Quem me acompanha no Canelada pode observar que, no post que escrevi no início da Copa América, lá no dia 02 de julho, apontava o Uruguai como o time com o melhor e mais entrosado elenco e, consequentemente, forte candidato ao título da competição.
Mesmo com o início vacilante e horroroso, similar a Brasil e Argentina, o Uruguai foi crescendo, amadurecendo, estabilizando-se e acabou por conquistar sua 15ª Copa América. Agora deixa a Argentina para trás e se transforma no maior vencedor do torneio.
A vitória do Uruguai por 3 a 0 contra um Paraguai que chegou à final da Copa América sem uma única vitória, é apenas um detalhe.
O renascimento da Celeste Olímpica é algo visível e como isso faz bem para o futebol sulamericano e mundial.
Sempre fui admirador de Argentina e Uruguai. Não me incluo, portanto, na maioria dos torcedores brasileiros que torce contra, por uma rivalidade meio sem sentido. Gosto da força uruguaia, gosto da raça argentina e, confesso, que muitas vezes irrito-me com o excesso de firulas do futebol brasileiro que, pode até ser mais bonito, plástico, mas nem sempre resolve.
Voltando à questão uruguaia, a Celeste volta com força. Foi a melhor equipe sulamericana na Copa da África do Sul, classificou sua seleção para os Jogos Olímpicos de Londres (2012), algo que não ocorria desde Amsterdam (1928); foi vicecampeã do Mundial sub-17 e teve no guerreiro Peñarol, um finalista de qualidade na mais recente edição da Copa Libertadores.
O time uruguaio deve se classificar nas Eliminatórias da Copa 2014 com relativa tranquilidade e que todos abramos o olho para o Uruguai na Copa no Brasil.
Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas um novo Maracanazo, não é uma hipótese a ser totalmente descartada.
Fica esperto, Brasil!

