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PALMEIRAS ENEACAMPEÃO! Análise jogador a jogador

por
27/11/16

Enfim, a hora chegou! Acabaram-se os 22 anos que demos para que os rivais nos alcançassem como maiores campeões nacionais. Nada feito e já estava na hora de voltarmos ao topo. Confira agora uma breve análise sobre a participação de cada jogador em nosso 9º TÍTULO BRASILEIRO.

Enquanto isso, vou ali comemorar e já volto!

PRASS Monstro. Um dos momentos de maior desconfiança na caminhada do título foi sua convocação para a Olimpíada. Para piorar, sofreu grave lesão, desfalcou a Seleção nos Jogos e o Palmeiras durante todo o restante do ano. Sem ele, tudo estaria perdido. Mas nunca ficamos sem Prass. Mesmo sem poder ajudar, viajou com o time e foi presença constante em momentos importantes para orientar e apoiar o elenco.
JAILSON Obra de San Gennaro. Um goleiro que jamais havia disputado uma Série A, aos 35 anos estreou. Pegou uma bucha, tendo que substituir o maior ídolo do elenco e goleiro da Seleção. Sem ele, tudo estaria perdido.
VAGNER Com ele, tudo estaria perdido.
VINICIUS Responsável por não deixar o Vagner substituir o Jailson, contra o Santos, na Vila Belmiro. Fez uma boa partida, mas não o suficiente.
EDU DRACENA Importantíssimo nesta caminhada. Se a dupla de zaga titular é indiscutível, Dracena teve o papel de orientar os mais jovens e assumir a posição quando havia desfalques. Esteve sempre pronto para estas ocasiões e ajudou bastante.
MINA Zagueiro de 1ª linha. Titular da boa seleção colombiana aos 22 anos e com muito mercado na Europa. Não à toa. Com 1,95 m consegue ser fatal na bola aérea e ainda sobra futebol para saber sair jogando, com bons passes.  Faz parecer que o Vitor Hugo é abaixo da média.
THIAGO MARTINS Ficou perdido em algumas das partidas que fez. Natural, pelos 21 anos e por ser zagueiro, posição que depende muito de entrosamento. Tem potencial para evoluir.
VITOR HUGO Bom zagueiro. Mesmo com 8 cm a menos que seu companheiro Mina, no alto dos seus 1,87 m consegue chegar a uma altura maior que o colombiano, no ar. Graças a sua incrível impulsão. Com a bola no chão, algumas vezes se demonstrou estabanado. Porém, tem qualidade no desarme, velocidade e muito comprometimento e identificação com a torcida.
EGÍDIO Tem um fraco no aspecto defensivo e na inteligência. Mas Cuca soube muito bem ir dosando entre ele e Zé Roberto, quando necessário. Quando ganha confiança nos primeiros lances, faz boa partida.
FABIANO Zagueiro que inventaram que é lateral. Apesar de toda a dificuldade técnica, em alguns jogos fez um papel interessante de fechar a casa pela direita, quando o Jean estava no meio. Até chegou a acertar algumas jogadas ofensivas, quando pegou os adversários de surpresa.
JEAN Monstro sagrado. Um dos pilares do time. Regularidade absurda nos 33 jogos que fez até a 36ª rodada. Quando faltou criatividade no meio, foi o cara escolhido por Cuca para passar a atuar no setor e fez os 2 gols da importante vitória fora de casa contra o Figueirense, quando o nariz do urubu estava em seu momento mais apurado.
JOÃO PEDRO Teve pouco espaço pela regularidade de Jean e pelas lesões, em momentos inoportunos. Ainda precisa evoluir muito na parte defensiva, mas tem potencial.
ZÉ ROBERTO Seu campeonato pode ser resumido pela bola que salvou em cima da linha contra o Cruzeiro. Dedicação exemplar, que fatalmente contagia todo o elenco.
AROUCA Decepção. Nas ausências e nas raras presenças.
GABRIEL Teve vida dura ao disputar posição com Moisés e Tchê Tchê. Mas merece ser lembrado pelo bom futebol, unindo poder de marcação e boa saída de bola.
MATHEUS SALES Mesmo caso do Gabriel, com o destaque de ser ainda mais jovem (21 anos; Gabriel tem 24) e ser da base do Palmeiras.
THIAGO SANTOS Durante boa parte do 1º turno, o Palmeiras era cobrado por não saber jogar fora de casa. E foi com Thiago Santos que Cuca achou sua primeira alternativa de jogo. Para fechar um pouco mais o meio-de-campo, passou a colocar o jagunço para jogar ao lado de Moisés e Tchê Tchê. Deu certo.
TCHÊ TCHÊ Verdadeiro motorzinho. Está em todas as partes do campo. E em todas as partidas (ou quase). Esteve presente em nada menos que 35 das 36 partidas até aqui, sempre como titular. Só foi desfalque contra o Botafogo, no RJ, após receber seu 3º amarelo no campeonato. Na ocasião, perdemos o meio de campo e perdemos por 3×1. Os números falam por si para demonstrar a importância deste versátil jogador.
