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[Cap. 3/80] Palmeiras 2×0 São Bernardo – Pouco a pouco, vaia a vaia

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16/02/17

Mais uma vez, o Palmeiras esteve abaixo das expectativas de seu torcedor. Problema do time? Problema do técnico? Problema do torcedor? Convenhamos, um pouco de cada coisa. Não há lado certo nessa história.

Uma vitória tranquila, em casa, na primeira fase do Paulistão. Não deveria ter momento melhor para se falar do futebol jogado, certo? Errado. A torcida ainda pega (muito) no pé do seu time. Quer alçar vôos mais altos. Tranquilidade no Estadual é obrigação e ela tem tardado para chegar. Mais especificamente, só aos 19 do 2º tempo, no jogo de hoje.

Até lá, vaias no intervalo de jogo e gritos de “Olê, olê, olê, olá… Cuca! Cuca!” A insatisfação tem lá seus bons motivos. O time ainda não teve nenhuma exibição digna de um time que briga para ser o maior da América e do mundo, daqui a 10 meses. Do contrário, pouca criatividade e alguns sufocos perante o modesto São Bernardo. Jean errou tudo que tentou no 1º tempo e Róger Guedes corria, brigava e acabava com todas as jogadas de ataque pelo lado direito.

Centralizado, William vai perdendo as oportunidades que tem de se postular como sombra ao titular colombiano Borja. Parece não se adequar muito bem à função de “falso 9” e prefere jogar pelas pontas, onde a concorrência já é bastante alta. A pressão só não aumentou porque Prass mostrou ter voltado em nível próximo ao de quando chegou à Seleção.

Ainda estamos dando mole na marcação, encaixando a mudança de esquema e a marcação por zona, e Felipe Melo tem tido mais trabalho do que deveria. Mas Mina e Tchê Tchê devem ajudar muito o setor defensivo, quando voltarem. Enquanto isso, pelo meio a dupla Moisés e Guerra promete. Bons passes e muita inteligência e visão de jogo. Foi com isso que, já no 2º tempo e sem Guerra, saiu o gol apaziguador.

Moisés poderia ter cruzado de qualquer jeito, desequilibrado. Mas preferiu meter um passe de trivela para encontrar Jean, melhor posicionado. Dudu mandou para as redes e saiu todo sério, sem comemorar. Levou uma dura tão grande do Felipe Melo que 13 minutos depois estava ele lá, comemorando e abraçando os companheiros no gol de Jean, batendo pênalti sofrido pelo próprio Dudu.

Outro destaque fica para a dupla Michel Bastos e Keno, que entraram querendo jogo e mostrando qualidade e objetividade. Muito do que tem faltado no time titular. Merecem uma vaga? Talvez, principalmente Michel. Roger Guedes segue com muita vontade e ajudando na marcação, mas tem deixado a desejar nas criações ofensivas. Essa seria uma substituição que eu faria já para o próximo duelo, fora de casa contra o Linense.

Precisamos evoluir, para não corrermos o risco de acontecer a surpresa de um tropeço em Itaquera, na rodada seguinte. Um resultado inesperado (qualquer coisa diferente da vitória contra o freguês), poderá ser fatal para a moral de Eduardo Baptista, já comprometida. Felipe Melo é o seu cão-de-guarda, dentro e fora de campo e parece ser seu trunfo para ganhar o grupo. Já conhece o treinador, de quando começou no Flamengo e é seu grande defensor. Literalmente.

Avanti, Eduardo Baptista! Avanti, Dudu! Avanti, Palestra!
@CaneladaSEP
@jmiguelprestes

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