Canelada

Home | « Todos os posts de Futebol no Mundo

O cruel destino de Cristiano

por
11/07/16

O cruel destino de Cristiano foi ver o time ser campeão com ele no banco.

O cruel destino de Cristiano foi se ter que ver o time ser campeão com ele no banco, machucado. Cristiano Ronaldo, gostemos dele ou não, é dos maiores jogadores que o futebol já viu, não apenas na atualidade, como na história. Ídolo de uma geração, o português é uma verdadeira máquina demolidora de dificuldades. Desde a infância pobre, a ida a Lisboa aos 11 anos e o auge no Real Madrid, onde conquistou tudo o que podia.

Faltava a glória pela seleção portuguesa. Bateu na trave em 2004 e com Felipão no comando técnico e Cristiano em campo, Portugal chegou a disputar semifinal de Copa do Mundo, mas o tempo foi passando e a sensação de que com o CR7 aconteceria o mesmo que aconteceu com Eusébio e Figo, que brilharam, mas nunca levaram os Lusos a um título.

As recentes campanhas fracas nas Copas de 2010 e 2014 e na Euro de 2012 faziam de Portugal apenas a “seleção do Cristiano Ronaldo”; algo como a “Suécia de Ibrahimovic”. Não se via perspectiva de ver os descendentes de Cabral indo longe, ainda mais depois de passar na primeira fase se arrastando sem vencer nenhum jogo.

O cruel destino de Cristiano. Saiu de campo machucado, mas levantou o troféu.(foto: independent.co.uk)

O cruel destino de Cristiano. Saiu de campo machucado, mas levantou o troféu. (foto: independent.co.uk)

Na hora do “vamos ver”, Cristiano Ronaldo mostrou a que veio e fez a diferença. Foi fundamental e além de se tornar o maior artilheiro da história da Euro, ao lado de Platini, foi levando Portugal de fase em fase, de prorrogação em prorrogação. O País de Gales ajudou a poupar o gás português ao perder por 2×0 na única partida onde os lusos tiveram clara superioridade.

A final, inesperada no começo do torneio, era a consagração do gajo da camisa 7.  Mas quis o,  insólito e cruel, destino, que antes dos 20 minutos, em uma dividida com Payet, Cristiano machucasse o joelho.  O maior jogador português foi substituído por Quaresma e tudo parecia um drama e uma questão de tempo até a França abrir o placar. Mas o improvável aconteceu; sem o líder técnico em campo, Portugal se retraiu e foi de uma competência defensiva impar.

Portugal jogou por uma bola toda a competição e não foi diferente ontem. Coube a Éder, um jogador “comum”, destruir o sonho francês e, principalmente, fazer Portugal explodir em uma comemoração futebolística por uma conquista histórica e inédita.

Cristiano Ronaldo merecia estar em campo para comemorar o feito, mas os deuses do futebol deram a ele a dura e penosa missão de ver a conquista de fora das quatro linhas. Ele carregou os gajos por todo o torneio com gols decisivos e, mais ainda, sendo o líder psicológico do elenco português. Convocou jogador para bater pênalti, mandou jogador bater falta, orientou posicionamento em campo e chorou, o choro merecido do campeão português. O choro que desmonta a marra do craque e o mostra como um ser mundano como qualquer outro.

Cristiano se eleva a outro nível depois do título europeu. Ele se torna maior a cada dia e cada dia mais incontestável.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Gostou? Não? Comenta aí: