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SELEÇÕES IMORTAIS DAS COPAS – A maior Colômbia de todas

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17/06/14

maior seleção colombiana de todos os tempos

Se você surpreendeu com a vitória da Colômbia sobre a Grécia por 3×0 na estréia desta Copa 2014 fique sabendo que esta não é a mais surpreendente Colômbia que já atuou em Copas do Mundo.

Senhoras e senhores, com vocês, na série Seleções Imortais das Copas do Canelada, a Colômbia de 1990-1994.

No ano de 1990 a Colômbia voltou a disputar uma Copa do Mundo 28 anos depois de sua estréia. A classificação veio na repescagem eliminando a seleção de Israel. O mundo estava prestes a conhecer a maior seleção colombiana a pisar os gramados do mundo do futebol. Uma geração ímpar, daquelas que surgem, passam rápido, deixam saudades e levam anos a serem igualadas ou superadas.

Não é todo dia que um país tem a chance de reunir no mesmo time jogadores ainda desconhecidos como René Higuita, Freddy Rincon, Carlos Valderrama, Faustino Asprilla e Adolfo Valencia. Um goleiro muito bom mas com vontade de jogar na linha, dois meio campistas de exceção e dois atacantes perigosíssimos, fora outros nomes. O futebol foi generoso com essa safra de jogadores colombianos. Junte a isso a genialidade de Francisco Maturana, treinador campeão da Libertadores de 1989 com o Nacional de Medellin e teremos uma seleção pronta para marcar época.

A seleção colombiana chamava a atenção tanto pela capacidade ofensiva quanto pela falta de responsabilidade na defesa. Por esse motivo seus números na Copa de 1990 se analisados de forma isolada não empolgam:

Primeira Fase

Colômbia 2×0 Emirados Árabes
Colômbia 0x1 Iugoslávia
Colômbia 1×1 Alemanha

Oitavas de Final

Colômbia 1×2 Camarões

O fato é que o time da Colômbia deixou o mundo inteiro com vontade de ver mais. Após a vitória tranquila contra Emirados Árabes um tropeço contra a forte Iugoslávia. O jogo foi equilibrado, mas após o gol os colombianos se atiraram ao ataque e os iugoslavos empilharam chances de aumentar o placar exigindo Higuita a mostrar suas qualidades como pegador de pênaltis para manter o 1×0. A classificação para as oitavas veio com um empate heroico contra a Alemanha, atual vice-cempeã e que venceria aquela copa dias depois. Mesmo sofrendo o 1×0 aos 43 do segundo tempo depois de um jogo com chances para as duas equipes, Rincón decretou o empate cafetero logo depois para delírio do país.

As oitavas de final reservavam um duelo entre duas das sensações da Copa. Camarões já havia vencido a atual campeã Argentina na estreia. Já haviam escrito seu nome na história, mas queriam mais. Depois de um equilibrado 0x0 no tempo normal e nos primeiros 15 minutos de prorrogação, Roger Milla que já ganhara os olhares do mundo todo marca no início do segundo tempo extra. Foi então que descobrimos a capacidade colombiana de surpreender não só ofensivamente. Higuita mostrou tendências suicidas ao tentar bancar o terceiro zagueiro na intermediária driblando Roger Milla que roubou a bola, marcou o segundo o gol e correu para dançar na bandeirinha de escanteio enquanto era elevado à glória reservada aos heróis de Copas. O gol tardio de Redin não evitou que os colombianos voltassem para a casa nem que nos enchêssemos de expectativa para a próxima copa.

É preciso lembrar que para voltar à copa é necessário passar pelas eliminatórias. Sem problemas. A colômbia simplesmente ignorou a presença da Argentina no grupo que só o primeiro colocado iria a Copa sem passar pela repescagem e venceu os dois jogos. Na Colômbia uma vitória por 2×1 e na Argentina a vitória mais emblemática dessa geração, um 5×0 diante de um estádio Monumental de Nuñez totalmente perplexo perante a facilidade colombiana para aplicar a maior derrota já sofrida pela seleção Argentina diante de seus domínios. O vídeo abaixo dos gols com narração colombiana é obrigatório para que se entenda o tamanho do feito:

Era inevitável que Valderrama e companhia chegassem badalados e envoltos de muita expectativa nos estados unidos para a Copa de 1994. Foi então que descobrimos a capacidade colombiana de surpreender negativamente. Com duas vitórias e uma derrota vimos não só uma história triste, mas uma tragédia que viria a acontecer. A frustração pela eliminação precoce causou o assassinato de Escobar, autor de um gol contra na derrota diante dos donos da casa. Um dos episódios mais lamentáveis da história da futebol. Estes foram os resultados da Colômbia em 1994:

Primeira fase

Colômbia 1×3 Romênia
Colômbia 1×2 EUA
Colômbia 2×0 Suiça

Com Escobar foi sepultada a maior geração colombiana de todos os tempos, uma das seleções mais carismáticas da história das copas também protagonizou um dos episódios mais lamentáveis da história do futebol.

@guirocha

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