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Palmeiras 1×1 Santos – Empate bom ou ruim?

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14/07/16

Cheio de desfalques, Palmeiras empata com o Santos e perde o 100% em casa.

Palmeiras e Santos fazem hoje a rivalidade mais equilibrada da cidade de São Paulo. Duelos muito disputados, sempre sendo decidido nos detalhes, quando não ficam no empate: pênaltis, nos dois duelos decisivos pelos Paulista de 2015 e 2016 e na final da Copa do Brasil; fator casa, nos demais confrontos. Em nenhuma ocasião nestes últimos 2 anos, o visitante se saiu bem. E também nunca houve uma vitória por mais de 1 gol de diferença.

É inegável que no início de 2015, o Palmeiras “virou a chave”. Com a inauguração do Allianz Parque no final de 2014 e a chegada de Alexandre Mattos e do patrocínio da Crefisa, no início de 2015, o Palmeiras voltou a honrar o que construiu ao longo de sua história. O cenário das rivalidades paulistas, então, mudou.

De carrasco, o São Paulo passou a virar freguês. Com as duas goleadas no Allianz Parque (3×0 e 4×0), além de um empate em 1×1, o placar agregado de 2015 ficou em 8×1 para o Palmeiras. Isso sem contar os dois golaços de cobertura, do meio da rua, de Robinho em cima de Ceni. O Santos, de freguês, passou a dificultar, principalmente em jogos na Vila. Só o Curintia que continua na mesma, eterno freguês fiel.

Para o jogo desta terça, além da rivalidade, estava em jogo a vantagem que o Palmeiras havia aberto na ponta do campeonato. Com as vitórias de Curintia e Grêmio, a diferença do líder para o 3º colocado ficou em apenas 1 ponto. Importantíssima a vitória, mesmo com os desfalques que tínhamos. Nada menos que os maiores destaques no ataque neste momento, Gabriel Jesus e Roger Guedes, além do volante Thiago Santos. Moisés e Tchê Tchê ficaram a semana inteira em dúvida, por questões físicas, mas foram confirmados como titulares, instantes antes da bola rolar.

Mina começou fazendo gol, ao subir tanto que precisou se abaixar, já no ar, para fazer o cabeceio. Porém, junto com Moisés, saiu de campo ainda no 1º tempo, sentindo lesão. O caso de Mina até é compreensível, por vir de outro país, onde se praticam outros tipos de treinamentos, e ter disputado a Copa América, ainda que tenha ficado no banco de reservas. Agora, o caso de Moisés vale o questionamento: não foram feitos vários exames para saber se ele estaria 100% para o jogo? Não investimos tanto em equipamentos para prever lesão? O fato é que agora temos um desfalque importante para a sequência do campeonato.

O empate com o Santos no Allianz não pode por si só ser considerado um resultado ruim, ainda mais pelos desfalques antes e durante o jogo. Porém, com as persistentes campanhas de Curintia e Grêmio, perdemos a gordura que tínhamos na ponta e agora um bom resultado em Porto Alegre é imprescindível. Em caso de empate, damos a chance para que ambos encostem ou passem. Uma derrota, seria trágica.

Ou seja, considero que o jogo contra o Inter é quem irá dizer se o resultado contra o Santos foi bom ou ruim. Vencendo em POA, quebramos um longo tabu de resultados ruins no Beira Rio e recuperamos os pontos perdidos em casa.

Que Prass e Jesus façam uma boa despedida antes das Olimpíadas! Depois, em casa contra o Galo, será hora do time mostrar que tem elenco para ser campeão.

Avanti, Palestra!
@jmiguelprestes
@CaneladaSEP

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