Canelada

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Um jogo horroroso e uma confissão

por
30/01/12

Caneludos palestrinos,

Perdão pela ausência nos últimos dias, estava com alguns probleminhas de saúde e tal e por isso não estava conseguindo postar por aqui.

Segundamente, volto para falar de um ‘jogo’ que vimos ontem. Sim, entre aspas. Aliás, ontem, poderíamos colocar sem sombra de dúvidas qualquer ‘jogo’ entre aspas, porque foi de um horror sem tamanho. Ontem, jogos como Ludo, Cancán, Gamão, Pega Varetas e Corre Cotia seriam mais legais do que a rodada de futebol. Por conta do trabalho, assisti Nova Iguaçu e Botafogo e, posteriormente, Paulista e Santos, que pareciam durar mais tempo que a final do Australian Open entre Djokovic e Nadal.

Níveis ruins de jogo a parte, vimos um Palmeiras que estamos acostumados (infelizmente) a ver: pouco produtivo, dependendo demais das bolas paradas do Assunção, que é um fenômeno nesse quesito, por conta de sua precisão nas cobranças de falta e de escanteio. Óbviamente que ele não marca gols em todas as cobranças, mas todas elas levam algum perigo ao goleiro adversário. TODAS. Sem nenhuma exceção. O gol do Fernandão saiu de um escanteio pelo lado direito, o que, curiosamente, não era o forte do time. A maioria dos gols de escanteio do Verdão saem do lado esquerdo, por conta até da bola ir mais fechada, praticamente em cima do goleiro.

Uma nota apenas para o pênalti feito pelo Leandro Amaro: ridículo. Um zagueiro, em sã consciência, não domina a bola com o braço daquele jeito dentro da área, por favor. Foi um gol completamente bobo que o time levou e isso nos custou a vitória ontem que, apesar do jogo ruim, acredito que poderíamos ter saído com a vitória ontem. Uma pena.

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Hoje, ouvindo a Rádio Estadão ESPN, uma entrevista feita com o meia Daniel Carvalho, o jogador justificou a sua má formação física a anabolizantes que tomara quando jogava no CSKA, da Rússia. Primeiramente, isso deve ser investigado pelas partes competentes (?), porque essa é uma denúncia grave. Sinceramente, não sabia que na Rússia não havia exame antidoping, por isso é sério isso, gente. Que essa prática era comum na antiga URSS, quem estudou um pouco de História, sabe. Mas essa prática continuar após 20 anos de queda do governo soviético, é uma vergonha. Abaixo algumas declarações do jogador:

“Lá, infelizmente não tem exame antidoping. Na época que eu cheguei, o pessoal me achava bem magrinho e eles acabavam me dando anabolizantes e eu não sabia o que eles estavam me dando. Em seis meses, engordei praticamente oito quilos. Isso fez com que eu nunca mais voltasse a ser aquele jogador que eu era quando deixei o Brasil”

” Eram umas seringas que iam na veia e, quando eu estava na sexta ou sétima injeção, eu parei de tomar porque eu descobri que ia direto para o coração. Aí falei para eles que eu não queria mais tomar”

E no fim de semana, o atacante Hernan Barcos deve estar à disposição de Felipão (que volta na quarta ao banco do Palmeiras) contra o Santos.

Até a próxima

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