Durante anos a história do futebol foi narrada de maneira equivocada, fazendo com que o Atlético-MG, Campeão Brasileiro de 1971, fosse considerado o primeiro campeão nacional. Pois a unificação dos títulos conquistados antes de 1971 faz justiça à era de ouro do nosso futebol, dando o justo reconhecimento ao Bahia como primeiro Campeão Brasileiro, com um título da Taça Brasil de 1959, conquistado sobre o esquadrão do Santos de Pelé e Pepe.
14 foram as partidas disputadas pelo Bahia , que derrotou CSA, Ceará e Sport na fase Norte-Nordeste. Paulistas e cariocas entravam no torneio somente nas semifinais, fase em que o Bahia despachou o Vasco. O vencedor da decisão seria o primeiro participante brasileiro na Libertadores da América (a Taça Brasil foi criada para indicar um Campeão Brasileiro que iria representar o País na competição continental)
O adversário foi o poderoso Santos, com jogos de ida e volta. O Bahia jogou desfalcado de seu goleiro, o Nadinho, que não pode entrar em campo na primeira partida, realizada na Vila Belmiro. Nadinho era estudante de Direito e no dia do jogo teve uma prova importante. Pelé e Pepe marcaram pelo Peixe, mas o Bahia ganhou de virada, por 3 a 2. O jogo de volta foi disputado na Fonte Nova. O Santos venceu a partida por 2 x 0, com gols de Pelé e Pepe.
Naquele tempo não havia saldo de gols, prorrogação ou disputa por pênaltis. Foi marcada uma partida de desempate para 30 de dezembro. Como o Peixe tinha excursão programada para jogar na Europa, o Bahia concordou em jogar apenas dia 29 de março de 1960, no Maracanã.
O Santos voltou arrebentado, pois o time vinha atuando de dois em dois dias. Pelé voltou com as amígdalas inflamadas e teve de fazer uma operação, o que o impediu de disputar a final da Taça Brasil de 1959.
Pelo Bahia, o técnico Geninho era policial e apenas podia comandar o time quando estava de licença. Por ser chamado de volta ao quartel, foi substituído por um argentino chamado Carlos Volante.
As escalações para aquele dia chuvoso foram as seguintes:
O Bahia foi a campo com Nadinho; Beto (Veja foto: primeiro capitão a erguer a taça de Campeão Brasileiro), Henrique, Flávio e Nenzinho; Vicente e Mário; Marito, Alencar, Léo e Biriba.
O Santos entrou com Lalá; Getúlio, Mauro, Formiga e Zé Carlos; Zito e Mário; Dorval, Pagão, Coutinho e Pepe. O técnico era Lula.
O Peixe abriu o placar com Coutinho aos 27 minutos e o Bahia empatou após 10 minutos, comVicente em cobrança de falta. Léo virou a partida com menos de um minuto do segundo tempo. Depois disso, foi só pancadaria.
Três jogadores de cada time foram expulsos no decorrer do segundo tempo. destaque para a expulsão de Coutinho e Vicente, que trocaram socos. Aos 37 minutos, Alencar sacramentou a vitória, driblando o goleiro e marcando o terceiro do time Baiano.
CURIOSIDADE: Antes do primeiro jogo, dirigentes do Santos ligaram para o San Lorenzo, da Argentina, para combinar quando os times se enfrentariam pela Libertadores. Pelo menos as datas ficaram marcadas para o Bahia.
CONFIRA NO VÍDEO ABAIXO UMA COLETÂNEA DE FOTOS DO PRIMEIRO TIME A SER CAMPEÃO NACIONAL, O BAHIA DE 1959:



May 21st, 2011 at 10:22 am
Então, Tiago, belo post pelo resgate histórico (adoro histórias antigas), mas pelas suas premissas, não dá mesmo para concordar com a unificação dos títulos proposta pela CBF que misturou os diferentes tornando-os iguais.
1. Como alguém pode se sagrar campeão brasileiro com 14 jogos e hoje com 38?
2. Como ter um campeonato isonômico se paulistas e cariocas entravam no torneio somente nas semifinais?
3. Como considerar um campeonato igual a outro se havia uma prévia norte/nordeste?
Isso sem falar num time – Palmeiras – alçado a ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano.
Era de ouro? Isso é subjetivo. Para o torcedor do Flamengo, a era de ouro do futebol é os anos 80 com Zico.
Respeito, acho legal, mas não há como concordar por mais que se tente.
