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[Cap. 1/80] Palmeiras 1×0 Botafogo-SP – A (re)construção de um time campeão

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8/02/17

Palmeiras inicia a temporada de 2017 com placar magro e ritmo lento. O que esperar do eneacampeão brasileiro?

O Palmeiras começou, neste domingo, a temporada de 2017. Cheio de ambições. Após lutar contra o rebaixamento em 2014, o gigante pôs a casa em ordem e voltou a ser aquele Palmeiras que todos conhecemos bem. Um título nacional em 2015, na base da raça. Outro título nacional em 2016, na regularidade. O time amadureceu e mostrou a todos que está de volta a seu devido patamar.

Mas a torcida quer mais. Títulos nacionais são “normais” para o Palmeiras desde 1960. O drama do torcedor em 2016 foi para fazer a lição de casa. Não era possível que o maior campeão do Brasil pudesse ficar 23 anos sem levantar o “seu” caneco. Agora, tudo em seu devido lugar, a busca é por aquilo que todos os rivais temem. Um mundial da Era Moderna.

É o que falta para o dono do Brasil. Conquistamos um grande torneio internacional em 1951. Na época, e durante alguns anos recentes, foi considerado um título mundial. Pela repercussão, pelos confrontos e tudo mais. Pela bola, não pelo fax. Vencemos a Juventus da Itália, não o Vasco da Gama.

Mas a FIFA mudou de presidente e o fanfarrônico Infantino resolveu mexer da Copa do Mundo ao Mundial de Clubes. Tirou até os títulos mundiais do Flamengo do Zico e do Santos do Pelé. Paciência. Por menos credibilidade que seus executivos tenham construído nos últimos anos, é mesmo a FIFA quem tem que decidir essas coisas, já que é a entidade máxima do futebol. Se for deixar para cada um decidir, todos os clubes serão donos de todos os títulos que conseguirem imaginar.

Nossa história e nossa grandeza não são de quem precisa ficar chorando e correndo atrás de um título que depende da interpretação de quem vê. Pelo contrário. Tivemos a infelicidade de viver nossa pior época justamente no período “válido” para a disputa de um mundial. Nascemos em 1914 e ganhamos dérbis por 8×0. Renascemos em 1942, campeões já no primeiro jogo. Mas de 2000 em diante, nos fingimos de morto e pagamos por isso. Ficou faltando este título tão desejado. E, como diria Vagner Love, só bate quem perde. Precisamos sempre montar times para conquistar a América e, quem sabe, o mundo como consequência. Este é o plano para 2017.

Demos um passo importante, mantendo o time campeão brasileiro e trazendo o melhor jogador da Libertadores, Alejandro Guerra. Com isso, nos reforçamos e enfraquecemos um rival direto. Ainda surgem sério boatos sobre a vinda de Borja, o grande camisa 9 do Atlético Nacional. Enquanto nada se confirma, precisamos de paciência com a construção do time de Eduardo Baptista.

Felipe Melo estreia oficialmente mostrando raça e bom futebol.

Serão mais 6 testes na primeira fase do Paulista, até o início da Libertadores. Mesmo dentro da Copa, pegaremos um grupo que nos dará a possibilidade de crescer ao longo da competição. Pode parecer besteira, mas para ter uma noção de como isso é importante é só ver a Libertadores do ano passado. O Palmeiras jogou mais bola, mas caiu logo na primeira fase, no grupo da morte. Já o São Paulo, chegou a perder em casa para o The Strongest da Bolívia, e mesmo assim se classificou e foi crescendo até a semifinal. Tudo porque pegou um grupo muito mais fraco tecnicamente.

Mesmo perdendo “apenas” o Jesus do time titular de 2016, o Palmeiras tem pontos importantes para adaptar. O técnico é outro. Com um esquema diferente, mais moderno. Moderno é melhor? Não necessariamente, mas a intenção é boa e vale a pena esperar. Também chegaram pelo menos 2 jogadores que entrarão direto no time titular. Felipe Melo, que já estreou, e Alejandro Guerra, que será encaixado no meio. Consequentemente, Tchê Tchê e Moisés precisam se adaptar a uma função mais ofensiva e Róger Guedes deve dançar. Além do 9, que pode ser um dos que já são de casa (Barrios e Alecsandro), outro recém chegado (Willian Bigode), ou o colombiano Borja, que pode ser confirmado como reforço a qualquer momento.

Há muito o que construir ao longo do ano. Não jogamos bem neste primeiro jogo? Não, mas fica o resultado e o começo da adaptação para sonhar mais alto. São Paulo perdeu de 4 e dizem que ainda é cedo para criticar. Curintia fez 1×0 sofrido, na base do seu 12º jogador, e estão comemorando. Palmeiras venceu, por méritos de seus próprios jogadores, e estão criticando. Isso já diz muito sobre as perspectivas de cada time para a temporada que se inicia.

Queremos a Copa! Avanti, Palestra!
@CaneladaSEP
@jmiguelprestes

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