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Cruzeiro 2×1 Nacional-PY. O jogo em notinhas OU coloquem o Ábila no time

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5/04/17

1. Sobre o jogo de ontem, inicialmente diga-se que nenhum cruzeirense esperava a dureza que foi. Nos pitacos pré-jogo no bolãozinho do ZapZap, o mais conservador estava contando com um 4×1, ou algo assim. E aí, pra falarmos do jogo, a predefinição é que o Cruzeiro teve um adversário. Duro, organizado e que teve plano de jogo. Faltou ao rival guarani um pouquinho de qualidade para encaixar o contragolpe final, quando o jogo ficou a feição deles, em determinado momento, mas esse tipo de desafio é como o primeiro degrau de uma temporada que nos reserva grandes jogos de agora em diante. Falemos mais, sobre o Cruzeiro 2×1 Nacional.

2. Fui ao estádio, como sempre, na companhia da turma boa de sempre. Futebol continua um ótimo programa. Tanto pra fazer amigos quanto para manter amizades. Mas a torcida do Cruzeiro em geral continua devendo no ano. É complicado fazer essa crítica porque o cara que se ofende, geralmente é o mais fanático e ele sim, vai na boa e na podre. Mas desde que o “novo” Mineirão perdeu o fator novidade, os públicos do Cruzeiro vêm caindo. A diretoria, que comumente recebe as críticas nesse caso, dessa vez merece ser isentada. Na verdade, tentaram de tudo. Os ingressos estão a preços módicos. Treze mil pagantes em noite de estreia em Copa continental é uma vergonha. E eu, assim como a diretoria, me pergunto: Que que houve com esse povo? O que é que tá ruim?

3. A série invicta do Cruzeiro segue. O que não quer dizer nada. Isso não serve pra nada. É bom não perder. Esperamos que o time não perca o próximo jogo e ponto. Sobre o time, Mano entrou com o de sempre. As reposições por lesões foram as óbvias, Mayke no lugar do Ezequiel e o quarteto ofensivo com Rafinha, Arrasca, Neves e Sóbis na frente. Hudson seguiu no time no lugar do Henrique.

4. Quando eu estava descrevendo o elenco do Cruzeiro, no início do ano falei que achava bom que o Mano tivesse sempre jogadores diferentes e complementares em campo. Digo no sentido de se evitar no trio de meias, três meias ou mesmo dois de mesma característica como Robinho e Neves. Defendia, e mantenho a opinião, que entre os três devia-se manter sempre um ponta, (Alisson, Rafinha) um ponta de lança (Arrascaeta ou Sóbis nessa função) e um meia. Nos dois últimos jogos o time se ressentiu da ausência de um ponta após as substituições do Rafinha (Sóbis já cansado não conta). No clássico, nosso contragolpe perdeu a velocidade. Ontem o time perdeu profundidade, tanto que pouco depois o Mano corrigiu a substituição colocando o Élber.

5. Thiago Neves e Arrasca estão começando a se entrosar. Esse entrosamento gerou três dos últimos quatro gols do time. Me parece que está chegando o momento em que a presença do Sóbis para abrir os espaços pode ser dispensada para a entrada definitiva do Ábila no time. Sobre isso é preciso ser dito que a produção ofensiva do Sóbis, em números, é baixa. Tanto que nos últimos 9 jogos em que jogou ele marcou três gols. Todos de pênalti contra América, Murici e Uberlândia.  Essa série começa logo depois de ele ter feito uns 4 gols contra o São Francisco no Mineirão, convenhamos, né?

6. Mas como dizia, o entrosamento dos dois talentosos jogadores pode ajudar o time a abrir os espaços e fazer com que a bola chegue ao centroavante, mesmo que ele não seja tão móvel. A perda defensiva que a eventual efetivação do Wanchope no lugar do Sóbis poderia gerar é questionável. Primeiro porque você ganha o reforço de um cara grande na bola área defensiva. Segundo porque a recomposição do time no primeiro combate, na primeira linha ofensiva está confusa. Essa ideia de ataque móvel, todo mundo roda, tem alguns probleminhas não sanados.