ALLIONE Seu ano ficou marcado pela expulsão no jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil. Resume um pouco o que ele é hoje: um jogador afobado, que costuma tomar as decisões erradas durante a partida. Pode evoluir, parece ter algum potencial se tiver cabeça, mas que isso aconteça em algum time menor.
CLEITON XAVIER Em nenhum momento foi aquele camisa 10 que gostaríamos. Merece méritos por algumas partidas do 1º turno, mas quando o time finalmente se encaixou, ele se mostrou em outra sintonia. Conseguiu demonstrar certa apatia até nos jogos mais decisivos do campeonato, quando todos estavam comendo grama.
FABRÍCIO Outro que teve pouco espaço, mas sendo que nem Zé Roberto (pelo físico), nem Egídio (pelo futebol), foram unanimidades durante o campeonato. Não deve ter demonstrado estar pronto durante os treinamentos.
MOISÉS Belíssima solução encontrada por Cuca, dentro do elenco, e por Mattos, quando o trouxe, sem muito renome. Jogou muito em nosso meio-de-campo. Tanto, que nos fez esquecer um pouco a cobrança por um camisa 10. Para mim, pode tranquilamente ser elenco o craque do campeonato.
VITINHO Jogou por apenas 23 minutos, sempre entrando no final do 2º tempo. Precisão de passe de 90%, dos 20 passes que deu, superior ao patamar do Cleiton Xavier (80%). Ainda não está pronto, mas promete rápida evolução.
ALECSANDRO Enfrentou talvez seu último grande drama da carreira este ano, ao ser afastado erradamente por doping. Se o físico já era problema, este período sem jogar só veio atrapalhar. Mas ainda assim conseguiu entrar bem em alguns momentos, como ao fazer o 2º gol da vitória “fora de casa” contra o América-MG em Londrina, quando estávamos nos arriscando a perder pontos bestas no campeonato.
DUDU Jogador que mais merece erguer a taça. Se não é o melhor tecnicamente, é o que briga por toda bola, que sempre busca a jogada do gol, mas sem ser egoísta (é o líder de assistências do campeonato). Um torcedor em campo. Um verdadeiro herdeiro da nossa mística camisa 7.
ERIK Decepcionou em relação à forma que veio. Eleito revelação do campeonato, pelo Goiás, parece ter sentido a adaptação à cidade de São Paulo. Se for este o caso, tende a evoluir no próximo ano. Foi importante ao substituir o Reusger, inclusive fazendo o gol da vitória contra o Inter, no Beira Rio.
GABRIEL JESUS Liderou nosso ataque durante boa parte do campeonato. Ao se consolidar com a 9 da Seleção, passou a ser mais cobrado, inclusive por ele mesmo, e sentiu. Não jogou bem algumas partidas, mas merece todos os créditos por colocar nosso time na posição que está e continuar lutando, mesmo nos momentos de baixa. A pressão no Palmeiras é muito maior que na Seleção. E Jesus chorou.
LUCAS BARRIOS O Arouca do ataque.
LEANDRO PEREIRA Demonstra a evolução do Palmeiras de 2015 para 2016. Em 2015, teve espaço e foi importante em boa parte do ano. Já em 2016, tínhamos outras opções muito acima e ele acabou ficando de lado.
RAFAEL MARQUES Caso parecido com o do Leandro Pereira, mas com mais gols em clássicos e sobrancelha feita.
RÓGER GUEDES Chegou, não sentiu a pressão e jogou muito. Depois, parece que caiu a ficha de que aos 19 anos ele tinha saído do Criciúma para virar titular do Palmeiras. Enquanto Jesus voava, ele ia no vácuo. Depois, sumiu um pouco da inspiração, mas a dedicação continuou.
CRISTALDO Fez apenas 3 jogos no campeonato, mas merece sempre ser lembrado. Não tinha futebol para o Palmeiras, mas é um exemplo para todo grupo. Aprendeu a amar a Sociedade Esportiva Palmeiras.
LUAN Sem comentários.
CUCA Nunca mais acredite naquele cara que diz que “técnico não faz diferença”. Nos últimos anos, meu pai sempre citou as passagens de Muricy, Felipão, Dorival e outros tantos pelo Palmeiras, que não deram resultado. E ele tinha razão. Até Cuca nos provar o contrário. Soube identificar o potencial de cada um, afastou quem precisava afastar (trocou Lucas e Robinho por jogadores piores, tecnicamente), fez Dudu colocar a cabeça no lugar e esbanjou confiança e dedicação. “Seremos campeões brasileiros”. Em Abril.
TORCIDA Nos tirou alguns pontos em Curitiba, ao acender um sinalizador em momento inoportuno. Nos tirou a Gol Norte, ao arranjar briga com a torcida do Flamengo, em Brasília. E nos trouxe todo o resto. Sem ela, talvez tivéssemos os 2 pontos que ficaram em Curitiba. E nenhum mais.

Grazie, San Gennaro! Avanti, Palestra!
@jmiguelprestes
@CaneladaSEP

 

 

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1 comentário

  1. Carina Mizuno disse:

    José Miguel Prestes: Palmeirense mais bonito do Brasileirão! 😉

    [Reply]

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