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Kamikaze tricolor – A culpa não é só da FFERJ!

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20/04/15

Os amantes do futebol dentro das quatro linhas que me desculpem, mas um clube sem um bastidor forte não é NADA! Essa semana vimos a posse do “novo” presidente da CBF, Sr. Marco Polo Del Nero. Mais uma prova que política futebolística ganha jogo e dá lucro. Enquanto os mesmos se perpetuam no poder, aqueles que se expõe para um enfrentamento sem a disposição e força necessária para tal, acabam apenas chupando dedo e chorando através de notas oficiais.

No campeonato carioca, vimos articulações pré-históricas nos bastidores em prol da “volta do respeito” e na oposição vimos um Fluminense agressivo nas palavras, mas pouco inteligente em seus atos. Nesse início de ano, a diretoria tricolor deu uma aula de como entrar em uma guerra sendo kamikaze. Com força política quase nula, o posicionamento de enfrentamento do tricolor seria mais inteligente se tivesse sido aliado a um bom planejamento de seu plantel, que desse chances reais ao clube de ganhar o campeonato mesmo com manobras da federação para ceifar nossos principais jogadores nos momentos decisivos do campeonato.

Depois de muito tempo sumido da mídia, o Sr. Peter resolveu aparecer para defender os “interesses do Fluminense”. Agora após o término do carioca, para o tricolor, o mandatário deveria vir a público para defender a instituição e posiciona-la frente a todos os insultos a honra centenária do clube, que ocorreram durante o campeonato, além de explicar para a torcida tricolor o erro GRAVE de planejamento do plantel ao emprestar jogadores importantíssimos do elenco como Samuel e Cícero e ficar com Michael e Walter.

No jogo de sábado, sem Fred, o técnico Ricardo Drubscky precisou entrar em campo com um time em uma formação ainda não utilizada, improvisando o meio campo Vinícius de centro avante e abrindo o atacante Kennedy na meia direita, já que não contava com outro centro avante no elenco. Michael, punido por doping, e Walter, insatisfeito com a reserva, a essa altura não se encontravam mais a disposição, enquanto Samuel e Cícero, bons jogadores acostumados a jogar nas mesmas funções que Fred faz, foram julgados como jogadores “dispensáveis”.

Atitude, kamikaze, da, diretoria, em, emprestar, jogadores,

Cícero, emprestado pelo Fluminense, vem tendo boas atuações pelo Al-Gharafa.

Apesar de tudo, caminhamos nesse campeonato contra todos esses fatores adversos e caso aquelas bolas do zagueiro Gum não tivessem ido encontrar caprichosamente a trave ou se a falha grave do auxiliar não tivesse existido, talvez o teor desse texto ficasse para um futuro pós-término do carioca. Não entraram, assim como o pênalti do Cavalieri, Gerson e Kennedy. No final de semana, comemoraram aqueles que se aliaram a FFERJ e encheram a cabeça com teorias de conspiração aqueles que entraram de kamikazes no campeonato.

Há quem vibre com a “sorte” do seu clube estar na final do estadual. A verdade é que com sorte ou sem sorte, com conspiração ou sem conspiração, a final é da federação. Assim como sempre foi! Apenas uma prova de que o futebol, pelo menos no Brasil, nunca passou da era medieval.

Agora, fora do carioca e com três semanas para trabalhar até o início do brasileiro, que todos os erros cometidos internamente sejam estudados e consertados. A torcida espera que esse posicionamento não seja tardio e a resposta seja imediata, pois em poucos meses a cota da falta de respeito conosco já foi ultrapassada. Que o discurso não continue apenas nas notas oficiais!

Aos torcedores em geral, que abram seus olhos, o futebol precisa se profissionalizar. Muito mais que zoações aos rivais, não é batendo palmas para dinossauros e vibrando com leis de compensação que iremos caminhar para frente. A tendência é uma profissionalização do esporte, cobranças por responsabilidades fiscais e administrativas dos clubes e aqueles que se mantiverem aliados aos porcos, de farelos irão se alimentar em um futuro bem próximo. A possibilidade da criação de uma liga assusta a corja, que continuará a lutar contra seus opositores, pois esse é o primeiro passo para extinção definitiva daqueles que sempre fizeram mal ao futebol brasileiro.

Para o clássico vovô o ano se encerrou, a priori, mas deixando algumas marcas. Após três confrontos, Fred está a quatro gols de ser o maior artilheiro da história do clássico e o Botafogo em sua 8º final de carioca em dez anos pode chegar agora ao seu 21º título estadual e empatar com a Portela, como 4º força do futebol carioca.

 

Saudações Tricolores,

Rafael Cruz

 

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