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Morrer com o Peru na mão não é o maior problema

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13/06/16

Perder para o Peru e ser eliminado da Copa América é apenas mais um vexame da canarinha

Morrer com o Peru na mão não é o maior problema, porque a seleção de futebol do Brasil é comandada há mais de 3 décadas por pessoas do pior caráter possível. De Ricardo Teixeira, passando por Marin e agora com o homem que não pode colocar o pé para fora do País, senão é preso, a seleção vive uma agonizante morte. Não seria de se esperar diferente, afinal futebol é a última coisa com a qual esse pessoal se preocupa.

Eu queria, muito, mas muito mesmo, começar escrevendo este texto de forma mais leve, fazendo trocadilhos infames, afinal o Brasil aproveitou o Dia dos Namorados para morrer com a mão do Peru. Mas o Peru, que é agora é pau mandado do PPK (nada mais coerente, diga-se), teve no Gareca o mágico que transformou um saco de pancadas em um time, limitado é verdade, mas bastante honesto. Isso logo depois de sair uma notícia de um homem que morreu se masturbando no banheiro do trabalho…. piadas não faltariam…

Apesar dos desmandos, a seleção sempre conseguiu, mesmo que aos trancos, trazer títulos ao País, mas desde 2006 a ladeira só tem descida e parece estar com óleo porque nem um freio se vê. Desde então ficou claro que a questão da amarelinha são apenas as verdinhas; jogadores de empresários, jogadores em ligas de segunda e terceira linha viraram os novos heróis nacionais.

Morrer com o Peru na mão não é o maior problema porque Dunga não é, nunca foi, treinador e Gilmar Rinaldi é empresário e não auxiliar técnico. Quando se coloca um empresário para ser auxiliar da seleção mostra-se o real foco do negócio (porque como já disse, o foco não é o futebol). O dinheiro faz parte do futebol, mas o futebol precisa ir além dele e a estupidez dos nossos comandantes é tanta que não percebem que uma seleção vencedora trás muito mais retorno financeiro do que essa colecionadora de fiascos.

Morrer com o Peru na mão não é o maior problema

Sobram penteados e faltam o suor e o futebol. Morrer com o Peru na mão não é o maior problema. (Foto: Uol)

Morrer com o Peru na mão não é o maior problema porque, na verdade, deveria existir uma regra que jogador que vai para a China, para as ligas árabes e para as sub ligas dos Estados Unidos e as de terceira linha da europa perdem seu direito de ir para a seleção. O nível é muito baixo e não existe a possibilidade de renderem bem na seleção (Renato Augusto é a única exceção, por enquanto).

Morrer com o Peru na mão não é o maior problema, tendo em vista que esses jogadores de instagram, mais preocupados com o gel no cabelo e o penteado da barba não irão jamais nos fazer retomar o caminho das antigas glórias. Jogadores cujo objetivo da carreira não é mais chegar à seleção, mas ir para estes mercados “alternativos” encher o bolso. Jogar em alto nível não é a prioridade e, muitas vezes, jogar pela seleção é um fardo. Talvez seja um problema de geração ou talvez de prioridade mesmo, algo que acredito mais.

Campanhas pífias nas 3 últimas edições da Copa América, duas humilhação para história na Copa do Mundo e uma série de pequenas vergonhas em amistosos e decisões descabidas mostram que a CBF e o nosso futebol são o reflexo de uma sociedade corrupta. Não existe uma pressão nem da opinião pública e nem dos patrocinadores para que suas marcas deixem de ser vinculadas a pessoas ligadas à corrupção.

Não existe esperança para este time, nem a curto nem a médio prazo. Apenas uma drástica mudança, algo impensável em se tratando de futebol brasileiro. Temos a mesma mentalidade dos anos 70 e ao invés de corrermos atrás para formar craques, esperamos que por um milagre eles apareçam. O Brasil precisa aprender com a NBA que craque se fabrica, não se espera e com a Alemanha que quando o foco não é dinheiro, mas a consequência.

Reclamar do gol irregular é assinar o atestado absoluto da incompetência de um time que não conseguiu fazer um gol sequer nem no Equador (que teve um gol legítimo anulado) e contra o Peru. Por favor, sejam melhores que isso. Fomos eliminados fazendo gol apenas em uma seleção formada por jogadores amadores e ainda assim levamos um gol.

Mas, o mais importante dessa eliminação é a de que da última vez que o Brasil caiu fora da Copa América na primeira fase, o clube dos 13 estava se formando novamente e o SPORT FOI O CAMPEÃO BRASILEIRO.

Então, meus amigos, podem entregar a Taça para o Leão da Ilha.

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