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SELEÇÕES IMORTAIS DAS COPAS – A Croácia de 98

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11/06/14

Muito se falou que a Copa da França em 98 não foi um primor técnico. Os donos da casa, apesar do bom time e de terem Zidane não enchiam os olhos. Muitos voltaram as atenções para o então campeão Brasil e para a poderosa Holanda de Van der Sar, Kluivert e Davids. As duas seleções fizeram uma memorável semifinal, muito marcada pelo fervor do eterno “vocês vão ter que me engolir” Zagallo vermelho de emoção tentando motivar os jogadores canarinhos.

Apesar disso, três seleções apareceram como surpresa e encantaram por razões diversas. Uma foi o Paraguai de Gamarra e Chilavert, a outra o Chile de Salas e Zamorano e a terceira foi a Croácia de Davor Suker.

Depois da separação da antiga Iugoslávia, a Croácia ficou com o mais fértil terreno para criar bons jogadores de futebol. O time de 98, que já tinha colocado as garras de fora na Eurocopa de 96, foi o primeiro do País em uma Copa do Mundo da FIFA. Não poderiam ter feito melhor estreia; não só ficaram em terceiro, como mostraram ao mundo um dos times mais fantásticos de todos os tempos que participou do torneio.

Comandados por Boban e Suker, dois dos maiores jogadores croatas de todos os tempos, a equipe do técnico Miroslav Blazevic jogava em um 4-4-2 clássico e o grupo tinha como base o forte time do Dynamo Zagreb; nada menos que seis jogadores que foram à França eram da equipe. O primeiro volante Soldo, do Stuttgart, era um verdadeiro cão de guarda e o trio formado por Bilic, Simic e Stimac protegiam mais o gol do que a Patrulha do Norte protege a muralha.

O meio campista Asanovic, do Napoli , que jogava ao lado de Boban, e Jarni, um ponta esquerda que me contorcia as vísceras quando eu lembrava que na seleção brasileira, o jogador da posição era o Denilson. O time ainda se dava ao luxo de ter o Prosinecki no banco. De fato, não foi um time qualquer.

Davor Suker foi o artilheiro do mundial com 6 gols

O grupo que tinha Agentina, Japão e Jamaica não era dos mais complicados, mas para uma seleção estreante eles foram muito além do esperado. Os europeus venceram os pupilos de Bob Marley e os samurais japoneses tranquilamente. Perderam por 1×0 para a Argentina. Depois veio um clássico do Leste europeu contra a Romênia de Hagi, que tentava alçar voo mais alto que o de 94; vitória croata por 1×0 com gol de Suker. O próximo adversário seria a Alemanha, que mesmo em processo de renovação é sempre um time difícil.

Os croatas não tomaram conhecimento dos bávaros e aplicaram sonoros 3×0. A chegada às semifinais era muito mais que qualquer sonho. O jogo seria contra a anfitriã França no Estade de France. Suker (sempre ele) abriu o placar para a sensação da Copa. Os Bleus capitaneados por Zidane fizeram um jogo de muita marcação, mas para impedir o desenvolvimento do futebol dos croatas que para tentar jogar para frente. O time era recheado de bons jogadores além do camisa 10; Henry, Trezeguet, Blanc e Petit eram apenas alguns, todavia coube a Lilian Thuram o feito de furar a forte zaga croata duas vezes. A imagem do jogador ajoelhado após marcar o segundo gol, como se não acreditasse ficou marcada.

 

 

A seleção da camisa de toalha de mesa venceu a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. Até hoje a melhor colocação do País em Copas. Talvez Modric e Mandjukic consigam ir além, só saberemos dia 13 julho.

 

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