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CAP vs Vasco: a retranca que custou caro!

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14/10/11

Sempre que discuto nas mesas de bar ou com colegas no trabalho sobre o que seria um placar tranquilo no futebol, aquele cujo time pode recuar e valorizar a posse de bola no segundo tempo, não vacilo e logo disparo: ao menos 3 X 0. Toco neste assunto meio nada a ver para começar este post porque curiosamente na quinta-feira pela manhã tive esta mesma conversa com um colorado e ele concordou comigo.  Concluímos que usar o artifício da retranca quando o resultado ainda está em 2×0 é muito arriscado, tendo em vista que se a equipe que estiver vencendo tomar um gol, principalmente se for logo ao início da etapa complementar, despertará a motivação do adversário de tal forma que ficará difícil segurar o resultado. Do outro lado, é quase impossível resgatar o ímpeto pela vitória.

E foi exatamente isso que aconteceu na Arena da Baixada na noite de quinta-feira. O Atlético começou o jogo pra cima do adversário, forçando a marcação na saída de bola. No entanto, foi o Vasco que primeiro levou perigo à meta do Furacão, com uma bola no travessão de Éder Luis aos 10 minutos. Cinco minutos depois veio o troco. Wagner Diniz cruzou para Paulo Baier desviar e inaugurar o placar. Aos 23 minutos foi a vez de Guerrón aproveitar de peixinho um novo cruzamento de Diniz e ampliar o marcador.

Chegou o intervalo e eu respirava aliviado. Pensei comigo mesmo: “tá tranquilo, é só manter o ritmo que faturamos essa”. E foi justamente o contrário. O Atlético recuou todo mundo e o Vasco partiu pra cima, num abafa danado. Até que demorou um pouco para os cariocas marcarem, foi lá pelos 20 minutos, em mais um furo do péssimo Rafael Santos. Elton não desperdiçou e marcou o primeiro da equipe cruzmaltina.

Mais ou menos uns quinze minutos mais tarde veio o empate, novamente com Elton, em mais uma falha da zaga. Foi aí, e somente aí, que o CAP resolveu acordar no segundo tempo e ir para o jogo. Logo em seguida, o desprezível Rafael Santos perdeu um gol inacreditável, conseguiu chutar para fora bem debaixo do gol adversário.

Também não entendi as substituições de Antônio Lopes. Tirar o Guerrón da partida, que estava numa noite inspirada, para a entrada do Adaílton? Tenha piedade, delegado. E pra piorar, depois tirou Marcinho, a referência criativa ali no meio, para a entrada de Cléber Santana. Faça-me o favor, qual seria a estratégia? Chutar lá de trás para os atacantes, sem passar pelo meio de campo? Estava acreditando no trabalho de Lopes, mas agora não tenho tanta certeza assim, pois os vícios retranqueiros do treinador estão de volta. E para ele, com 2 x 0  já dá pra colocar todo mundo lá pra atrás. Grande engado!

 

À queima roupa: Rafael Santos, se você fosse atacante, seria do nível de Pedro Oldoni. Faça um favor à torcida atleticana e suma. Não és digno de vestir o manto rubro-negro!

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5 comentários

  1. Mário disse:

    Concordo plenamente. Do amigo Colorado. Abç,

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  2. Letania disse:

    Eu e o Gibran já estávamos resignados com o resultado quando tudo virou…Foi realmente chocante a recuada e a virada, parecia até que o grande pé frio, Cris Mathias estava aqui em casa …

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  3. Davi Macedo disse:

    Verdade Letania, mas agora vou ter que defender nosso amigo, apesar de ter um iceberg no pé, ele assistiu comigo a vitória sobre o flamengo fora de casa…

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  4. elias jordão disse:

    E eu achando que ontem seria o início da reação ….Atléticano amigo do Davi.

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  5. Davi Macedo disse:

    No primeiro tempo foi, camarada Elias, no primeiro tempo…

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