Canelada

Home | « Todos os posts do Portuguesa

[LUSA] Raio-X dos GC (1ª Parte)

por
28/08/13

Quarta-feira passada a Portuguesa retornava a uma competição internacional. No Canindé, diante do Bahia pela Copa Sul-Americana. Priorizando a permanência da equipe no Brasileirão, o que considero bem sábio por parte do nosso treinador, Guto Ferreira mandou a campo um time com diversos reservas. Apesar da fragilidade técnica e poucas alternativas criativas que a Lusa apresentou ao longo da partida a derrota teve o amargo gosto da nossa persistente “sina”.

O gol de Obina nos acréscimos do segundo tempo entrou para a recém estatísticas de gols levados pela equipe rubro-verde nos últimos minutos. Foi assim contra o Náutico, o Atlético/PR, o Criciúma e o Coritiba em jogos válidos pelo Brasileirão. Esta rotina de tentos tomados no final dos confrontos pode ser explicado por uma série de fatores, entre eles o condicionamento físico, o posicionamento tático e o descontrole emocional dos atletas. Buscando entender essa frequência, fui atrás dos gols tomados pela rubro-verde ao longo desta temporada.

Somando as campanhas no Paulista Série A2, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileirão, a Portuguesa já levou 54 gols. Sendo o total de gols levados no segundo tempo quase que o dobro do total da primeira etapa, como podemos ver abaixo:

Dentre estes campeonatos, a Lusa teve o melhor desempenho de sua defesa na primeira fase do estadual: foram 11 gols tomados. Vale ressaltar, porém, a evidente desigualdade técnica entre a equipe lusitana e seus adversários da competição. Foi neste período, também, que a Portuguesa somou a maior sequencia de jogos sem ter a defesa vazada (quatro) até o momento.

O intervalo entre 31-40 minutos do primeiro tempo concentrou a maior quantidade de gols levados pela equipe verde-encarnada no estadual, foram três no total. A Santacruzense foi a única adversária a marcar um gol contra a Lusa nos acréscimos do segundo tempo. Na época do confronto o time da capital já estava classificada para a fase final e levou a campo um time repleto de reservas, além disto o gol nasceu de uma bola parada, fatores que podem explicar uma “desatenção” nos minutos finais.

A defesa consistente da primeira fase do Paulista Série A2 não entrou em campo na fase decisiva quando a Lusa levou 10 gols em apenas seis jogos. Destaque negativo para a goleada sofrida pelo Comercial, em Ribeirão Preto, que determinou o fim da era Péricles Chamusca.

Somando estes seis jogos do grupo classificatório e os dois confrontos da final diante do Rio Claro, a Portuguesa levou cinco gols nos primeiros quinze minutos do retorno para o segundo tempo. Isto é reflexo de um mal condicionamento e comportamento tático da equipe, que tinha como agravante os horários das partidas, geralmente marcadas para as manhãs de domingo, quando o tempo é quente e abafado.

Nesta fase da competição a Lusa não sofreu nenhum gol nos acréscimos, seja do primeiro ou do segundo tempo. Por outro lado, a Portuguesa já começava a apontar sua dificuldade em não sofrer gols na etapa complementar.

No Brasileirão, diante de equipes mais qualificadas tecnicamente, a Portuguesa intensificou a dificuldade em equilibrar sua defesa. Foi nesta competição que a equipe foi mais vazada tomando 26 gols no total, sendo dezoito (69%) no segundo tempo.

Com a dificuldade de criação e fraqueza do seu elenco, os técnicos rubro-verdes (primeiro Pimenta agora Ferreira) optaram pelo contra-ataque na maioria dos jogos. Isto exigiu dos atletas maior e intensa movimentação, procurando fechar os espaços e partir rápido para o ataque quando a rubro-verde tiver a posse da bola.

Pressionada, a defesa acabou cedendo. Nos confrontos diante do Náutico, Atlético/PR, Criciúma e Coritiba, por exemplo, a Portuguesa deixou escapar sete pontos que poderiam tirá-la da zona de rebaixamento. Entretanto, em todas as partidas a defesa rubro-verde foi vazada nos momentos decisivos. Contra o Furacão e o Coxa-Branca o desgaste físico foi ainda maior, visto que a Lusa atuou com um jogador a menos.

A frequência de gols levados na segunda etapa é reflexo da visível baixa física que nossa equipe tem após o intervalo. Diante do Goiás e Vitória, por exemplo, a rubro-verde atuou de forma consistente na primeira etapa. Contra o rubro-negro baiano, inclusive perdeu diversas oportunidades de marcar e abrir vantagem no placar. Em ambas as partidas, porém, a Lusa sofreu a virada no segundo tempo.

Hoje a Lusa volta a campo contra o Bahia pela Sul-Americana esperando manter o equilíbrio físico e conseguir um resultado que possa classificá-la para a próxima fase.

Estes dados, porém, ainda são insuficientes para descobrirmos outras limitações da Portuguesa. Outro dia eu volto para destrincharmos com qual técnico a rubro-verde possuiu o pior e melhor aproveitamento defensivo na temporada.

Até mais!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Gostou? Não? Comenta aí: