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Inter 0x1 Palmeiras – Como se deve jogar fora de casa?

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18/07/16

Palmeiras demonstra evolução fora de casa e vence o Inter no Beira-Rio. Vitória derruba tabu de 19 anos e amplia vantagem palmeirense na ponta da tabela.

Até a 12ª rodada, o Palmeiras vinha demonstrando uma enorme diferença de performance quando jogava dentro e fora de casa. Enquanto como mandante o time mantinha 100% de aproveitamento, nos jogos fora o retrospecto era de apenas 27%, tendo vencido apenas o Flamengo. E fora do RJ, já que o jogo foi em Brasília.

O incômodo em cima disso era geral, apesar do time ter assumido a liderança na 9ª rodada. Cuca sabia que mesmo que o tal pensamento de que vencer em casa e empatar fora seja suficiente para conquistar o título brasileiro (como comprovamos no post do dia 04/07), dificilmente um time conseguirá manter a perfeição nos 19 jogos como mandante e, portanto, vitórias fora são também fundamentais.

Na 13ª rodada, visitamos o Sport e, jogando bem, vencemos na Ilha. Melhoramos, portanto, nosso desempenho fora para 39%. Porém, já na rodada seguinte, recebemos o Santos e perdemos nosso 100% em casa, com o empate em 1×1. Ao mesmo tempo que o time melhorava o retrospecto fora, perdia a perfeição em casa. Manter este crescimento fora era então ainda mais importante.

De candidato ao título, o Inter começou a cair pela tabela, trocou de treinador e tentava trazer forças renovadas com o retorno de Falcão. Além disso, defendia um incômodo tabu de 19 anos sem perder para o Palmeiras no Beira Rio. O Palmeiras, por sua vez, antes presa fácil fora de casa, mostrou que aprendeu a ser um visitante ingrato, mesmo em cenários hostis, como a Ilha do Retiro e o Beira-Rio.

Erik: gol da vitória e busca de sequência para deixar de ser eterna promessa

A evolução desde a derrota para o Cruzeiro no Mineirão foi absurda. Cuca dizia que procurava uma maneira de fazer o time se defender melhor ao jogar longe de seus domínios. Por característica dos jogadores e da formação tática adotada, costumamos ficar muito expostos, indo pra cima de qualquer adversário. No Allianz, com o apoio da torcida no melhor estilo “abafa”, conseguimos sufocar desde o início. Fora de casa, mantendo a postura, deixamos muito espaço para os adversários fazerem este papel. Ou melhor, deixávamos.

Em Minas, Cuca entendeu que reforçar a marcação seria escalar Fabiano, zagueiro de origem que um dia alguém inventou que poderia jogar também na lateral. Depois, colocou Luan, antigo conhecido da torcida por ser um atacante que tem como melhor característica a marcação, por mais estranho que isso seja. Lógico que não deu certo e tomamos uma virada jogando muito mal.

Mas uma das grandes diferenças entre o Mestre Cuca e os Oliveiras que o precederam é em relação à teimosia. Cuca não tem medo nem vergonha de mudar. E muito menos de voltar atrás, se vê que não funcionou. Luan e Fabiano praticamente não tiveram mais oportunidades.

A bola da vez passou a ser tirar um jogador ofensivo do meio-campo (Cleiton Xavier ou Moisés) e escalar Thiago Santos para proteger a zaga. Contra o Inter, ele jogou demais. E não deixou o Inter jogar. Foram 20 passes certos, 8 desarmes e 12 rebotes. De perigo, apenas um cruzamento na área, no final do jogo. Zé Roberto foi infantil e fez uma carga em cima do atacante colorado Ariel. Pênalti não marcado pelo juiz. Poderia comprometer nosso resultado. Não podemos esquecer também das chances claras perdidas por Jesus e Roger Guedes, ainda no 1º tempo.

Precisamos agora repensar o time para as próximas rodadas, quando não teremos os olímpicos Prass e Gabriel Jesus. Um alento que fica é que não foram eles os principais responsáveis pela vitória de ontem. O time não tem demonstrado tanta dependência desses 2 excelentes jogadores. Já uma preocupação é a queda de rendimento de Roger Guedes, jogador importante até aqui no campeonato e principalmente agora, com a ausência de Jesus.

Prass e Jesus: experiência e juventude palmeirense, em busca do inédito ouro olímpico para o Brasil

Já dizem até que ele só joga bem quando o jogo é no Allianz. Parece que o Palmeiras aprendeu a jogar fora, mas ele ainda não. Normal, para um menino de 19 anos, que chegou do Criciúma e demonstrou ter personalidade para não sentir o peso do manto alviverde. Oscilações são normais, principalmente nesta fase da carreira. Cabe a nós, termos paciência e apoiar mesmo em atuações ruins.

Para receber o Galo na próxima rodada, meu time seria: Vagner; Jean, Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Moisés (Thiago Santos), Tchê Tchê e Cleiton Xavier; Roger Guedes, Erik e Dudu.

Vamos para cima, em busca de mais uma vitória dentro de casa!

Avanti, Cuca! Avanti, Palestra!
@jmiguelprestes
@CaneladaSEP

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