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JOGOS HISTÓRICOS – Fluminense 2 x 1 Cerro Porteño (2009)  

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3/03/15

 

Paraguaios acuados sendo colocados para dentro dos vestiários a força pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Assim era finalizado mais um capítulo memorável da trajetória do time de guerreiros, em 2009, protagonizando jogos históricos atrás de jogos históricos.

 

O TIME

 

Fraco tecnicamente e sofrendo com resultados horríveis durante o ano, a equipe, apesar de saber de suas limitações, acumulava uma boa sequência de vitórias, o que credenciava a torcida e os próprios jogadores a já começarem a acreditar que era possível continuar na série A do Campeonato Brasileiro. Campeonato esse que, o tricolor, boa parte figurou na zona de rebaixamento e chegou a ser dado como 99% rebaixado.

Lutar,

Frase usada pela torcida tricolor ficou marcada pelo apoio incondicional na reta final de temporada.

Em campo, os comandados pelo técnico Cuca, se desdobravam em duas frentes. A briga para fugir do rebaixamento e a disputa pela Copa Sulamericana. Os bons resultados e evolução na competição continental davam um folego a mais aos jogadores e os faziam acreditar no impossível.

Em contrapartida, o esforço demandado em ambas as frentes poderia trazer ônus a equipe, como contusões, por exemplo. Acertadamente, Cuca decidiu encarar e disputar as duas competições com força total, mesmo sabendo que o risco de morrer na praia, em ambas, era enorme.

Rafael, Gum, Digão e Dalton; Mariano, Diogo, Diguinho, Conca e Marquinho; Maicon e Fred; Esse era o time titular de Cuca para encarar o Cerro Porteño, no segundo jogo da semifinal da Copa Sulamericana de 2009. Um time que mesclava a experiência de grandes jogadores, com a juventude de garotos da base e outros poucos conhecidos no cenário nacional.

 

O JOGO

 

Dia 18 de novembro de 2009. Após uma vitória no Paraguai por 1×0, gol de Fred, o Fluminense entrava em campo, para mais de 40 mil pessoas, precisando apenas do empate para chegar a uma improvável final de Sulamericana. Nas arquibancadas, o clima já era de festa, independente do resultado, a raça mostrada pelo time nos últimos jogos daquele ano, se refletia na torcida que abraçava o time e empurrava um time fraco tecnicamente, a resultados considerados impossíveis.

Quando a bola rolou, logo de cara a torcida tomou um susto. Aos 6 minutos do primeiro tempo, em bobeira da zaga, a bola pipocou na área e sobrou para Cáceres abrir o placar para o time paraguaio. Esse gol jogava fora a vantagem tricolor construída no Paraguai e igualava o jogo logo no início da partida.

O Fluminense, no primeiro tempo, apresentava um futebol dentro das suas limitações e não conseguia chegar ao gol de empate. Para o segundo tempo seria necessário mostrar a raça do time de guerreiros e colocar o coração na ponta da chuteira, para conquistar a vaga na final.

Foi quando o zagueiro Gum começou a escrever sua história no jogo. Após uma dividida maldosa com um jogador do time paraguaio, Gum teve que sair de campo e ser atendido por conta de um corte no supercílio, que encharcava a sua camisa de sangue. Porém, em campo, o time vivia um momento critico e não podia ficar com menos um jogador, principalmente do sistema defensivo. O zagueiro, mostrando toda sua raça, voltou a campo com uma bandagem que mal se prendia a sua cabeça e um curativo que permitia que o sangue ainda escorresse pelo seu rosto.

A imagem de Gum jogando daquela forma ficou marcada, mas aquilo apenas retratava o que cada um dos jogadores em campo estava fazendo por aquela camisa que estavam vestindo. Sendo assim, a recompensa dos Deuses do Futebol chegaria de uma forma que levaria a torcida tricolor ao delírio e deixaria marcado no coração de cada um aquela data.

