O Atlético/PR perdeu mais uma fora de casa, dessa vez o revés veio diante do Vasco da Gama em São Januário, que construiu o placar com uma mãozinha da arbitragem que mais uma vez prejudicou o rubro negro paranaense, resultado: derrota de 3 a 1 e a vice-lanterna no colo.
O Furacão veio com o time que eu esperava, três zagueiros, dois volantes e Branquinho improvisado na frente ao lado de Bruno Mineiro e a formação estava dando certo, graças a segurança que Fransérgio e Chico davam para que Paulo Baier junto com Branquinho criassem as jogadas ofensivas. O gramado pesado e molhado não contribuia e o jogo não era dos mais agradáveis, chances eram muito poucas . Até que aos 19 minutos o jovem e rápido Jonathan apareceu com liberdade na meia lua da grande área e chutou baixo, a bola quicou à frente de Neto que falhou. 1×0 Vasco.
O Atlético sentiu o golpe e cedeu terreno ao clube da Colina que criava mais e aos 25 surgiu um dos personagens do jogo, o senhor Nielsen Nogueira Dias, que inventou um pênalti em uma trombada de Eli Sabiá com Jonathan dentro da área, na cobrança Nunes converteu: 2×0.
Mas o árbitro pernambucano não parou por ai, cinco minutos depois em um carrinho na bola de Chico que nem falta foi o dono do apito mandou o volante para o chuveiro direto. E se as coisas já não estavam fáceis, Eli Sabiá foi juvenil ao jogar a bola no chão após a marcação de um lateral (justificável após a série de erros do árbitro) e Nielsen expulsou o zagueiro pelo segundo amarelo. Nos acréscimos do primeiro tempo o Furacão descontou, escanteio cobrado, furada bisonha de Nilton e Bruno Mineiro marcou o seu segundo gol no campeonato, final de primeiro tempo:2×1.
Na volta do intervalo Carpegiani mexeu, tirou Paulo Baier e Branquinho e colocou em campo o volante Deivid e o atacante Maikon Leite, uma besteira sem tamanho, pois sem os dois jogadores responsáveis pela criação de jogadas o que poderÃamos esperar do segundo tempo? Nada. E foi isso que se viu: um Vasco que não precisava se expor e não oferecia brechas para contra ataques, talvez o que justificasse a entrada de Maikon Leite. E mesmo com Deivid e Fransérgio como volantes o time carioca encontrava muito espaço na intermediária e começou a arriscar chutes dali, após boas defesas de Neto, um desses chutes entrou, Léo Gago aos 19 do segundo deu números finais ao jogo, 3×1.
Sem maiores pretensões no jogo o técnico rubro negro sacou Maikon Leite e colocou Bruno Costa, segundo Carpegiani ele buscava liberar os laterais o que não aconteceu e nem adiantaria com Bruno Mineiro totalmente isolado no ataque.
Claro que os erros de arbitragem servem como justificativa, mas algumas decisões do nosso treinador começam a preocupar, desde o jogo contra o Cruzeiro, com a escalação de Paulinho no meio e no jogo de ontem  tirando qualquer poder de criação da equipe no intervalo,  foram erros que o Carpa parece não assumir e prefere criticar os seus jogadores nas coletivas, não vejo vida fácil para o rubro negro nos próximos dias, também pelo elenco com carências e aguardando a abertura da janela para a estréia de mais alguns reforços.
O Furacão volta a campo na próxima quarta à s 21h50, para enfrentar o sempre perigoso Santos e esperamos com um time bem mais vibrante do que esse que temos visto e sem tantas “invencionices” de Paulo César Carpergiani.
Abraços e boa sorte ao Furacão.
Imagens: Flickr crvascodagama e lancenet.com.br