Sinceramente, essa coisa de unificar títulos é até um desrespeito a essa “era de ouro” que você citou.
[Reply]
Ale SCCP Reply:
May 21st, 2011 at 10:48 am
@Sylvio Micelli, Assino embaixo, não dá pra unificar dois títulos com moldes diferentes, um campeonato de 38 rodadas com jogos de ida e volta torna o Brasileirão um dos campeonatos mais difíceis do mundo.
Vocês torcedores podem valorizar esses títulos dessa época, mas não precisam unificar.
E não to falando isso apenas por ser torcedor do Corinthians e meu time não tem ganho nenhum desses títulos, reafirmo que não dá pra comparar um campeonato jogado em 38 rodadas com um de 4 jogos.
[Reply]
Tiago Buckowsky Reply:
May 21st, 2011 at 2:03 pm
@Ale SCCP, @Sylvio Micelli, A Taça Brasil foi criada com intuito de definir um campeão brasileiro para a disputa da Libertadores. Isso é fato documentado.
Respondo suas perguntas:
1. Como alguém pode se sagrar campeão brasileiro com 14 jogos e hoje com 38?
Em 1959 não era tão fácil viajar de avião. O formato de um campeonato não poderia seguir os moldes atuais devido às dificuldades de realização. A história é feita de mudanças e, com melhores estruturas, é obvio que o campeonato atual terá um formato diferenciado. O Santos foi campeão em 63 e 65 disputando apenas 4 jogos. É verdade. Entretanto, essa era a fórmula de disputa que era possível na época. Querer que um campeonato nacional na década de 1960, em um país de dimensões continentais, tenha a mesma fórmula de disputa do atual brasileirão é um pensamento anacrônico. Era absolutamente impossível para a enorme maioria dos times, que viviam praticamente de suas rendas de público, disputar um campeonato que demandassem viagens por todo o território nacional. Financeiramente, as passagens de avião naquela época eram para pouquíssimos e o transporte aeroviário, pouco consolidado, Não era suficiente para cobrir todo o território nacional. O Genoa, primeiro Campeão Italiano, com o título reconhecido em seu país, foi campeão no final do século XIX vencendo apenas dois jogos. A dificuldade de transporte, na época, dificultava a organização de um campeonato mais longo.
2. Como ter um campeonato isonômico se paulistas e
cariocas entravam no torneio somente nas semifinais?
3. Como considerar um campeonato igual a outro se havia uma prévia norte/nordeste?
Estas duas perguntas tem a mesma resposta. Justamente fela dificuldade de locomoção existente na época. As prévias no Sul e sudeste eram feitas por meio de seus campeonatos estaduais. O campeão estadual tinha direito a disputar o Nacional. Lembremos que este foi o primeiro campeonato organizado afim de definir o campeão brasileiro. Querer que ele tenha os moldes do campeonato atual é exigir do passado uma estrutura que ele não podia fornecer. É anacrônico.
4. Era de ouro? Isso é subjetivo. Para o torcedor do Flamengo, a era de ouro do futebol é os anos 80 com Zico.
Este período foi a era de ouro do futebol brasileiro, não do futebol do Flamengo ou do futebol Santista, Bahiano, São Paulino, etc… Em 1958, um ano antes do título bahiano, o País era sagrado campeão de uma copa do Mundo. Em 1962 tivemos o BI e em 1970 o TRI. Nesse período o Brasil construiu a imagem de País do Futebol. A Era de Ouro do Flamengo é diferente da Era de ouro do Futebol Nacional.
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 21st, 2011 at 9:52 pm
@Tiago Buckowsky, Mas pelo simples fato de você dizer que as condições econômicas eram outras, diferentes das de hoje, piora a situação. É um futebol nostálgico, importantíssimo e que deveria ter sido preservado porque ninguém mais tem. Para que a necessidade de fazer a tal da unificação? Para ganhar na quantidade e não na qualidade? Você, torcedor santista, deveria se orgulhar de ter seis títulos que ninguém mais terá, porque as coisas mudaram. Quando sai desse campo qualitatitivo (o Santos tem seis títulos que não se tem mais) e cai no campo quantitativo (o Santos é octo) parece ser um tiro no pé. Tenho amigos palmeirenses que abominaram a unificação, até pela piada de ser campeão duas vezes no mesmo ano.
O que afirmo e reafirmo é que não dá para tratar os diferentes como iguais e pode soar como anacronismo, que seja. Daqui há pouco, historiadores e jornalistas (pus nós dois na história) vão buscar outros títulos, campeonatos etc, para advogar em causa própria.
Enfim, é isso.
[Reply]
Tiago Buckowsky Reply:
May 21st, 2011 at 10:48 pm
@Sylvio Micelli, A questão não é quntidade ou qualidade. A qualidade é indiscutível. O Santos é o único Penta Campeão Nacional, com títulos consecutivos. A questão é justiça. Não importa se o nome é Campeonato Brasileiro, Taça Brasil, Campeonato nacional, Copa João Havelange, Taça de Ouro, Copa Brasil. As formas de disputa para definir um campeão nacional já teve inúmeros formatos e nomenclaturas. Mas foram competições criadas para definição de um campeão nacional. Isto é comprovado e documentado pelas matérias feitas pela imprensa no período:
* Taça Brasil na fase decisiva. Santos x Grêmio hoje na Vila. Chega, afinal, à sua fase de maior interesse, a Taça Brasil, destinada a apontar o campeão nacional interclubes. E o Santos, na qualidade de campeão paulista de 1958, terá a responsabilidade de enfrentar o Grêmio Portoalegrense, que é tricampeão do Rio Grande do Sul (A Gazeta Esportiva, chamada de capa, 17 de novembro de 1959).
* Luta pelo título de campeão do Brasil: Santos x Bahia. Hoje à noite, em Salvador, Santos e Bahia estarão lutando pela segunda vez na série final de jogos da Taça Brasil. O objetivo único é tornar-se o primeiro campeão do País. O embate na capital baiana está atraindo a atenção do público esportivo brasileiro (A Gazeta Esportiva, título de página, 30 de dezembro de 1959).
* Santos. Bahia. Decisão hoje à noite da Taça Brasil. Será conhecida no Maracanã a equipe campeã brasileira entre clubes (Capa de A Gazeta Esportiva de 29 de março de 1959).
* O E. C. Bahia conseguiu esta noite, no Estádio do Maracanã, o título inédito no futebol brasileiro, qual seja o de campeão brasileiro por equipes, garantindo sua participação no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).
* O futebol do Norte do país voltou a brilhar. Depois da atuação da Seleção de Pernambuco no Campeonato Brasileiro, ficando em segundo lugar, foi a vez do E. C. Bahia vencer a Taça Brasil, o primeiro campeonato brasileiro de clubes (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).
* Bahia é o campeão. O E. C. Bahia sagrou-se ontem à noite campeão da Taça Brasil ao derrotar o Santos, no Maracanã, por 3 a 1. O título, que equivale ao de primeiro campeão brasileiro interclubes, foi obtido em partida acidentada, na qual foram expulsos três jogadores santistas (Folha da Tarde, última página, 30 de março de 1960).
* E. C. Bahia venceu a Taça Brasil!… O campeão baiano não teve a mínima culpa nos acontecimentos verificados entre o juiz e os jogadores santistas. É o primeiro campeão brasileiro por equipes e será o representante nacional no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões (A Gazeta Esportiva Ilustrada, matéria de duas páginas, abril de 1960).
* Esporte Clube Bahia conseguiu um título inédito no futebol brasileiro. Sagrou-se Campeão Brasileiro por Equipes (A Gazeta Esportiva Ilustrada, legenda de foto de meia página com o time posado do Bahia, abril de 1960).
* Santos é tetracampeão brasileiro: jogo com o Flamengo fica em zero (A Gazeta Esportiva, título de capa e título de página, edição de 20 de dezembro de 1964).
* Santos é bi do Brasil. Goleado o Botafogo: 5 a 0. Realizando uma de suas grandes exibições, o Santos conquistou ontem à noite, pela segunda vez, a Taça Brasil, obtendo conseqüentemente o título de bicampeão brasileiro de futebol… (Folha de São Paulo, título de página, 3 de abril de 1963).
* Santos foi tetracampeão. Sábado à noite, no Maracanã, com o empate a zero diante do Flamengo, o Santos FC conquistou pela quarta vez consecutiva a Taça Brasil, tornando-se dessa forma tetracampeão brasileiro de clubes (Folha de São Paulo, título de página, 21 de dezembro de 1964).
* Santos vence e é campeão. Em partida válida pela Taça Brasil, e na qual sete jogadores foram expulsos de campo, o Santos derrotou o Vasco da Gama por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã, sagrando-se pentacampeão brasileiro (O Estado de São Paulo, 9 de dezembro de 1965).
