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Futebol é coisa para macho

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8/03/17

Dizer que futebol é coisa para macho, talvez seja, além de uma falácia, uma das coisas mais estúpidas que se pode falar sobre este esporte amado no mundo inteiro. Por mais que o machismo e a misoginia tentem se eternizar pelo esporte bretão, as mulheres ocupam cada vez mais espaços seja nas arquibancadas, seja dentro das quatro linhas como jogadoras ou árbitras ou como assistentes, sem citar as jornalistas, gandulas, as que exercem cargos de direção nos clubes, entre muitas outras.

Desde os tempos que a elas era proibido frequentar a praça de jogo, até os tempos de hoje, muita coisa mudou, com muita luta. É um século de batalhas e ocupação de um espaço que é das mulheres por direito. A tal piada do impedimento ainda resiste na mente atrasada de alguns (muitos dos quais não entendem a referida regra), mas não apenas a beleza e  principalmente a sapiência das mulheres transformou estádios em locais mais agradáveis, mais humanos.

Futebol é coisa para macho (blog Bia Morais)

Futebol é coisa para macho (blog Bia Morais)

Saímos de uma era das cavernas, onde os ogros se achavam donos dos degraus de cimento para uma evolução social natural feita de forma gradativa, apesar da resistência. Claro que as tentativas de rebaixamento não foram poucas e foram desde as bem-humoradas (apesar de machistas) “vai lavar roupa” para outros pouco educados xingamentos que não valem nem ser reproduzidas.

A vã tentativa de menosprezar ou afastar as mulheres do reduto futebolístico é um ato desesperado de mentes retrógradas que tentam fazer imperar a eterna idade das cavernas no futebol. Os seres pré-históricos acham que os seus tacapes ainda tem alguma força ante o que acontece e tentam, a todo custo, de forma bruta afastar aquelas que não entende, não pode controlar e que, em boa medida, consegue ser-lhe superior.

Diz-se aceitar as mulheres, mas basta aparecer uma médica no Chelsea para que um número incontável de comentários sobre os tratamentos “não ortodoxos” que ela poderia fazer se multiplicam mais que zumbis. Quando não é isso, tentamos incluí-las como musas, afinal, nada mais propício que usar a mulher como o objeto masculino como há tempos vem sendo feito, não é? O pior é não se perceber a barbárie disso.

Espero ver o dia que o futebol seja um esporte mais igualitário de forma efetiva e não meramente discursiva. Que este seja um dia de reflexão e de entendimento para o valor das mulheres, que é muito maior do que o que vimos até agora.

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