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O fim da “família fulano” pode ser o início do futebol profissional

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11/07/14

Por Henrique Santos

Nesse momento, muito se fala que futebol não tem importância, que há coisas mais graves que o país precisa evoluir. Concordo totalmente. Mas por que misturar os problemas sociais brasileiros com o futebol brasileiro? Essa sempre foi a receita de alguns meios, alguns políticos, etc. Não estou aqui para isso, vou tratar exclusivamente sobre futebol, que é uma atividade cultural, atividade de lazer, atividade esportiva.

Aqui não serei menos consciente politicamente, nem menos patriota, apenas um curioso que quer tratar sobre o futebol.

Não sou vidente, também não sou engenheiro de obras prontas, mas o que se viu nesse período de Copa do Mundo, incluindo o período pré-Copa, foram sucessivos erros na preparação da equipe, desde a convocação, até a preparação psicológica, tática e técnica.

Já tratei em outros posts sobre a convocação, e reforço apenas a minha opinião: Fred e Jô são os piores centroavantes da história do Brasil nas Copas. Cada um pode fazer 5 gols na decisão de 3º lugar, mas continuarei com minha opinião, até que se convoque piores nas próximas Copas do Mundo.

Luis Felipe Scolari é um treinador ultrapassado, que tem métodos arcaicos em comandar times. Não precisamos de “família fulano”, nem de Vampeta como motivador, muito menos de sal grosso no gramado. Precisamos de uma filosofia de futebol, algo que perdemos há algum tempo. Na contramão, os treinadores europeus insistem em manter suas filosofias, mesmo em momentos desfavoráveis.

Amigos, vejam o exemplo da própria Alemanha, eles foram derrotados em casa na semifinal da Copa de 2006, e o atual treinador, Joachim Low, era assistente técnico de Klinsmann, assumindo o comando logo após aquela Copa. Em 2010, mantendo o planejamento, foram derrotados em mais uma semifinal, desta vez para a Espanha. Além das Copas do Mundo, foram derrotados nas Eurocopas de 2008 (final) e 2012 (semifinal), mas mantiveram um planejamento de longo prazo que pode ou não culminar em título mundial, mas a certeza é que o planejamento segue.

No Brasil, o que vemos são sucessivos treinadores entregadores de camisa, que tentam ganhar na base do grito, na base da truculência. Isso não cabe mais no futebol profissional. Precisamos rever os conceitos, precisamos, quem sabe, importar treinadores.

Não vimos em nenhum momento a Alemanha entrar em campo comovida com a lesão de Marco Reus. A Neymania foi muito prejudicial para a autoconfiança do time. Mas não quero escrever aqui um artigo de mil páginas apontando os erros do famigerado Felipão. Prefiro finalizar com a frase do polêmico Edmundo: “o prêmio do rebaixamento do Palmeiras foi a seleção”.

 Henrique Santos é torcedor do Sport, mora em Brasília-DF e integra o Podcast Rugido do Cerrado.

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2 comentários

  1. Thiago Tofaneli disse:

    Concordo que família ele tem que ter EM CASA, aliás, concordo com quase todo o texto! Só discordo da parte da "paciencia". Sim, paciencia. Digamos que mantivéssemos o Dunga, ou o Mano. Imagina se perdêssemos uma semi em casa? Imagina se perdessemos uma copa américa e mais uma eliminação no mundial? Sinto muito,meu caro, mas não haveria torcedor, dirigente, jornalista, enfim, ninguém que não exigisse mudança imediata. E se a Alemanha perder a final pra Argentina? Sabe o que eu vou dizer sobre esse seu comentário de "preparação"? Que foi uma baita furada e uma bruta perda de tempo. Afinal, chegar à semi em casa, até a Coreia do Sul chegou. Vejo duas vertentes COMPLETAMENTE distintas. Uma coisa é a CBF ( a seleção), outra é o futebol nacional. Esse último sim, precisa URGENTEMENTE de revisão. A Alemanha ( tomando seu exemplo), nunca teve estádio com 4.000 pessoas, nem rombos orçamentários dos clubes. A Alemanha se prepara desde 2002 pra CHEGAR À FINAL de uma competição. Pra mim, é pouco!

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  2. Thiago Tofaneli disse:

    Oxente…eu comentei num blog. Num sabia que vinha pra cá!

    [Reply]

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