 

OS GOLS

 

Tudo encaminhava para as decisões de pênaltis. No segundo tempo, em diversas oportunidades, a bola parecia não querer entrar. Já havia acabado o tempo regulamentar e o jogo se encontrava nos acréscimos dados pelo árbitro Carlos Chandía. Foi quando em uma tentativa desesperada, Conca alçou uma bola na área para o Gum e depois de um bate rebate a bola acabou procurando o próprio Gum, como se o destino tivesse mostrando que aquele gol tinha que ser dele e em um chute desequilibrado e não tão forte, a bola acabou estufando as redes.

Gum, Guerreiro,

Gum corre em direção da torcida para comemorar seu gol.

A torcida vibrava, delirava, chorava, aquele gol nos acréscimos nos levava a uma final de Sulamericana em um ano que já era dado, por muitos, como perdido. Não teve um tricolor que não se arrepiou com aquele gol e não cantou do fundo da alma a canção é bradada até hoje nas arquibancadas: GUM, GUERREIRO! GUM, GUERREIRO!

Ninguém esperava e quando todos ainda comemoravam, os Deuses do Futebol tinham mais uma surpresa pra torcida tricolor. Alan, que tinha entrado no primeiro tempo no lugar de Maicon Bolt, como foi carinhosamente apelidado pela torcida, aproveitava um ato desesperado do goleiro Barreto de se lançar ao ataque, recebia uma bola no meio de campo e no mano a mano, deixou o mesmo torto no chão que nem na botinada conseguiu deter o veloz e habilidoso garoto. Sem goleiro, Alan só teve o trabalho de completar para o gol aberto e correr para os braços da galera, sacramentando mais uma vitória tricolor em um final de temporada mágico.

Alan, Fluminense,

Goleiro Barreto só observa Alan com o gol livre para marcar sacramentar a vitória tricolor.

 

A BRIGA

 

Como bons perdedores, os paraguaios deveriam abaixar a cabeça diante da grandeza tricolor e tomarem o rumo de casa. Porém, como grandes quizumbeiros da escola argentina e uruguaia, tentaram e conseguiram criar o tumulto para não saírem completamente por baixo.

Cerro Porteño, Polícia,

Jogadores do Cerro são expulsos do gramado do Maracanã pela Polícia Militar.

O efeito foi reverso, além da chinelada em campo, os paraguaios ainda saíram de campo como bandidos, sendo expulsos pela Policia Militar. Enquanto o time das Laranjeiras comemorava com sua torcida mais uma vitória belíssima em campo, sua vaga na final do torneiro continental, um folego a mais para o principal objetivo que era fuga do rebaixamento e mais um belo capítulo marcado para sempre na história do Fluminense Football Club.

 

Narrações emocionantes dos gols do Fluminense:

 

Melhores momentos do jogo:

 

VENCE O FLUMINENSE!

Saudações Tricolores,

Rafael Cruz

 

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1 comentário

  1. Matheus Vieira disse:

    Pô e Fluzão ele lá em assunção tacaram pedra e tudo aqui ele quer agredir no jogo e no final do jogo. O fluminense já estava sem força pra buscar o empate mais foram guerreiro lutaram ate o fim o gol de Cásseres não abalou o coração tricolor, Gum guerreiro os 47 do segundo tempo com uma proteção na cabeça para evita o sangue escorre fez um gol de centroavante fez a torcida do Fluzão gritar, chorar polar de alegria e aos 50 o Barreto saio do gol e Alan mais rápido saiu da falta de Barreto e fez o gol da classificação. Ai na comemoração de repente um dos membro da comissão técnica do Fluminense passo pra comemora e um dos paraguaio agrediram ele ai fechou o tempos os paraguaio perdeu a cabeça e partiram pra agressão foram cenas lamentável, por que os jogadores do fluminense também foram pra cima deles o jogador numero 6 do cerro levou uma canelada do Fernando Henrique o Goleiro do Fluminense ai foram cena feias por que foi um jogo de familiares. Mai o que mais importo para o Flu foi a classificação Fluzão foi gigante no jogo mesmo com situação ruim no brasileirão. Parabéns o Flu pela a classificação espero q o Flu volte a jogar assim em 2015 por que tá precisando muito jogar com essa raça.

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