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Estreia, emoção e vitória: Zulia 1 x 2 Chapecoense

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9/03/17

A partida contra o Zulia foi um marco histórico na caminhada da Chapecoense.

Imagem: REUTERS/Marco Bello

O carinho que o time catarinense recebeu na Venezuela foi algo incrível. Nem parecia que era partida de Libertadores. Não tinha clima hostil por parte da torcida nem por parte dos jogadores do Zulia.

Isso se deve, como todos sabemos, por conta da tragédia da Chape na Colômbia.

Mas a equipe que era o Xodó do Brasil desde que subiu para a Série A, virou o Xodó Sul-americano. E esse carinho deve se repetir pelo menos nos outros dois jogos da primeira fase fora de casa.

Mas tudo isso não quer dizer que a equipe venezuelana não tenha entrado em campo com vontade de ganhar.

O jogo:

Na primeira etapa a Chapecoense se mostrou superior ao Zulia. Jogou como time grande, como o atual campeão da Copa Sul-Americana. Pressionando e não dando espaço aos venezuelanos. Foi um time dominante.

No segundo tempo, o Zulia passou a pressionar mais a Chape, chegando a assustar, mas o Verdão se segurou bem na partida.

Os gols:

Aos 32 do primeiro tempo, Reinaldo cobrou falta, sem ângulo, e com efeito na bola mandou para o gol, a bola ainda bateu no zagueiro do Zulia, mas já dentro do gol: 1×0 Chape!

Aos 23 do segundo tempo, João Pedro passa para Luiz Antônio e chuta forte de fora da área, sem chances para o experiente goleiro Vega. 2×0 Chape!

Aos 32 do segundo tempo, em cobrança de escanteio, Zambrano cabeceia nas costas de Nathan, e a bola sobra para Arango desviar para as redes. 2×1 Chape.

Vale destacar o volante Luiz Antônio, que vinha em baixa em temporadas anteriores, e vem fazendo um bom papel nesse time da Chape.

Outros destaques são o lateral-esquerdo Reinaldo, que vem crescendo cada vez mais tecnicamente desde a temporada passada na Ponte Preta, o goleiro e capitão Artur Moraes que fechou o gol enquanto pôde, e o atacante Niltinho, que soube utilizar bem a velocidade nos ataques do Verdão do Oeste.

Imagem: REUTERS/Marco Bello

A cada gol, os jogadores se ajoelhavam e apontavam aos céus. Alguns podem dizer que eles estavam agradecendo a Deus, mas a impressão que ficou, é que eles estavam agradecendo aos ídolos que se foram. Ao fim do jogo, pareceu que os jogadores da Chape tinham tirado um peso dos ombros, por carregarem o distintivo no peito que gloriosamente os jogadores campeões sul-americanos carregaram.

Emocionante, inesquecível e histórico. Essa foi a estreia da Associação Chapecoense de Futebol na Libertadores.

 

“Que lo escuchen en todo el continente, siempre recordaremos campeón al Chapecoense” 

Cleverton Silva

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