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Acabou a Sulamericana para o Coxa, mas foi legal!

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27/10/16

Foi bom, minha gente! Foi bom sonhar, sair dessa assombração de rebaixamento que nos segue desde 2012 para entrar em uma realidade paralela. Uma realidade com prazo de validade limitada, é verdade, porém aquele gostinho de “quero mais” ficou entalado na garganta do torcedor coxa-branca que curtiu esses últimos 60 dias de Copa Sulamericana.

Os ânimos eram outros, a motivação era outra, o apoio era outro, enfim, toda uma atmosfera formada onde não existia rebaixamento, crise e cobranças, apenas a esperança de uma conquista inédita para alegrar o semblante sofrido do torcedor e iniciar uma nova história dali para frente. Essa foi a ilusão formada. Se foi um erro? Talvez, pois mascarou uma pífia campanha (novamente) em cima de uma válvula de escape, que foi o torneio continental.

Desde que passou pelo Vitória, o verdão nunca foi o favorito para passar de fase, mas lutou com garra e com vontade, como um verdadeiro COXA DOIDO e foi até o seu limite. Superou adversidades enormes, quando perdeu em casa para o Belgrano e teve que virar o jogo em Cordoba, diante de mais de 50.000 argentinos.

Aí veio o campeão da libertadores… o time que está viajando para o Japão em dezembro para disputar o mundial de clubes… o muito bom time do Atlético Nacional de Medellin. Desde o jogo no Couto já deu pra perceber que a pedreira era grande. Os colombianos são muito rápidos, tocam muito bem a bola e são super entrosados. Não demorou para armarem uma rápida triangulação pelo meio e abrirem o placar em pleno Alto da Glória. Mas o verdão não se abateu, foi com tudo pra cima, abrindo espaços para contra ataques, é verdade, mas sempre em busca do placar. E conseguiu! Com um golaço de Iago de fora da área. E o jogo de ida ficou nisso… 1×1. Placar desfavorável para uma equipe que jogou em casa, mas aceitável pela extrema dificuldade em que tudo aconteceu. Carpegiani também não foi um astro para escalar o time. Deixou a desejar com mudanças de posição entre os jogadores e substituições mal feitas, porém foi o que deu para conseguir.

A agonia perseguiu os torcedores do verdão durante esses eternos 7 dias no aguardo do jogo de volta. Chegava o natal mas não chegava a quarta-feira. Muitos pensamentos discutidos sobre uma sofrível classificação na raça ou levar uma goleada humilhante para encerrar o nosso sonho continental.

No jogo, a história foi um pouquinho diferente, com ainda mais emoção! A falta de César Gonzáles na gaveta, com efeito, indefensável… Aos 43′ do primeiro tempo, ao melhor estilo Roberto Carlos… Deu um alento ao coraçãozinho verde e branco que desentalou o grito da garganta, magoado, numa explosão de vibração para passar a acreditar no impossível! Que a vantagem estava ao nosso lado… Que bastava jogar certinho, fechado, blindado, onde nada mais passaria, para selar uma classificação heroica e histórica!

Esse estado de ânimo durou o tempo do intervalo. A palpitação era incontrolável, a ansiedade era imensa, a mão tremia e a saliva secava. Porém, em 6 minutos de jogo, no segundo tempo, veio o castigo, cedo demais. No bate e rebate na entrada da área Borja chutou… e no meio de tanta gente na frente, Wilson com a visão encoberta não pulou a tempo. Empataram… Ninguém apostava em uma reação tão rápida, afinal, era só jogar certinho, fechado, não tinha erro! Ah, sim… não tínhamos mais o nosso zagueirão Lucas Claro para colocar ordem na casa e enfiar aquelas bicas pra lateral, já que ele se machucou ainda no primeiro tempo. A coisa desandou, o nervosismo tomou conta, a pressão foi grande e a tragédia começou a tomar forma quando deixaram Borja totalmente livre na cobrança de escanteio para emendar um lindo voleio! Foi aquele gol que se aplaude em pé, mesmo sendo da torcida adversária. É um gol que pode concorrer ao prêmio Puskas, tranquilamente. Ingenuidade da zaga… deixar o camisa 9… o artilheiro… o matador… livre!!! Para fazer um golaço e desequilibrar qualquer estado de ânimo que ainda restava em levar a decisão para os pênaltis.

Mas, como diz o ditado “desgraça pouca é bobagem”, Kazin ainda conseguiu cometer um pênalti (duvidoso) escorando a bola com o peito/braço. Para fechar o caixão, o carrasco Borja cobrou com muita categoria, no alto e forte para dar números finais ao duelo de alviverdes, 3×1 para o time colombiano.

Sinceramente falando, Carpa não mexeu bem! O time já não era o melhor escalado, mesmo assim tava dando certo. Aí ele mexe em peças fundamentais que precisavam de força total de forma equivocada… Thiago Lopes no lugar de Lucas Claro? Quantas partidas ele jogou esse ano? O que ele tem contra o Carlinhos? E só colocar o Kleber já quando estávamos perdendo? Devia ter começado o segundo tempo com o Gladiador pra dar uma incendiada, talvez não ficássemos tão acuado como foi. E João Paulo, por favor… faz tempo que ele não tem jogado nada! Poxa vida, estávamos com o placar na frente, faltavam 45 minutos e conseguimos levar 3 gols… É difícil de engolir. Parece que falta calma, maturidade e concentração para nosso elenco.

Mas, não adianta chorar pela morte da bezerra, bola pra frente. Fim da trajetória alviverde na Sulamericana. Vamos voltar à realidade e concentrar as forças no Brasileirão para ficar longe da degola, ao menos com umas 2 ou 3 rodadas de antecedência estando livre do rebaixamento, só pra variar.

Mas valeu, Coxa!!! Nessa Sula você fez mais do que a torcida imaginava, para um elenco desfalcado e limitado como tem sido o ano todo. Só  termine o ano sem riscos de rebaixamento e planeje decentemente 2017, porque a torcida está de saco cheio de passar sustos e decepções.

SAV

Leonardo Barcellos

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