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O ônibus, o Cruzeiro, o Fábio e o Dedé

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10/04/17

Hoje de manhã fui pegar o ônibus para o trabalho. Tava meio desligado da hora, afinal, segunda feira brava, né? Fato é que eu cheguei no ponto na hora errada. Antes do meu 8150 passar, o bendito que só vem de meia em meia hora, passaram cinco 8103. 5! Pra quê? Irracionalmente, porque tava cedo, é segunda, fiquei puto com o 8103. Cheguei a intimamente amaldiçoar aquele povo que mal chegava ao ponto e já ia pro trabalho em seu ônibus cheio de lugares pra sentar.

Refletindo sobre esse pensamento e as raivinhas bobas que a gente tem no dia-a-dia, sem ter o menor embasamento filosófico, lembrei do Mano, do Élber, do Mayke e do comportamento de parte da torcida. Ontem em campo, mas principalmente na Internet, que é terreno livre para todo tipo de boçalidade e perseguição. Parece que tem muita gente que é incapaz de se divertir com futebol e genuinamente torcer. Há um excesso de opiniões raivosas e sem filtro íntimo que descartam a possibilidade de haver treinamentos ou trabalho durante semana. Esse trabalho diário leva o treinador a ter as suas convicções, e no momento em que não há derrotas no cartel anual, todas as reclamações soam desarrazoadas. Feita a crítica, vamos adiante.

O Cruzeiro cumpriu tabela, vencendo por sinal. Levou ao estádio um público menos desapontador do que em todos os outros compromissos do ano, dadas as circunstâncias. O jogo de ontem não gera uma leva imensa de observações, aliás, espremendo muito saem algumas.

1. O Dedé voltou e isso é ótimo. Agrega qualidade e liderança a esse elenco. É cativante ver um cara tão rico e vencedor tão inquieto. Ele avança, tenta lançamentos, instrui os companheiros, enfim… Maior barato ver o corpanzil dele em campo. Reparem que todos os escanteios o Demo colou uns três caras nele. Confio que ele será alçado à condição de titular em breve. Na minha opinião, a deixa certa seria pô-lo contra o Mequinha, entre os jogos contra o São Paulo.

2. Lucas Silva continua um tom abaixo da concorrência na volância, apesar de demonstrar muita vontade. Alguns erros de passe e algumas inversões de bola forçadas. Ele parece aflito para tirar um coelho da cartola, como ele fez contra o Vasco em 2013, no jogo que deu as credenciais para se firmar como titular do time. Confio que o Lucas ainda vai ser titular esse ano, mas vou abrandar minhas expectativas e aguardar que naturalmente apareçam as oportunidades.

Fábio, o Capitão

3. Fábio voltou. Voltou dando uma entrevista desnecessária, emparedando o Chefe. “A coerência sempre existiu em todos os lugares. Se eu não tiver oportunidade de jogar, aí fica difícil ter coerência. Agora, se eu não estiver bem não tem problema nenhum ficar no banco do Rafael “. Epistemologicamente, analisando a fala do Capitão, ele descarta a possibilidade de o Rafael estar muito bem e ele, Rafael, pelos próprios méritos, merecer a vaga. Ele diz que não tem problema em esquentar o banco se “eu não estiver bem”.

4. Eu optando, promoveria rapidamente o retorno do Fábio. Não gosto daquelas saídas em bolas cruzadas do Rafael, em que ele fica vendido e leva de cobertura com a bola pingando na linha do gol. Mas essa é uma opinião pessoal que o Capitão quase modificou pela fala infeliz. Fábio é um cara difícil. A dimensão dele no clube pode atrapalhar a harmonia do grupo, ainda mais em um elenco tão recheado de talentos e com tanta gente buscando o seu lugar. Não é a primeira vez que ele dá entrevistas nesse tom. Contra o Flamengo ano passado ele alvejou o Bentão pelo posicionamento do time nos escanteios, algo que deveria ser tratado internamente.

São Paulo

5. O próximo jogo é o maior desafio da temporada, até agora. É o primeiro contato entre mundos diferentes. Aliás, deve ser um dos primeiros jogos interestaduais entre dois grandes brasileiros no ano. Bom até para refletir o tanto que as temporadas começam devagar no país. Não sei o que esperar do São Paulo. Vi os últimos jogos de nosso eterno algoz em campeonatos brasileiros e não me impressionei. Mas é certo que os caras estão animados, e com conceitos modernos de futebol, ainda que em adaptação ao estilo do Rogério, que por sua vez também está se adaptando a profissão. Dada a suposta fragilidade defensiva do adversário, que é o grande mais vezes vazado na temporada, é jogo para ser agressivo e marcar tantas vezes quanto possível fora de casa. A conferir.

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1 comentário

  1. América 1x1 Cruzeiro e mais OU sobre tudo que aconteceu no feriado disse:

    […] do jogo contra o São Paulo, esse time mesmo que todo ano nos leva seis pontos no Brasileiro, tinha rascunhado umas linhas no pós-jogo do Cruzeiro e Demo. Antevia no jogo a necessidade de ser agressivo e marcar tantas […]

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