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La Vinotinto está viviendo un sueño!

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10/06/16

Salomón Rondón (ao centro) marcou o gol da histórica classificação antecipada da Venezuela para o mata-mata decisivo da Copa América Centenário. (Foto: Getty Images/Nicholas Kamm)

Presente em todas as 16 edições da Copa América (aqui deixamos claro ao nosso leitor que só tomamos como base as edições do torneio de 1975 para cá, os torneios que aconteceram antes desta data eram os Campeonatos Sul-Americanos), a seleção da Venezuela sempre mostrou muita fragilidade na mais forte competição do continente americano.

A fragilidade de La Vinotinto era evidente e isso fica completamente claro quando se faz a análise das 11 primeiras edições da Copa América. Entre 1975 e 2011, cada edição teve as suas maiores goleadas e ao todos entram 12 vitórias elásticas para a contabilização (em 1983, Brasil e Chile venceram Equador e Venezuela, respectivamente, pelo mesmo placar, 5 a 0). Destas doze goleadas, a seleção venezuelana está presente em OITO, incluindo a maior goleada da história da Copa América, um sonoro ONZE A ZERO para a Argentina, em 10 de Agosto de 1975.

Outro ponto que mostrava a fragilidade da Vinotinto era a falta de vitórias na Copa América. A primeira vitória venezuelana em Copas Américas aconteceu apenas em 2007, quando a seleção sediou a Copa América. Jogando no Estádio Polideportivo de Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, Alejandro Cichero e Daniel Arismendi marcaram um gol cada e garantiram o primeiro triunfo da Vinotinto na competição continental. Em 2007 foi a primeira vez na história da Venezuela que a seleção avançou de fase na Copa América, ficando na liderança do Grupo A, com uma vitória e dois empates. Na edição seguinte do torneio, em 2011, La Vinotinto pegou um grupo complicado e mesmo assim se classificou pela segunda vez consecutiva para o mata-mata. Na primeira fase, mais uma vitória para a conta venezuelana, desta vez sobre o Equador, além de um empate em 0 a 0 com o Brasil e um 3 a 3 absurdo diante do Paraguai, com dois gols venezuelanos nos minutos finais. E diferente de 2007, quando caiu nas quartas de final, a Vinotinto enfrentou o Chile nas quartas de final e venceu por 2 a 1, garantindo sua melhor classificação na história das Copas Américas. Nas semifinais perdeu para o Paraguai nos pênaltis e na disputa de terceiro lugar perdeu para o Peru. Na Copa América 2015, a Venezuela cruzou novamente com o Brasil e com o seu algoz na disputa de terceiro lugar da edição de 2011, o Peru. Além de ter que enfrentar a forte Colômbia. Em uma chave completamente aberta, a Venezuela venceu a Colômbia e acabou derrotada por Brasil e Peru e acabou ficando na última colocação na chave, eliminada de maneira precoce.

Mas em 2016, na edição especial do torneio continental, a Copa América Centenário, com o intuito de celebrar o aniversário de 100 anos da CONMEBOL e do torneio (mais uma vez vale a ressalva, que entre 1916 e 1967, o torneio se chamava Campeonato Sul-Americano de Futebol e não era disputado como uma Copa e sim com turno único). A seleção venezuelana, comandada por seu ídolo Rafael Dudamel, vem fazendo uma campanha impecável nos Estados Unidos. Com uma seleção mais experiente internacionalmente e atuando em grandes ligas, a Venezuela mostra uma capacidade de propor o jogo, com dificuldade, mas mesmo assim consegue envolver os adversários e joga por uma bola para garantir a vitória. E foi assim que Josef Martínez, contra a Jamaica, e Salomón Rondón, contra o Uruguai, marcaram os gols que garantiram as vitórias da Vinotinto, que chega pela primeira vez em sua história, na última rodada da Copa América já classificada para o mata-mata decisivo. Agora o jogo diante dos mexicanos servirá para tentar fugir da temida Argentina, de Messi. Mas para quem está escrevendo a sua história nesta Copa América, quem sabe queira o destino que La Albiceleste tenha que sucumbir ao futebol da Vinotinto.

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