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Cruzeiro 1×0 Chape. 10 notinhas sobre uma noite fria

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4/05/17

1. Disse antes que, por saber onde o calo aperta, a Chape iria colocar um time muito do meia-bomba contra o Cruzeiro. Considerava, por esse motivo, que era nossa chance de matar o confronto, já na ida. Expectativas frustradas, em grande parte, e uma sensação agridoce ao sair do Mineirão depois de Cruzeiro 1×0 Chape.

2. A vitória, pelo jogo ruim que a equipe fez, foi mais do que merecíamos. Não que o adversário tenha feito um grandíssimo jogo, mas pela apatia do time do Cruzeiro mesmo. Um 1×0 em casa, não é um resultado ruim para um jogo de copa. Mas foi uma miséria considerando que o Cruzeiro enfrentava um time de menor investimento com um único titular, tendo, para a empreitada, escalado inicialmente 6 dos 11 que vem regularmente jogando.

3. Esse misto de sensações, ante o misto do Cruzeiro, levou a minguada plateia vaiar o time ao fim do jogo. Acho que a turma estava vaiando o conjunto da noite: os latão choco que sobraram do clássico que fomos obrigados a beber, o frio que fazia no fim de noite belorizontina, o vento assoviando naquela esplanada tão inútil quanto estéril que nos aguardava na saída, o tropeiro de 14 pratas. Teria vaiado também, a Minas Arena, de soubesse que aquela passagem, fechada com gradis, entre o setor amarelo e o vermelho ia ficar fechada, mesmo depois de o jogo acabar, obrigando-nos a dar a volta maior e pegar sereno a toa.

4. Louvemos as coisas boas do jogo então. O Dedé. O monstro barra mito está pronto pra luta. Sua vontade se destaca, como se destaca também a soberania do monstrengo em todas as bolas aéreas, em toda parte do campo. O Dedé ainda foi solidário, limpando uma ou duas cagadas de um time especialmente desconcentrado. Ainda no campo das coisas boas, merece registro que o Tio Cabeção, há muito tempo exilado no setor vermelho, foi nesse jogo com a turma, no Cêsuperior. Como nos velhos tempos, comprou cerveja no atacado, oito copos de uma vez, e nos brindou com o que quer que estivesse entranhado em seus dedos, que ele molhou até o último metatarso no precioso líquido.

5. Apesar de vislumbrar a oportunidade de matar o confronto, comentei antes do jogo, ao primeiro contato com a escalação que o Mano tinha acertado. Por coerência não posso criticá-lo pelo time mandado a campo. O time, misto como foi, tinha totais condições de vencer bem o adversário, tivesse um pouco mais de entrega. Não é de se estranhar que os destaques (Dedé e Raniel) são caras em busca de espaço. Raniel aproveitou a chance que lhe caiu no colo, depois que Abilão sentiu qualquer coisa. Num elenco extenso e cheio de cobras, o muleque mostrou que tem predicados. E que predicado importante. Um cara que sabe chutar em um time que não chuta.

6. A bagunça ofensiva continua não gerando nada de positivo. O ataque do time é uma pintura dadaísta. Essa história de ninguém é de ninguém, todo mundo move, todo mundo gira tem de ser simplificada pelo Mano. Em boa parte do jogo, o único ponta em campo (Alisson), estava jogando centralizado, por dentro. Arrascaeta de dublê de centroavante e o Henrique passando pra fazer cruzamento. O Neves não fez nada o jogo todo. Notei que ele estava em campo pelo trote miguelístico característico.

7. Sendo justo com o Neves. Barbosa, Henrique, Alisson, Lucassilva e Arrascaeta também não jogaram nada. Henrique errando um passe atrás do outro. Talvez pela vontade de acelerar um time que estava de 2ª no Anel Rodoviário. O Lennon teve vontade, mas esbarrou na limitação ou no nervosismo da estreia. Torço fervorosamente para que não seja o que eu acho que é – ruindade não tem conserto – mas, vamos aguarrdarrr.

8. Pra mim o mais irritante do jogo de ontem e que, infelizmente tem sido um padrão na temporada: O carinha pega a bola na quina da grande área. Um contra um. Em vez de visar o centroavante (?) na área, tentar o drible ou uma enfiada, ou mesmo só pisar a área e ver o que acontece, o mancebo vira-se para a linha lateral mais próxima e mete a bola. O Lateral ou o carinha que passa por ali recolhe e recua para alguém descendo, e de repente, um ataque promissor vai parar no pé de um volante com a linha de marcação do adversário todinha recomposta. Em resumo. O time só sabe acelerar o jogo quando encontra generosos espaços. O que nenhum adversário vai nos proporcionar.

Domingo…

9. Depois do jogo, nas entrevistas, todo mundo disse que estava com a cabeça no domingo. O que eu espero que seja verdade. Águas passadas não movem moinho, e é bem provável que esse mal resultado bom (ou vice-versa) seja suficiente para a revanche em Chapecó. Daqui a um mês.

10. Então que cumpramos nosso destino, que é ser o time que nasceu para ser o Maior de Minas. O jogo em si não mudará o tamanho ou a proporção de forças na aldeia, mas não podemos titubear. Ganhar no puleirinho – mais uma vez – pode significar até que o supersticioso rival abandone o “cu na mão” em decisões vindouras e mande clássicos no único lugar da cidade que os comportam. Pelo bem do povo, pelo bem do futebol em Minas, que vença o Cruzeiro.

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1 comentário

  1. Rodnei disse:

    Buááááááááááááááááááááááá!

    [Reply]

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