O adversário perfeito. Era assim que eu via o Palmeiras antes de a bola rolar no Pacaembu, com o desfalque de dois dos seus principais jogadores (Lincoln e Kléber) e diante de um incômodo jejum de vitórias acreditava que poderÃamos surpreender os palestrinos e nos recuperar dos últimos resultados ruins, ledo engano, entramos com um time extremamente defensivo e sem criatividade e o Furacão foi apenas uma brisa e nós sim fomos o adversário perfeito para a primeira vitória de Felipão no seu retorno ao time verde de São Paulo.
Tudo começou com a escalação divulgada, a grande arma de Carpegiani e seu esquema (elogiado por mim) era criar um falso 3-5-2 mas com um zagueiro improvisado de lateral que surpreendia o adversário subindo ao ataque e criando com o eventual meia que cairia por ali, e com o outro lado tendo um lateral de origem com mais liberdade para agredir o adversário, mas ao escalar quatro zagueiros (dois deles como laterais) percebi que não terÃamos poder ofensivo, principalmente ao olhar a escalação verde e ver que o time foi armado com muitos volantes que segurariam qualquer investida por aquele setor, a saÃda seria as alas, mas não tÃnhamos jogadores para atuar nessa faixa do campo.
Se as coisas já não estavam boas, ficaram piores quando Gustavo (claramente sem ritmo de jogo) colocou a mão na bola na entrada da área e após a cobrança o mesmo não afastou ela como deveria, a redonda sobrou para Tinga que deu um passe para Danilo que sozinho fuzilou Neto logo aos dois minutos de jogo. Era tudo o que o Palmeiras queria, com um time forte na marcação poderia se fechar e sair apenas na boa e foi exatamente isso que aconteceu, o Atlético foi presa fácil para a marcação palestrina e não conseguia criar nada, aos 25 minutos Carpegiani tentou consertar o erro do inÃcio sacando Bruno Costa (o zagueiro que era improvisado como lateral esquerdo) e colocou Branquinho na equipe, recuando Paulinho para a lateral, mas as coisas não mudaram muito e o primeiro tempo terminou 1×0 para o Palmeiras.
Na volta para a segunda etapa Guérron foi sacado com dores e em seu lugar entrou Maikon Leite e logo aos dois minutos um lance que poderia mudar a partida, Tadeu deu uma cotovelada em Deivid e foi expulso, o Furacão teria um segundo tempo inteiro com um homem a mais para pelo menos buscar o empate, era o momento de colocar mais um homem de frente e aproveitando a movimentação de Maikon Leite e Bruno Mineiro criar jogadas para esse jogador e ele estava no banco, o jovem Thiago Santos, mas ele não foi o escolhido, pelo contrário em seu lugar entrou o apático Mythiuê, no lugar de Deivid que era o volante que tinha mais saÃda de bola.
Se estavámos com um homem a mais Carpegiani tratou de equilibrar novamente as ações, tirando algumas boas jogadas de Maikon Leite, que está merecendo a titularidade já, o Atlético foi nulo e não mostrou perigo algum e pelo contrário aos 31 minutos em mais uma falha da zaga Ewerthon (impedido) recebeu belo passe de Tinga e fuzilou Neto mais uma vez, 2 a 0, foi o golpe de misericórdia e um agradecimento do Palmeiras ao time rubro negro que se portou como “o adversário ideal”.
Abraços e boa sorte ao Furacão.
Imagens: Lancenet!
