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[Cap. 7/80] Red Bull 1×3 Palmeiras – Que venha a Copa!

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4/03/17

Ainda oscilando bastante, o Palmeiras encerrou nesta sexta os jogos “preparativos” para o início da Copa Libertadores 2017. Foram 7 partidas, sendo 5 vitórias e 2 derrotas. 14 gols marcados e 4 sofridos. 3 jogos sem sofrer gols. 4 jogos fazendo mais de 1 gol. Aproveitamento de 71%. Os números são bons, mas não é bem isso que importa neste momento.

Além de se tratar apenas da fase inicial do Estadual, o nível dos adversários não é lá aquelas coisas. O palmeirense, exigente e esperançoso de vôos altos nesta temporada, acaba se apegando às 2 exibições ruins, contra Ituano e contra o freguês Curintia. Ambas, fora de casa (em teoria, no caso do rival). As preocupações, fazem todo sentido. Não só pelo resultado ruim, que não importa tanto nesta fase da temporada. Mais pela falta de criatividade, contra o Ituano, e pelo comodismo apresentado no clássico.

Libertadores exige demais de uma equipe. Competência técnica e tática, para enfrentar equipes de diferentes níveis e estilos de jogo, e muita, mas muita raça. O que faltou no dérbi. Inaceitável. Inacreditável. Apenas a longa freguesia e a expulsão mirabolante ainda no primeiro tempo poderiam explicar tal postura. Não é possível que jogadores do Palmeiras entrem daquela maneira em qualquer jogo, de qualquer campeonato.

Esperamos que aquela tenha sido a principal lição da equipe para este início de temporada. Que possamos reverter aquele papelão durante a Copa Libertadores e em todos os clássicos que virão durante este ano. Não interessa o campeonato que seja. Clássico vale muito mais por si só do que pelo campeonato em questão. Vale pela moral da equipe, que mesmo com as 5 vitórias em 7 jogos, não está totalmente recuperada da derrota para si mesmo, no dérbi em Itaquera.

Tivemos também os importantes desfalques de Moisés, para o restante da temporada, e de Tchê Tchê, que já está para voltar. Perdeu sequência com a equipe, mas parece ter seu lugar reservado, na vaga onde o improvisado Zé Roberto passou a ocupar, no meio. Eduardo Baptista parece não querer morrer abraçado ao esquema 4-1-4-1 e se dispôs a voltar para o 4-2-3-1, com um volante de mais saída de bola jogando ao lado do Felipe Melo.

Aliado a isso, temos o “fim” da Mancha Verde, após o assassinato de um de seus fundadores, com 22 tiros. Independente de qualquer questão ou julgamento que se possa fazer a respeito da torcida organizada, este é um momento bastante doloroso para eles e podemos entender qualquer tipo de decisão neste sentido. Mas torcemos que o espírito de Libertadores façam-os reunir novas forças para levantar a cabeça, os braços e voltar a empurrar nostro Palestra, como Moa e Cleo tanto gostariam de vê-los fazer.

Nestes últimos 2 jogos, fizemos nosso papel, com 2 vitórias consistentes. Borja entrou nos 2 jogos e fez gol em ambos. O cenário para nós não é ruim, para este início. O adversário da estreia, Atlético Tucumán-ARG, nos exige pouco no aspecto técnico, mas muito no espírito aguerrido de Libertadores. Que sirva para reerguer nossa torcida, reunir nosso time e iniciar nossa reconquista da América. Um time campeão é aquele que cresce ao longo da competição.

Avanti, Palestra!
@CaneladaSEP
@jmiguelprestes

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