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Maior Campeão do Brasil é o Palmeiras! ENEA!

por
28/11/16

Não sei como começar a escrever esse texto. Achei que seria mais fácil, mas agora, travei.

Vou tentar sendo sincero.

Passei 37 rodadas esbravejando que o Palmeiras seria campeão. Que Cuca já tinha dito, e que era o melhor time do Brasil. Fiz apostas, contei vantagem em cima de cada vitória. Tirei sarro de corintianos, menosprezei são paulinos e dei risada da chegada do Santos.

Enquanto isso, por dentro, suava frio. Em português claro: ME CAGAVA. Tinha certeza que daria tudo errado no final. Como em 2009. Como em 2012, onde caímos após vencermos a Copa. Como em tantas vezes nesses últimos anos. O Palmeiras é campeão do Século XX, mas no XXI o palmeirense tinha esquecido o gosto dos títulos. O pessimismo que nasceu com a geração da fila e dos magros anos 80, aumentou muito de 2000 pra cá. A turma que cresceu com as seleções Palmeirenses de 90, amadureceu com decepções, frustrações e vexames. E pior, enquanto víamos times com Misso, Rovilson e Pardalzinho, nosso rivais cresciam. Na baixada nasceram craques como Robinho e Neymar, que deram uma dezena de títulos, de Brasileiro à Libertadores. No Morumbi, o São Paulo foi soberano, ganhando tudo que tinha direito. E até nosso maior rival, sempre tão bagunçado quanto o Palestra dos tempos do gordo árabe que me recuso a dizer o nome, se reestruturou. Ganhou estádio, ganhou Libertadores, ganhou brasileiros e até, pasmem, tranquilidade política.

Anos difíceis. Por isso, nem o título da Copa do Brasil de 2015 nos deixou tranquilos. O palmeirense sempre espera o pior. Mesmo quando começamos o campeonato goleando, o pessimismo estava lá.

E agora posso admitir, se por fora eu esbanjei a certeza do título, por dentro sofri em todos os jogos. Não comemorei nenhuma vitória como devia ter comemorado. Senti medo do peixe, do cheiro, do galo. E mesmo em vitórias maiúsculas, como o 2×0 em Itaquera, eu temi um novo vexame.

No Brasil inteiro falam que o título do Palmeiras foi fácil. Todos falam isso, menos nós. Para nós foi sofrido. Foi pesado. Mesmo com 7 pontos a frente do segundo, foi um sufoco. Ontem, por problemas pessoais, não pude ver o jogo na casa da família paterna como gostaria. Vi de casa, quieto e tenso. Na realidade não curti nem o gol. Olhava mais pro relógio do que pro campo, onde nossos jogadores honraram essa camisa pesada e maravilhosa. Já no fim do segundo tempo, quando finalmente me dei conta que meu time tinha voltado pro lugar onde nunca deveria ter saído, as lágrimas que caíram foram mais do que de felicidade. Foi de alívio. Sentia como se cada derrota desse século estava sendo enterrada. Caiu uma lágrima pra apagar o Mirassol. Outra pelo Goiás. Outra pelo Coritiba. Várias por 2009. Chorei como criança, sentado no chão de um quarto. Minha esposa estranhou. Perguntei porque eu não estava comemorando, como devia estar. Mas primeiro quis tirar esse peso. Como milhares no estádio, eu mais chorava do que comemorava. Só depois de tirar todo o peso. Todo o passado recente, é que comecei a sorrir. A vibrar, comemorar, abraçar, gritar e enfim gritar: É CAMPEÃO! É CAMPEÃO PRA CARALHO! Não importam mais os 22 anos. Não importa 2009. Não importa mais nada. Somos o melhor e maior time do Brasil. De hoje e de sempre. O time com mais títulos, com mais conquistas, com mais glórias. Estamos no topo, e apenas isso importa! Meu time é campeão Brasileiro de 2016, é o maior Campeão do brasil, é Palmeiras, É Énea!

Em breve um post menos emotivo.

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