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Vitória Sobre o Vitória e a Lei do interino

por
3/06/16

Zé Ricardo comanda o Fla na Vitória sobre o Vitória

Vitória sobre o Vitória, termo de tiozão que sinteticamente é tão clichê quanto analiticamente.

O atacante que não fizer gol nessa superzaga Victor Ramos-Ramon, merece ser eliminado do Cartola. Pra sempre!

Jogo fácil, time bobo, não sofremos perigo. Muralha nem precisou ter sido muralha, um rodapé já tava tranquilo pra segurar as pontas ali atrás. Exceto em um lance em que o César Martins deu um ataque de Wallacite e quase entregou a paçoca. No mais, tranquilo!

Só não fico tão tranquilo por causa da tão conhecida, ou não, Lei do Interino.

Como já estamos acostumados, é assim e sempre foi. O interino tá lá pra encher uma linguiça enquanto o time não busca um técnico. O cara vai ganhando, vai ficando, na primeira sequência de derrotas, é setor de RH e tchau!

Já percebemos que estávamos precisando de um prata da casa pra comandar a zona que tava. Um cara que conhece a base dos pés a cabeça, de Léo Duarte a Vizeu. Mais jovem, dialoga melhor com os jogadores, pra tentar tratá-los no “mesmo degrau”. Conhece a casa, sabe como a torcida cobra, sabe como a política funciona na Gávea.

Sejamos sinceros, Muricy uma hora ou outra não suportaria isso tudo. Azar e sorte que o coração deu logo a ideia, “Muricy, vamos sair dessa mermão”.

E convenhamos, só estávamos sustentando ele à beira de campo sem manifestações mais sérias por causa da esperança de ele ligar o modo vencedor de tudo e engrenar no hard. A história Bambística de outrora nos iludiu veementemente. Sem contar o estágio que ele fez no Barcelona, que só nos mostrou que tentar trocar passes como eles nessa zaga super-habilidosa nossa, é nos tornarmos sócios da Paçoquita.

Não podemos ser hipócritas também de dizer que não é um bom técnico. Os títulos no currículo dizem que, o método Muricy funciona. Seria o mesmo que criticar o treino de bíceps do Schwarzenegger, ou o jeito que o Bolt corre. Mas para um Flamengo sob pressão, não funcionou tanto quanto esperávamos. E como o futebol brasileiro é imediatista por essência, não deu para o cara! Saiu por saúde, mas sairia uma hora ou outra de uma forma pior.

E o Zé Ricardo, vem sendo uma aposta muito boa, por todos os motivos já citados e mais alguns. Pelo menos o objetivo de fazer mais gols que o adversário tá sendo cumprido.

O pé atrás fica em saber como funcionam as coisas pros técnicos interinos. Encher linguiça, segurar pontas, e qualquer vacilo, um novo nome vem. E aí meu amigo, é só ladeira abaixo novamente até começar a subir.

Talvez, o que falta, é o interino que dá certo, deixar de ser tratado como interino. Afinal, quem tá na beira do campo é técnico, pelo menos até as derrotas, ou escalação dos caras que a torcida não gosta seguido das manifestações dos Fora-Zés. E quem é da casa, é pra ser mais respeitado do que quem não é, ou trabalharemos com papéis invertidos?!

Mengão Sempre!

Twitter → @GabrielLucasOC

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