Gosto de Paulo Pelaipe. Não acho ele tudo isso que alguns falam nem uma porcaria quanto tantos outros concluem. Porém, desde que chegou ao Grêmio como um funcionário remunerado do clube, ele vem fazendo um bom trabalho.
Evidente que não acertou 100% (e me digam um dirigente que assim o fez) mas melhorou consideravelmente nosso plantel. Teve muito mais acertos do que erros.
O plantel para 2012 é muito melhor do que o de 2011. Com planejamento e uma visão boa de mercado – ao contrário do que acontecera ao final de 2010 – estamos no final do ano e praticamente com o grupo fechado para a reapresentação do dia 4 de janeiro.
Pelaipe é adorado ou odiado pela sua postura quando dá entrevistas. Seu discurso forte (vide o caso Douglas) pode até ser do tipo ‘jogar para a torcida’, mas ao mesmo tempo pode atrapalhar na relação do clube com o mercado e alimenta nossa imprensa com o que ela mais gosta de fazer: intriga.
Para evitar tais problemas, que no meu ponto de vista podem ser um tiro no pé em algumas situações, o Grêmio deveria colocar um vice de futebol para ajudar Pelaipe.
Um cargo político, que iria para os microfones e faria outras tarefas do dia a dia do clube, não só daria menos trabalho a Pelaipe, como também ‘esconderia’ o mesmo para que pudesse trabalhar com mais tranquilidade.
Em contrapartida, Pelaipe já disse que tal figura é desnecessária. Entretanto, Paulo Odone deveria ver o Grêmio como um todo, e creio que esse todo ganharia mais força com um vice de futebol para ajudar Paulo Pelaipe.