Quanto a historiadores e jornalistas buscarem outros títulos para contestar e unificar, essa é uma idéia que me agrada muito. Sempre é bom rever conceitos ultrapassados, desde que possa existir fontes que sustentem as contestações.
Como diria Marshall Berman – “Tudo que é sólido desmancha no ar”
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 21st, 2011 at 11:16 pm
@Tiago Buckowsky, Respeito, mas não há como concordar. Ninguém vai por na minha cabeça que um clube pode ser campeão nacional disputando quatro partidas porque a fórmula era essa e que as viagens de avião ou a logística ou sei lá o que, eram difíceis.
Faltou competência (ou será que havia interesse nisso) à CBD para montar um campeonato como deveria. Será que em 1971, a aviação brasileira mudou tanto, por exmeplo, do que cinco anos antes. Óbvio que não.
A unificação dos títulos foi dirigida sim e foi casuismo também. Pegou-se um jornalista santista, com a frágil argumentação de que se trata de um resgate histórico porque o Pelé nunca tinha sido “campeão brasileiro”, o que também é uma bobagem e sei lá porque a CBF concordou. O lobby deve ter sido forte.
Corto o meu pescoço fora que se o Corinthians ou Flamengo tivessem no lugar de Santos, Palmeiras e os outros, se haveria essa tranquilidade toda em buscar nos jornais, manchetes para embasar aquilo que não se pode justificar.
Os anos 60, na verdade, foram dominados por um grupo de cartas marcadas formado por Santos, Botafogo, Palmeiras e Cruzeiro. E aí, colocaram-se alguns clubes do Nordeste como boi de piranha para dar licitude aos “grandes torneios nacionais”.
E como diria o Machadão: “Ao vencedor as batatas!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
[Reply]
Tiago Buckowsky Reply:
May 22nd, 2011 at 12:01 am
@Sylvio Micelli, Ninguém quer colocar nada na sua cabeça. Apenas apresento meus argumentos com base em vestígios documentais.
Em 1971 a aviação brasileira era infinitamente superior à estrutura que o país comportava cinco anos antes.
A extensão do país e a precariedade de outros meios de transporte fizeram com que investimentos fossem feitos em aviação comercial. O Brasil passou a contar com uma expansão excepcional no Setor. Em 1970, o país tinha a maior rede comercial do mundo em volume de tráfego depois dos Estados Unidos. Em 1965, apenas 16 empresas brasileiras operavam, algumas com apenas dois ou três aviões e fazendo principalmente ligações regionais.
Não inventei estas informações. Como sabe, pois já tivemos este debate anteriormente, tenho como tema de pesquisa este período da história do futebol, que compreende os anos entre 1959 e 1971. Uma das minhas fontes sobre aviação comercial no Brasil é o ótimo livro de Carlos Ari César Germano da Silva, intitulado “O rastro da bruxa: história da aviação comercial brasileira no século XX”
Quanto a afirmar que, caso Corinthians ou Flamengo tivessem no lugar de Santos, Palmeiras e os outros times “beneficiados” com a unificação, a coisa seria diferente, não passa de pura conjectura.
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 22nd, 2011 at 12:23 pm
@Tiago Buckowsky, Bom. Ainda bem que ninguém quer colocar nada na minha cabeça. Hehehehehe! Enfim, como diz meu filho, cada um com seu cada qual. Como já disse e reitero, acho que os títulos deveriam ser preservados e não misturados, mas enfim, se está ok para você está ok para mim. Abs.
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 22nd, 2011 at 12:25 pm
@Tiago Buckowsky, Por sinal, escrevi sobre o tema numa fase pré-canelada. Caso queira ler: http://blog.sylviomicelli.jor.br/2010/12/22/a-unificacao-dos-titulos-pela-cbf-e-a-politicagem-do-futebol-brasileiro/
[Reply]
Bruno Vox Reply:
May 21st, 2011 at 9:34 pm
@Sylvio Micelli,
Como o Timão foi campeão Mundial sem ganhar a Libertadores?
Hein, sacaneei heheheeheheh
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 21st, 2011 at 9:44 pm
@Bruno Vox, Mas então Bruno. No regulamento do 1º Mundial de Clubes da Fifa não consta que para participar era preciso vencer a Libertadores. O Corinthians foi convidado na condição de representante do país-sede. Por “mera” coincidência, o Corinthians era ainda bicampeão brasileiro 1998 e 1999.
