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SELEÇÕES IMORTAIS DAS COPAS – A Bulgária de 94

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10/06/14

Não da pra contar a história da seleção da Bulgária na copa de 1994 sem dar uma passada nas eliminatórias europeias em 1993. Caindo em um grupo com França, Suécia, Israel, Áustria, Finlândia e Israel, foi dado como carta fora do baralho com o andamento dos jogos e chegando a ultima rodada precisando ganhar o jogo contra a França de Cantona, em Paris. E foi assim que esse time começou a virar mito.

Tudo ficou mais difícil quando aos 31min do primeiro tempo Eric Cantona abriu o placar para os franceses que precisavam apenas do empate para se garantir na copa. Mas eles não contavam com a astucia de Kostadinov que empatou a partida aos 37min do primeiro tempo. O segundo tempo teve a França empurrando o relógio para o jogo acabar e aos 44min os franceses tiveram uma falta lateral para cobrar. A displicência francesa gerou o contra ataque búlgaro que chegaria aos pés de Kostadinov. Finalização com raiva. Bola no balaio. Emoção búlgara. Decepção francesa que não iria a segunda copa seguida.

A copa do mundo colocou Argetina, Nigeria e Grécia no caminho búlgaro na fase de grupos. Uma classificação parecia improvável. Ainda mais depois da estreia: 3×0 Nigéria. Na partida seguinte a redenção contra Grécia: 4×0 os búlgaros. Primeira vitória da Bulgária em copas.

O jogo contra Argentina definiria as posições no grupo. Com um time recheado de estrelas como Caniggia, Batistuta, Simeone, Redondo e Ortega a Argentina conheceu a arrancada de Hristo  Stoichkov que gerou a famosa frase: “Segura que eu quero ver !”. Sirakov fechou o caixão argentino em um escanteio.

O México foi o adversário das oitavas e o empate em 1×1 nos 120min levou a decisão para os pênaltis. Com duas defesas Mikhailov se tornou o herói da classificação búlgara.

A aventura parecia ter chegado ao seu fim. A próxima parada era contra a atual campeã mundial Alemanha de Matthäus, Ilgner, Völler e Klismann que abriu o placar com o craque Matthäus no inicio do segundo tempo. Mas a canhota encantada de Stoichkov voltaria a funcionar em uma linda cobrança de falta, empatando o jogo. Aos 33min do Segundo tempo, em um cruzamento de Yankov , o carequinha Letchkov antecipou o zagueiro alemão e de cabeça mandou a bola pro fundo das redes.

Incrível. A Bulgaria “mitou”. Estava nas semifinais.

Mikhailov; Kremenliev (Kiriakov), Ivanov, Houbchev e Tsevetanov; Yankov, Letchkov, Sirakov (Borimirov) e Balakov; Stoichkov e Kostadinov. Técnico: Dimitar Penev.  Entraram para história do país. Entraram para a história das copas.

Nem a derrota por 2×1 para Itália nas semifinais , nem a derrota de 4×0 para a Suécia na disputa do 3º lugar, tirou o brilho daquela geração maravilhosa. Hristo Stoichkov já atuava pelo Barcelona, Kostadinov foi jogar no Porto e depois no Bayer de Munique, Balakov foi ao Stuttgart e Letchkov ao Olimpique de Marselha. Eles ganharam a projeção merecida.

Stoichkov foi considerado pela Fifa o 3º melhor jogador da copa e foi artilheiro com 6 gols ao lado de Salenko da Russia.

A Bulgária nunca mais viu um time como esse.

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