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Calma

por
8/08/11

O título do texto pode assustar alguns, aguçar a curiosidade de outros ou simplesmente passar desapercebido pela maioria. O fato é que a palavra ‘calma’ tem me acompanhado durante toda a nossa inconstante trajetória no Campeonato.

Primeiro de tudo, o que significa ter calma? Pode ser a certeza de que tudo vai certo, é só questão de tempo. Pode ser a certeza absoluta de que tudo vai dar completamente errado, tá na cara. Há diferentes pontos de observação acerca do assunto ‘ter calma’, de forma que, é improvável alcançar uma resposta em uníssono sobre a pergunta.

 

Durante a sequencia boa de jogos sem perder no campeonato – 3 partidas atrás – o meu clamor era para a torcida ter um pouco mais de calma. Ajustes precisavam ser feitos, alternativas criadas, atitudes melhoradas. Boa parte deixou a empolgação subir a cabeça e a calma foi para longe. Naquele momento era necessário a calma de quem espera um pouco mais, que não se deixa levar pelas circunstancias, daqueles que eu não chamo de desconfiados, mas precavidos. Era lógico que uma hora ou outra o time jogaria não tão bem, a vitória em casa escaparia. Não temos nenhuma máquina em campo.

 

Agora, neste momento turbulento em que as forças do mal visam obliterar qualquer rastro de esperança e confiança que a torcida tem nesse time é que precisamos ainda mais de calma. O povo brasileiro tem um problema extremamente desagradável de memória. A péssima lembrança da maioria de nós sobre o que aconteceu ontem é uma doença terrível que acaba fazendo barbaridades na hora de votar em algum político. O mesmo problema é levado para o futebol, quando esquecemos que 3 rodadas atrás estávamos elogiando a coragem, a estratégia, a boa mão pra substituir do Treinador do nosso time.

 

Será que tudo mudou de repende?

 

O trio de ferro deixou de existir depois da expulsão do Heleno? Osvaldo deixou de ser nossa alma veloz e criativa dentro de campo? Boiadeiro e Vicente deixaram, de uma hora pra outra, de ser nossa arma de saída e armação de jogadas, que acabavam nos pés ou cabeças certeiras de nossos, até então, matadores Washington e Marcelo Nicácio?

Não acredito que todos eles tenham desaprendido tão rápido assim. A maratona de jogos quarta/domingo tem colocado nossos guerreiros em um nível de desgaste físico e emocional avassaladores.

 

A hora, então, é de simplesmente apoiar como nunca e ter calma. Sem pânico. Sem decisões precipitadas tomadas na tristeza de uma derrota ou empolgação cega na alegria de uma vitória.

 

Quarta-feira é nossa partida mais importante do ano. Assim como foram todas as outras. Assim como devem ser todas. Cada partida uma decisão.

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