7. Os tais espaços que o Sóbis abre são importantes… Seriam importantes se houvesse elemento surpresa. Os três da linha imediatamente atrás do atacante normalmente já vão estar marcados. Então quando você tira um zagueiro da área ou leva ele pra beirada um volante é que deveria aparecer ali. O Hudson não tem esse cacoete. O Henrique eventualmente faz isso. O Cabral também faz, mas tem medo justificado de bater pro gol da entrada da área porque realmente chuta mal. Essas inversões não estão gerando chances de gol em profusão. E quando o Sóbis passa, ele sempre faz o facão saindo da cabeça da área e indo profundo no rumo da bandeirinha de escanteio. Ou seja, se a bola vai nele, no máximo pega uma bola pra cruzar, isso sem ninguém na área.

8. Quando falei de recomposição confusa na primeira linha, é o seguinte. Quando o cachorro tem três donos ele morre de fome. A lógica é a mesma. Quem estiver mais na frente volta no trote. Sempre se observa o Sóbis voltando na do Neves ou na do Arrasca. Mas vira e mexe falta alguém, a turma se entreolha e alguém sai atrasadasso, no pique, meio que pra fazer número. Coisas pequenas a se corrigir. Mas à partir de hoje estou aderindo à campanha Ábila titular, que inclusive fixaria mais as funções defensivas.

Tem como não amar?

9. Tentei argumentar de maneira controlada e ponderada sobre o assunto, mas… Fala a verdade, tem como não amar esse Homão do Ábila que dá DOIS troncos no beque no mesmo lance, sem fazer força, dibra o goleiro e guarda no barbante? Golaço, titularidade e selo de melhor em campo pra ele, mesmo tendo jogado só uns 30 minutinhos. É difícil falar isso, pra mim então, quase um martírio, mas o Mayke jogou pedra ontem. Ainda deu uma sorte que em um bico pra cima seu Abilão recolheu e fez uma obra-prima. Capaz de o Footstats contar uma assistência pra ele.

10. Essa volta rola só daqui há um mês, o que é um saco. Mas aí também lanço uma reflexão para nós, cruzeirenses. Com a mudança do calendário, a Copa do Brasil e a Sula vão ser disputadas nos meios de semana do Campeonato Brasileiro. Queria muito ganhar o Campeonato, acho até que temos boas chances. Mas sem descansar nos meios de semana até o fim do ano, vejo uma missão impossível. Não seria o caso de abrir mão de um dos torneios, ou mandar times mistos à partir de maio, priorizando alguma coisa e definindo os objetivos? Por enquanto, com o Mineiro em disputa isso parece loucura, mas acho que temos de pensar no Campeonato, que é a competição mais dura do ano.

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3 comentários

  1. Andrézão Belas Coxas disse:

    Olha, eu acho que o time que pegou o Democrata (à exceção de Dedé e Caicedo, que devem ser titulares – vc poupou o Mike, mas não o Manuel, que caiu sentado e depois deu uma engrossada que, se fosse o Fàbio Bochecha no gol, já estaríamos lamentando aquela falta na meia-lua) pode pegar o Brasileiro (à exceção do clássico, paulistanos, Grêmio e Fla) tranquilamente, até o time ‘titular’ garantir pelo menos as quartas das duas copas. Parece que elas não têm calendário definido ainda, mas pelo menos já dá pra estimar, dos times que disputam a Libertadores, quais vão ter de fazer escolhas similares. Como diria o velho ZÉduardo, tem os bôônus e os ôônus.
    Agora, depois dessa declaração acintosa ao atleta argentino, meu tindernick tá mais que valendo por essas bandas…

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    Fernandão Canela Reply:

    Quando digo para o time fazer escolhas, levo em consideração anos sofridos como 98 em que tentamos tudo e não levamos nada. O time do Mano não larga pontos bobos em duelos menos complicados, vide nossa atual invencibilidade. Isso é meio caminho andado para ir bem nos pontos corridos. Some nossa solidez defensiva, e a experiência de vários remanescentes do bicampeonato e temos um time com reais possibilidades de brigar. Copa do Brasil e Sula, com tantos duelos pau a pau ainda por vir são mais arriscados, na minha opinião.

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  2. Andrézão Belas Coxas disse:

    Com relação ao Mike e Manoel, corrigindo: vc poupou o segundo e não o primeiro, e não o contrário, como eu postei antes.

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