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Marcos I [2]

Entrevista: Marcos Kleine – Parte I

por
6/07/10

Marcos Kleine – Músico e Palmeirense!

Olá nação alviverde! Estou aqui hoje com uma pequena surpresa pra vocês! Há alguns dias atrás, eu fiz um post falando sobre o projeto da Arena Palestra Itália, e com ele veio um comentário e até mesmo um vídeo sobre um ilustre palmeirense, Marcos Kleine. Ele é guitarrista e conhecido da nação Palmeirense por uma interpretação do hino do clube que arrepia qualquer um de nós.

Pois bem, logo após ter feito esse post, tive a idéia de entrar no site do Marcos (http://www.marcoskleine.com.br/) e enviar uma mensagem para ele, pedindo se ele poderia conceder uma entrevista para ser postada aqui no blog.

Gentilmente, ele respondeu e aceitou conversar comigo. E agora, eu trago para vocês a entrevista feita via e-mail. Será feita em duas partes: a primeira, esta, tratará um pouco da vida pessoal e profissional do Marcos. Na segunda, que será postada em breve (dentro de dois ou três dias), falaremos um pouco do relacionamento dele com o Palmeiras.

Segue a primeira parte da entrevista:

Quem é Marcos Kleine?

Não me sinto muito a vontade de fazer análises profundas, sou um cara normal, com falhas e qualidades como outro ser humano qualquer. Só não levo tudo muito a sério. Atualmente me considero um cara meio objetivo e relaxado. Se levar a sério é algo muito chato.

Fale-nos um pouco sobre sua história.

Difícil resumir tanta coisa em poucas linhas, mas basicamente comecei na música com 10 anos tocando bateria. Por questões de falta de espaço eu fui ficando desmotivado. Aos 15 peguei em uma guitarra pela primeira vez e pirei. Desde então música é a minha vida. Toquei com diversas bandas e artistas, hoje me considero um cara de sorte por poder viver de música e tocando com pessoas e projetos tão legais.

Como surgiu sua paixão pela música?

Foi coisa de destino, não tenho parentes que são músicos. Estava no sangue e ainda bem que consegui detectar isso cedo. Fui vizinho do pessoal do Viper, isso ajudou muito também no processo. Era música o dia todo.

Na sua biografia diz que você começou tocando bateria e depois “mudou-se” para a guitarra. Qual foi o motivo dessa troca? Você ainda toca bateria?

Falta de espaço e também dinheiro. Tocar bateria requer um local adequado, e na época uma bateria era o olho da cara. Não ia ser algo fácil. E quando peguei uma guitarra ela acabou ganhando de goleada.

Como se iniciou sua carreira e como ela se desenvolveu? Quais foram seus projetos nas bandas com as quais trabalhou?

Foi complicado. Em 1985 o preconceito com músicas era grande. Ter cabelo comprido e uma guitarra já era o suficiente para as pessoas acharem que você é drogado e maluco. Não consegui ganhar dinheiro por um bom tempo, mas estudei muito, e sozinho. Troquei as famosas “idas ao shopping com os amigos”, pela “vou treinar guitarra até minha mão doer”.

Quais foram suas inspirações musicais?

Depende muito da época. Comecei ouvindo Heavy Metal. Ozzy, Kiss, Metallica, Megadeth foram grandes influências na época. Isso estava relacionado com minha vontade em tocar bem guitarra, acabava ouvindo guitarristas virtuosos. Com o tempo isso vai mudando, fui ficando mais eclético, mas não menos exigente. Sou chato pra ouvir música, e com 25 anos de guitarra a gente acaba sabendo o que é mentiroso e o que é honesto no meio da musica.

Divida conosco suas experiências de palco mais marcantes, as curiosas, as engraçadas, as emocionantes… Elas influenciaram de alguma forma sua vida profissional e pessoal?

Estar no palco é o ápice da minha vida. Seja pra 3 pessoas ou 30 000. É onde me sinto bem e onde quero estar. Experiências são inúmeras (risos), algumas impublicáveis, outras que contando não são tão divertidas como assistindo. No palco mesmo não tive experiências bizarras, sempre rolou tudo bem. É um local sagrado, mas claro que estamos sujeitos a coisas estranhas. Dei sorte de nada muito bizarro ter acontecido. Já queimou amplificador, já me jogaram coisa que quase acertou e fiquei louco da vida. Essas coisas são normais.

De que modo as suas experiências pessoais influenciaram sua vida artística?

Acho que de todas as formas, a arte acaba sendo outra forma de expressão do ser humano. Nela coloco minhas alegrias, frustrações e pensamentos. Sou melhor com notas do que palavras, creio eu.

Quais eram seus primeiros objetivos no mundo da música? Quais são eles agora?

Poder viver da música e tocando o que acredito e o que gosto. Tenho sorte de tocar com amigos, tudo em um ambiente sensacional. Meu objetivo é que continue tudo assim.

Como você enxerga a música nos dias de hoje (tanto a brasileira quanto a internacional)?

Fraquíssima, não por falta de bandas e artistas talentosos, mas pela mídia que cada vez mais nos brinda com artistas que não tem música. Ou é uma dança, ou uma onda, ou ficam famosos por suas atitudes polêmicas. O público em parte é bem informado e tenta conhecer coisas bacanas, mas a maioria fica a mercê de rádios e programas de TV que tentam vender alguém ou algo de maneira rápida. Não ouço nenhuma banda nova que está na mídia, agora no underground temos bandas e artistas sensacionais e que merecem mais espaço, o que duvido que vá acontecer. Muitas rádios ainda cobram jabá, programas de TV não estão interessados em levar artistas com trabalhos sérios e consistentes. É mais fácil levar um rebolation ou axé, o povo toma cerveja e vamos que vamos.

E abaixo, segue o video de uma música instrumental (muito boa, em minha humilde opinião) recente do Marcos – Gravity:

Até a próxima parte Palmeirenses!

Avanti Palestra! Scoppia che la vittoria è nostra!!

 

7 comentários

  1. Daniela disse:

    O Marcos Kleine é demais!
    Adorei a entrevista.

    [Reply]

    Mariana Buss Reply:

    @Daniela,
    Obrigada! ^^
    Realmente, ele é foda xD

    [Reply]

  2. Marisa Buss disse:

    Concordo com a Daniela, o Marcos é demais!!!!!!!!!!
    Gostei da ideia das entrevistas, Mariana atacando de entrevistadora………muito bom.

    [Reply]

    Mariana Buss Reply:

    @Marisa Buss,
    eu sempre xD

    [Status: searching for a new target]

    kkkkkkkkkkkkk

    [Reply]

  3. Carlos Buss disse:

    Marcos é um das grandes figuras alviverdes desse Brasil, estamos esperando a segunda parte :D

    [Reply]

  4. Raquel disse:

    O marcos kleine e realmente um cara sensacional um baita guitarrista e um eterno palmeirense assim como eu, desejo a ele mais e mais sucesso pq ele é merecedor .

    [Reply]

    Mariana Garghetti Buss Reply:

    @Raquel,
    Com certeza!

    Abraços.

    [Reply]

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