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[Cap. 17/80] Palmeiras 3×2 Peñarol – Vitória com cara de…

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14/04/17

Vitória com cara de campeão. Essa foi a expressão que ouvi 3 vezes no dia seguinte à emocionante batalha pela Libertadores. Nenhuma delas, vinda de torcedor palmeirense. Dos mais clubistas, o que mais se viu foram reclamações a respeito dos acréscimos da partida. Desespero, disfarçado de piadas.

Não deve estar sendo nada fácil para eles. Além da preocupação, por ver a qualidade de time e elenco do Palmeiras, imaginem a raiva de quem fica até tarde secando, vê o rival tropeçar em casa e quando já está se preparando para enviar piadas e d0rmir feliz, tem que deletar tudo e ir dormir brabo. O que restam, são as reclamações sem sentido a respeito de acréscimos.

Já dentro dos acréscimos, aos 46 do segundo tempo, falta marcada a favor do Palmeiras no campo de ataque. Após cera em substituição e expulsão do técnico visitante, Dudu ainda tentava cobrar a falta, impedido por um jogador rival posicionado à frente da bola. Ao reclamar com o árbitro por não conseguir colocar a bola em jogo, a resposta do juiz veio em formato de cartão. Não para o uruguaio, mas para quem queria jogar. Dudu é expulso e nova confusão em campo. Resultado: a falta marcada aos 46, só foi finalmente cobrada aos 50 minutos. Era para ser o encerramento da partida, mas 4 dos 5 minutos de acréscimos apontado pelo juiz ainda não haviam sido cumpridos. Após tudo isso, escanteio para o Palmeiras, aos 54 minutos e gol de cabeça do iluminado Fabiano.

Pela terceira vez nessa Libertadores, o Palmeiras demonstrou ter de sobra o espírito de garra e superação necessário para vencer a competição continental, recheada de catimba e arbitragem confusa – para não dizer anti-brasileira. Pela terceira vez, sofreu muito mais do que deveria. Na primeira partida, por falha individual de Vitor Hugo, que mais uma vez foi afobado e fez 2 faltas para amarelo ainda no primeiro. Na segunda, com afobação do time todo, pela estreia em casa e a bola queimando na criação de jogadas.

Agora, não faltaram oportunidades para fazer gols. Além das 3 bolas certeiras, tivemos pênalti perdido, bolas na trave com o goleiro já batido, além de chances cara a cara com Michel Bastos, Borja e Tchê Tchê. A bola teimou em não entrar e passamos sufoco por isso. Nossa bola aérea defensiva também não foi bem, tendo sido mais uma vez a arma de nossos adversários na competição.

Preocupa também a situação de Borja. Ele tem força física e qualidade com a bola, isso é inegável. Porém, talvez excesso de cobrança e ansiedade estejam sendo fatais para o desempenho do colombiano. Cobrança por parte da torcida e da imprensa, mas principalmente por parte dele. A expectativa era grande, para a maior contratação palestrina e 4ª maior da história do futebol brasileiro. Cobrança que gera muita ansiedade na hora de definir as jogadas. Em alguns casos, demora demais para tomar a decisão de finalizar; em outros, se precipita. O papel do centroavante é tomar decisões no momento certo e executar com tranquilidade.

A cobrança de pênalti de Borja é um símbolo disso. Ele bate muito bem. Errou porque teve excesso de preciosismo ao buscar colocar a bola no ângulo, onde seria indefensável para o goleiro adversário. Por que não fazer o simples, batendo no canto rasteiro, onde a execução corre menos risco de tomar a direção errada? Por medo do goleiro alcançar.

Cabe ao Borja treinar cada vez mais e usar os resultados favoráveis da equipe para ganhar tranquilidade e crescer ao longo da competição. Aliás, como seu amigo Guerra tem feito, evoluindo muito a cada partida. Cabe a nós, seguir apoiando o jogador, sem cobranças excessivas. Cabe ao técnico, dar sequência e passar toda a mensagem de apoio, enquanto estiver vendo nos treinos que o jogador demonstra qualidade e seriedade.

Tem muita água pra passar por baixo da ponte, até Novembro. Aliás, este final de semana tem Ponte, né? Vamos pra cima! Briguemos por tudo, que está bonito de ver o desespero dos rivais.

Avanti, Borja! Avanti, Palestra!

 

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