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Maior Clássico do mundo. Quem é o freguês no Derby?

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21/02/17

O maior clássico do mundo completa 100 anos em 2017, com uma história cheia de grandes confrontos. Mas afinal, quem é o freguês no Derby Paulista?

São 352 jogos, 975 gols (3 do Obina), com uma pequena vantagem para o time alviverde – São 5 vitórias a mais que o rival. Se nos números totais não dá para dizer que existe uma freguesia, e se analisarmos os 5 maiores confrontos do Derby, quem levaria a melhor?  Vamos analisar os jogos mais importantes do clássico e quem sabe chegar em um resultado mais claro.

Em estaduais, foram algumas finais entre os rivais, mas 2 em especial se destacam por um quesito: Fila. Os outros três são, naturalmente, a final do Campeonato Brasileiro de 1994 e os dois confrontos da Libertadores da América, em 1999 e 2000.

 

Confronto 1: Final do Campeonato Paulista de 1974. Quem levou a melhor? Palmeiras.

O que valia: Além do título paulista, o fim da fila corintiana, que amargava 20 longos anos.

Em 1974, o Palmeiras estava no topo. Vindo de uma sequência de 6 campeonatos brasileiros em menos de 13 anos, o time não tinha grande responsabilidade ou peso naquela final. Mas tinha um timaço, um dos melhores de sua história:  Leão, Luis Pereira, Dudu, Ademir da Guia, Leivinha, com Oswaldo Brandão no banco comandando o esquadrão. Enquanto isso o rival do parque São Jorge tinha uma equipe forte, mas uma pressão de 2 décadas de insucessos. O time de Rivelino, Adãozinho, Vladimir e Zé Maria tinha como obsessão vencer aquele jogo, assim como sua torcida, que lotou o Morumbi. Dos 120mil pagantes da partida, 100mil eram de corintianos, prontos para tirar o grito de campeão da garganta. Pena que do outro lado tinha…o Palmeiras. E aos 24 minutos do segundo tempo, o atacante Ronaldo fez o gol que calou a “nação” e o Morumbi. 1×0 Palmeiras, e o grito de “”Zum, zum, zum, é 21” surgia na boca dos palmeirenses. Corinthians foi para 21 anos sem títulos, e continuou na fila que só acabaria contra a Ponte Preta e a polêmica do Rui Preto.

Rivelino e Leivinha disputando a bola em um Morumbi com 120mil torcedores.

Confronto 2: Final do Campeonato Paulista de 1993. Quem levou a melhor? Palmeiras.

O que valia: Além do título paulista, o fim da fila palmeirense, que não ganhava nada fazia dezesseis longos anos.

Qualquer Palmeirense que preste sabe o que é comemorado no dia 12 de junho. É o dia da paixão, é o dia em que o Palmeiras voltou a sorrir. Dia do fim da fila e do começo de uma das melhores épocas do time. Após a vitória corintiana por 1×0, gol de Viola, São Paulo via a tensão crescer em todo o estado. Parecia que o Palmeiras sofreria mais uma derrota no Estadual. Os fantasmas de 78 e 86 surgiam nas memórias dos pessimistas torcedores palmeirenses, e o riso e a provocação tomavam conta do corintianos. Mas assim que a bola começou a rolar, o palmeirense viu que seria aquele jogo que nos tiraria da fila. O gol do Zinho e os outros três que se seguiram (Evair, Edilson e Evair novamente) fez daquele time campeão e deu início a uma hegemonia do Palmeiras no estado e no Brasil. Verdadeiras seleções, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Roberto Carlos, Cafú, Rivaldo, Djalminha, Müller, Luizão e tantos outros vieram a conquistar títulos durante toda a década de 90, incluindo o título do próximo grande clássico:

Time campeão Paulista 1993

Confronto 3: Final do Campeonato Brasileiro de 1994. Quem levou a melhor? Palmeiras.

O que valia: O título de Campeão Brasileiro.

Na final do campeonato, Corinthians buscava a vingança após perder as finais do Paulistão e da Rio-São Paulo de 93, e queria interromper o ciclo vitorioso do esquadrão Palmeirense. Mas ficou no desejo. No primeiro jogo, Rivaldo fez um de seus melhores jogos com a camisa alviverde ao marcar 2 gols, enquanto Edmundo marcava o terceiro contra um Corinthians que só conseguiu marcar uma vez. No segundo jogo, o empate em 1×1 com mais um gol de Rivaldo consagrou aquele time que é considerado um dos melhores times das últimas décadas do nosso futebol: Velloso, Claudio, Antonio Carlos, Cléber e Roberto Carlos. César Sampaio, Flavio Conceição, Mazinho e Rivaldo. Ataque com Edmundo e Evair.

Palmeirenses comemoram o título brasileiro de 1994

Confronto 4: Quarta de Final da Libertadores da América de 1999. Quem levou a melhor? Palmeiras.

O que valia: Avançar para a semifinal da Libertadores.

Pela primeira vez os rivais se enfrentavam no maior torneio do continente. Em duas partidas realizadas no Morumbi, com placares iguais (2×0), a decisão foi para os pênaltis. Nesse confronto surgiu a lenda de São Marcos de Palestra Itália. O goleiro que havia acabado de assumir a titularidade após lesão do veterano e ídolo palestrino Velloso, defendeu tudo e mais um pouco nos confrontos, viu Dinei chutar na trave, e defendeu a cobrança de Vampeta. Após a decisão, o Palmeiras derrubou River Plate nas semis, e conquistou o título contra o Deportivo Cali.

Confronto 5: Semifinal da Libertadores da América de 2000. Quem levou a melhor? Palmeiras

O que valia: Vaga na decisão do torneio continental.

Um ano depois, Palmeiras e Corinthians voltavam a se enfrentar na Libertadores. Dessa vez uma fase a frente. O Corinthians possuía um dos melhores times da sua história e era o grande favorito contra um Palmeiras enfraquecido em relação ao ano anterior. O time corintiano entrou em campo com grandes jogadores, como o ídolo máximo da época Marcelinho Carioca, Ricardinho, Luizão e Edilson. Mas após perder o primeiro jogo, o Palmeiras conseguiu a virada no segundo, após estar perdendo de 2×1, e nas penalidades viu a cena mais marcante da história do confronto: Após o alviverde converter as 5 cobranças, cabia ao craque Marcelinho Carioca fazer o dele, para que a disputa continuasse em cobranças alternadas. Mas do outro lado havia o Santo, que defendeu a bola mais importante dos 100 anos de história, e se consagrou definitivamente como maior ídolo daquela geração de palmeirenses. Mais uma vez o Corinthians tombava para o Palmeiras em uma grande decisão.

Bom, parece que temos um freguês bem fiel.

E a história continua, os dois times se enfrentam em Itaquera amanhã, em partida válida pela primeira fase do campeonato paulista. E ainda que o jogo não tenha o peso dos confrontos acima, vale muito. Vale uma vitória contra o maior rival, e isso já é o bastante. Porque amanhã não é um jogo. É um Palmeiras X Corinthians.

Avanti Palestra!

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