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Uberlândia 2×2 Cruzeiro. O jogo em notinhas

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28/03/17

Mais uma vez escrevo depois de um empate do Cruzeiro. O segundo seguido, diga-se. O tratamento dado ao jogo contra o Joinville foi o merecido para a ocasião. Registro apenas que a volta do Dedé foi (é) ótima para o grupo. O Dedé é aquele cara querido na firma, e como é campeão de jornadas anteriores tem muito a contribuir estando presente nas viagens. Dentro de campo também, mas isso demanda (mais) um pouquinho de paciência. Essa paciência que o Mano tem de sobra. Voltando à vaca fria, o Cruzeiro se estrepou no Triângulo.

Sobre os próximos jogos e o Mano

  1. Depois do jogo contra a Tombense, escrevi na notinha 2 que o resultado era “horroroso por tirar apelo do único jogo que vale alguma coisa desses 11 jogos iniciais do Mineiro, que são um longo martírio até desembocar no início da temporada de fato no Brasil”. Bom, os caras conseguiram. Conseguiram ao empatar com a Tombense, reduzir o peso de uma eventual vitória do Cruzeiro. Agora conseguiram transformar o Clássico em um amistoso, ao empatar com o Uberlândia.
  2. Essa vantagem da primeira fase, historicamente vale muito pouco mas pode decidir o título. Um título, aliás, que convenhamos, né… Então de que serve o Mineiro? Serve para dar estabilidade e para “chegar no time” que vai jogar o que interessa. Em um estado polarizado como Minas, só o título garante a estabilidade.  Historicamente o Cruzeiro (e desconfio que qualquer time Brasileiro) é horrível em manter os trabalhos dos treinadores.
  3. Pesquisei um pouquinho para falar que nos últimos 20 anos, o Cruzeiro começou e terminou a temporada com o mesmo treinador em 6 oportunidades. Foram os anos de 98 (Levir), 2003 (Luxa), 2008-2009 (Mestre Adílson) e 2013-2014 (Seu Marcelo). Não preciso escrever muito para falar que foram temporadas melhores que a média. O ano de 2013 é a exceção que confirma a regra, até porque nos despedimos do campeonato mineiro batendo o rival em casa, uma vitória insuficiente. Mas todas as outras cinco temporadas começaram com títulos mineiros.
  4. Já disse antes que não morro de amores pelo Mano. Mas torço e muito para que no dia 10 de dezembro, na última rodada do campeonato brasileiro, o técnico seja Mano Menezes. Pelo simples fato que trocar o comando técnico não funciona. O trabalho feito até agora não pode ser descartado, e estou falando disso até agora sem entrar no jogo porque me preocupa muito a impaciência da torcida. Além disso, estamos em ano eleitoral no Cruzeiro e a cartolagem coça as mãos pra fazer (mais) merda nesse caso, supostamente “ouvindo a torcida”.

Sobre o Jogo mesmo

  1. Inicialmente, destaque-se que o Verdão teve seus méritos, teve a maioria da torcida que compareceu em mais de treze mil pessoas no Parque do Sabiá e soube criar um ambiente hostil para o time celeste. Pra esse jogo o Mano optou por poupar os dois laterais que vinham jogando, Ezequiel e Barbosa. Os poupou pelo único motivo de que ambos estão pendurados com dois cartões. Como o Cruzeiro não venceu o jogo, a opção do treinador autoconverte-se automaticamente em um erro bizarro. Demonstra a total falta de confiança na reposição e desconfigura ainda mais o time, sem dois meio-campistas contundidos e com o Ás do time na seleção uruguaia. Era uma aposta arriscada. Pois bem, deu errado.
  2. Outra aposta estranha do Mano para esse jogo foi o Hudson. Talvez o técnico tenha sido motivado pelo fato de ser ele o fiador da contratação do ex-são-paulino. Mas há tempos os volantes do Cruzeiro jogam em linha. No caso Henrique e Cabral. A última (terrível) lembrança que eu tenho de um primeiro volante jogando ali, teoricamente adiantando o Cabral foi da desastrosa entrada do Denílson naquele jogo contra o Grêmio, pela semi da Copa ano passado. A aposta é estranha pelo fato de o Lucas Silva estar disponível. Não sei por qual motivo o Cruzeiro impôs poucas vezes pressão no campo de ataque do Uberlândia, preferindo marcar atrás do meio campo. Mas há relação com esse fato, o cara ao lado não sobe pra não “quebrar a linha”.
  3. O primeiro gol do Verdão saiu de uma falta em que o Rafael hesita em sair. Dizem por aí que goleiro tem que ser doido ou viado. O ditado boleiro é horrível, mas é para essa situação. Ou o cara é “viado” e fica plantado debaixo do travessão, ou é doido, sai e faz “strike” na moçada e soca a bola. A hesitação fez o goleiro tomar um gol de bola lenta, de cobertura, que pinga na linha do gol. A bola não entrou direto, mas o erro é ali, antes do rebote da trave. O comentarista disse que a zaga falhou. Foi mal Rafael, mas essa era sua. O Léo vai ter pesadelos com o Schumacher. O centroavante adversário conseguiu por três vezes na segunda etapa escorar o beque e fazer o pivô. Na última delas, sofremos o gol de empate. A bola que veio de longe era completamente “dividível”, mas o zagueiro preferiu esperar. Calmamente o centerfour adversário dominou a pelota e cutucou pra trás para o remate fatal.
  4. Sobre a nossa produção ofensiva, o Mano disse e reiterou antes que o seu temor em promover o Abilão era em relação a uma possível queda da produção ofensiva. Pois bem, o Cruzeiro produziu chances da mesma forma que antes. Faltou ainda um capricho no passe final, principalmente na primeira metade da segunda etapa, quando o time tomou o jogo para si. O Ábila conseguiu dar sequência em uma trinca de jogadas, fazendo o pivô, que deram em remates raquíticos de seus companheiros. Além disso, arrumou um penaltizinho à lá Vasco. Foi sem dúvida o melhor do Cruzeiro no jogo, que ainda contou com um tento seu aproveitando um bico pra frente do Cabral que virou assistência.
  5. Léo foi o pior, pela incapacidade de domar o Schumacher (esse sim o melhor da partida). O Thiago Neves fez um jogo acima da média de suas apresentações anteriores. Esperamos que continue a evoluir. E o Alisson que eu sempre defendo, foi mal. Pouco participativo, recuando demais, até sem necessidade às vezes. Ainda no campo das avaliações individuais, Sóbis é um cara estranho. Está fazendo seus golzinhos. Bateu um pênalti que nem Dida no auge pegava. Mas nos últimos jogos como centroavante parecia fora de posição, saindo em demasia da área. Ano passado jogou de ponta, o que claramente não era a dele. Ontem entrou para flutuar atrás do Ábila, e também pareceu não saber o que fazer ali.
  6. Sei é que há uma escolha difícil para o próximo jogo. Quem vai sair do time para o Arrascaeta voltar, já que o Ábila foi tão bem? No mais, apesar da zica desses últimos jogos, estou animado. Finalmente começa a temporada do Cruzeiro. Basta ver que nas próximas 3 semanas tem Superclássico, Sula, São Paulo pela Copa do Brasil e o início da fase final do Mineiro. Acalmem as cornetas. Esse ano é nosso.
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