em um linda defesa do goleiro Douglas, o Atlético mostrou-se impaciente com o zero no placar e partia desordenado a frente e após um contra ataque bem executado pelo Guarani e uma falha gritante da defesa rubro negra Roger teve duas chances de marcar sozinho após cruzamentos e na segunda de cabeça abriu o placar. O que já era complicado começou a tomar contornos de dramaticidade, torcida vaiando, time apático, muitos erros de passe e a sorte se apresentou ao rubro negro, aos 45 minutos, cobrança de falta perfeita de Netinho e o empate parecia o prenúncio de um segundo tempo melhor.
Na volta dos vestiários Niehues sacou o apagado Marcelo, que nem de longe lembra o rápido ponta direita que iniciou o ano e colocou Tartá, o time voltou mais incisivo, algumas boas jogadas e chances criadas, mas aos 6 minutos o bizarro entrou em campo, falta no campo de defesa, Leandro cobra ela de lado na fogueira para Bruno Costa que tenta recuar para João Carlos, mas a bola vai muito lenta o goleiro hesita e é obrigado a cometer penâlti, bem cobrado por Roger e Guarani de novo na frente.
A sorte estava mesmo com o rubro negro, quatro minutos após o gol, em um lance discutível o fraco árbitro baiano Jaílson Macedo Freitas marcou penâlti após a bola bater no braço de Roger dentro da área. Alex Mineiro cobrou com tranquilidade e voltou a fazer um gol após oito meses de jejum. 2×2 no placar logo aos 9 minutos e esperança de uma virada, mas o jogo caiu em um marasmo sem igual, hora pelas falhas criativas do Atlético, hora pela bem postada defesa e também falta de ofensividade bugrina. Niehues sacou Bruno Costa que esteve muito mal e colocou Valencia em campo, deslocando um contrariado Chico para a zaga e no final sacou Wagner Diniz e colocou Javier Toledo. No fim o resultado de empate acende novamente a luz vermelha na Baixada e revela que o time é frágil e precisa de reforços.
O Furacão terá novamente uma semana livre para se preparar e volta a campo no domingo contra o Atlético/MG no Mineirão, a expectativa fica por conta da estréia de Branquinho e as voltas de Neto e Paulo Baier.
Abraços e boa sorte ao Furacão.
Imagens: gazetadopovo.com
