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FUTEBOL SEM NENHUMA EXPRESSÃO, ITAQUERA SE CALA.

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5/05/16

EQUIPE CORINTIANA APRESENTA FUTEBOL BUROCRÁTICO E CAI PELA 5º VEZ CONSECUTIVA EM UMA FASE DE MATA-MATA EM CASA.

Estádio cheio, noite fria em meio a fogos e sinalizadores, o estádio se cala. Basicamente foi este o resumo trágico do confronto entre Corinthians e Nacional em Itaquera.

Giovanni Augusto em ação no jogo. Jogador foi um dos poucos que fazia algo no primeiro tempo da partida.

O time entrou conciso, rápido, trocando passes e buscando verticalizar as jogadas, Giovanni Augusto comandou o primeiro tempo, tentando levar o time ao ataque. Mas, a noite de ontem preparava um final trágico desde o início, quando aos 5 minutos de jogo, em uma falha da defesa, sobra uma bola de rebote para a equipe do Nacional abrir o calvário corintiano. O time respirou e aumentou a correria, em um ataque fulminante e uma das pouquíssimas vezes que triangulou, a bola correu lisa para os pés de Lucca que igualou o marcador 9 minutos depois do adversário marcar.

 

Confusão na saída do intervalo, a catimba uruguaia funcionou novamente.

 

Mas parou por ai, deixou sua objetividade de lado sem nenhum brilho, e novamente entrando na catimba uruguaia saiu de campo para o intervalo aos xingamentos e empurrões com os jogadores do Nacional. Destemperado o timão retornou ao campo para mais 45 minutos de luta, mas não foi o que aconteceu, para quem esperava mais catimba e mesmo agressividade dos uruguaios viu algo diferente, os gringos jogaram marcando muito, e depois de um bate rebate na lateral direita do Corinthians pelo campo de defesa, e a aparente moleza com que os jogadores brigaram pela bola, ela se doa ao veloz ataque do Nacional, para em uma finalização de classe assinalar o segundo gol adversário.

Mais um pênalti perdido, agora foi a vez de André “Balada”.

Daí em diante só podemos dizer que foi o tal do desespero, muitas bolas truncadas, nada de triangulações e nem sequer uma boa pontaria, chutes inexpressivos e a consagração do goleiro adversário que basicamente saiu em bolas aéreas e sem pretensões, até que uma luz no fim do túnel se acende, isso se não fosse através de um pênalti, marcado em cima de Marquinhos Gabriel, o qual nosso glorioso centroavante André “Balada” mais uma vez confirmou a falta do tal “craque” na equipe, goleiro mais que consagrado. Neste momento, o que se ouviu no estádio foi apenas o ensurdecedor barulho do silêncio de 43 mil corintianos. O Alvinegro ainda teve a chance de cobrar mais uma penalidade depois que o zagueiro Polenta colocou a mão na bola dentro da área, Marquinhos Gabriel estreando na equipe assumiu a responsabilidade e deslocou o goleiro, marcando seu primeiro gol com a camisa alvinegra, empate e mais correria, que terminou em um último lance, após lançamento na área Romero bate para fora na cara do gol. Apito e silencio, mais uma eliminação.

A verdade é que a equipe do Corinthians é competitiva, como de costume, possui uma defesa bem estruturada, e tem um time rápido, mas ainda falta o “craque”, falta o jogador de decisão, que na hora do aperto vai resolver e desequilibrar.

O time perde gols, joga sem pegada em alguns momentos, e cai fácil quando se encontra acuado em uma marcação pesada, estas características são difíceis de resolver dentro do atual elenco que o treinador Tite tem nas mãos, tendo apenas dois caminhos, ou trazer jogadores decisivos para encaixar no elenco, ou mudar o esquema de jogo, que é burocrático sem os meias habilidosos que tínhamos na temporada passada.

E este time, a forma com que joga, os jogadores que tem, podemos fazer um comparativo com o histórico caso de Billy Beane que deu origem ao “Moneyball”, situação que aconteceu nos EUA em 2002, quando a equipe sem altos investimentos do Basebol, o Oakland Athletics montou um time que tinha como premissa jogadores bons estaticamente, porém, sem a criatividade, malandragem e brilhantismo que alguns astros tinham. Eles tentaram, fizeram coisas ótimas e empolgaram muito em determinado tempo, mas na hora de decidir, caíram, e nunca ganharam um campeonato. Mera semelhança é pura coincidência.

Agora é dar tempo ao tempo, apoio ao técnico Tite, confiança aos jogadores, e ir atrás de reforços que possam vir para resolver. Ainda teremos Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, onde o Corinthians é sim um dos favoritos, mas que vai precisar demonstrar e provar isso em dentro de campo, e não fora dele.

\o/  VAI CORINTHIANS!

 Thiago Oliveira.

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