[Reply]
Sylvio Micelli Reply:
May 21st, 2011 at 9:53 pm
@Bruno Vox, Ah! E tem mais uma coisa. O Corinthians não tem passaporte, certo. Agora… do que adianta ter passaporte se o cara vai lá, viaja e é deportado. hehehehehehehe
[Reply]
May 21st, 2011 at 2:10 pm
Quanto ao formato de disputa, qual é o ideal?
“De 1975 a 1979 o nome correto do “Brasileiro” foi Copa Brasil; de 1980 a 1983, Taça de Ouro; em 1984, Copa Brasil; em 1985, Taça de Ouro; em 1986, Copa Brasil; em 1987, Copa União; em 1988, II Copa União, e em 2000, Copa João Havelange. O termo “Campeonato Brasileiro” só foi adotado em 1989, e em suas quatro edições iniciais, de 1971 a 1974, seu nome era “Campeonato Nacional” – competição que serviu, principalmente, aos propósitos populistas do Governo Militar. “Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. Onde vai bem, mais um time também” –era o slogan que justificava o inchaço de uma competição que a cada ano recebia dezenas de novos convidados”.
Enxergar o passado com os olhos do presente é anacronismo !
[Reply]
May 22nd, 2011 at 2:48 pm
O Atlético não é o primeiro campeão nacional tomando por base o título de 71. Mas e o de 1937, organizado pela FBF (orgão máximo do futebol no país à época) e que reuniu as agremiações campeãs de cada estado em 1936? Que relevância diferenciada tem os títulos entre 1959 e 1971 em comparação a esse de 1937?
[Reply]
Tiago Buckowsky Reply:
May 22nd, 2011 at 11:42 pm
@Virgílio Amaral, Confesso que pouco conhecia deste campeonato e fui pesquisar minha papelada véia pra ver se achava alguma coisa. Talvez o Atlético-MG seja realmente o primeiro Campeão Brasileiro, com este título de 1937.
Este campeonato teve o nome de Copa dos Campeões FBF e foi disputado pelos clubes campeões estaduais de 1936. O campeonato foi elaborado com base em outro, realizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em 1920. Entretanto, o campeonato disputado em 1920 apenas contava com três clubes – Fluminense (Rio de Janeiro-RJ), Paulistano (São Paulo-SP) e Brasil(Pelotas-RS). O campeão foi o Paulistano e o vice foi o Fluminense. Não foi um campeonato de nivel nacional, mas talvez tenha sido o primeiro a fazer uma disputa interestadual.
Já o de campeonato de 1937 pode ter sido o primeiro Campeonato Brasileiro, mesmo não tendo sequência nos anos seguintes (o que é compreensível, dadas as dificuldades da época, ignorada por alguns que comentam por aqui).
A FBF convidou clubes de todo o Brasil, mas em decorrência das dificuldades financeiras e de deslocamento, apenas alguns times aceitaram participar do torneio que visava consagrar um campeão nacional no Brasil. Os clubes que participaram do Campeonato foram o Atlético-MG, Campeão Mineiro, Fluminense-RJ, Campeão Carioca, Associação Portuguesa de Desportos, Campeão Paulista, Rio Branco-ES, Campeão do Espirito Santo, Alliança-RJ, Campeão Fluminense (lembrando que o Fluminense foi o Campeão do Distrito Federal) e a equipe da Liga de Sports da Marinha. Os campeões de Minas, Distrito Federal e São Paulo já estavam assegurados na fase final do Campeonato. Os times da Liga de Sports da Marinha e o Alliança fizeram um jogo eliminatório na cidade de Campos – RJ, sendo o primeiro o vencedor do jogo. Depois, disputou mais uma eliminatória contra o Rio Branco. Este último venceu a partida e teve o direito de se juntar aos outros três campeões na fase final do III Campeonato Brasileiro da F.B.F.(o primeiro disputado por Clubes, já que os outros dois foram jogados por Seleções Estaduais).
Vou pesquisar mais e prometo um post no Caneladas Históricas. Valeu pela dica !
[Reply]
May 23rd, 2011 at 8:28 am
Pois é, está no hino do clube: “Nós somos os campeões dos campeões”. Concordo que faltam registros, principalmente de imagem, mas pelo que sempre li era uma competição de relevância considerada.
[Reply]
March 22nd, 2012 at 3:56 pm
Por favor, qual o elenco completo do Bahia em 1959 ? Obrigado e fico no aguardo.
[Reply]