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De “saco de pancadas” a “time de guerreiros”

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12/09/13

A Portuguesa deu boas vindas à primeira rodada do segundo turno deste Brasileirão com uma importante vitória sobre o Vasco da Gama por 2 a 0, no Canindé. Essa conquista de mais três pontos marcou o 11° jogo de Guto Ferreira a frente do elenco. O treinador entra na reta final da competição com um aproveitamento que beira os 45%, desempenho comparável ao do 9° colocado do campeonato. Tendo como objetivo a permanência na Série A, e tomando como base as temporadas passadas, a Lusa terá de somar algo em torno de 24 pontos neste returno, ou seja, mais 8 vitórias. O que aumenta tanto o peso do triunfo no clássico lusitano quanto a esperança de se safar da degola, já que o clube ainda será mandante em 9 dos 18 jogos restantes.

Muitas outras análises poderiam ser feitas apenas com base em números. Essa última vitória, por exemplo, foi a primeira na competição em que a Portuguesa não sofreu gols. E apenas o segundo jogo no campeonato onde o goleiro rubro-verde não foi vazado. Aos poucos Guto Ferreira vai tirando do elenco aquilo que ele pode oferecer, mesmo dentro de suas limitações. Prova disso é uma rápida comparação com seu antecessor, o coronel. Edson Pimenta deixou a Lusa com um aproveitamento de 25%, com apenas 7 pontos conquistados em 9 jogos disputados. Se fosse feita uma projeção de pontos ganhos tirando aqueles que foram levados no apito ou nos últimos instantes da partida, ou seja, do desempenho dentro de campo, a Rubro-Verde estaria ainda mais tranquila.

Souza, ao deixar o gramado após a vitória sobre o Vasco desabafou, dizendo que não acredita na queda da Portuguesa, a não ser que ela seja prejudicada. Ou seja, o elenco já encarna um outro espírito, aquele que faz a vontade superar a falta de qualidade. O que é importantíssimo em um clube onde os salários atrasam e onde ficar na Série A será encarado como um título. Afinal, é sabido que Guto Ferreira não tem um elenco encorpado em mãos. E isso ficou perceptível até mesmo nesta última vitória. O treinador encontrou sérias dificuldades para compensar a falta de Valdomiro e Bruno Henrique. O que apenas se agravou com a saída de Moisés.

A Lusa começou a partida tentando se impor, ditar o ritmo de jogo. O primeiro gol, logo aos 11 minutos, não aconteceu por acaso. No entanto, a saída forçada de Moisés poucos minutos depois fez com que a Rubro-Verde se perdesse um pouco. Guto Ferreira colocou Matheus. Esforço não faltou, porém, talvez até pela falta de  entrosamento, ele se limitou a ficar o restante da primeira etapa procurando uma posição e correndo atrás da bola. Tanto que Guto tratou de voltar para o segundo tempo já sem Matheus, mas com William Arão em seu lugar. Por quê? Primeiro porque Matheus não se encontrava e segundo porque o Vasco tinha facilidade para chegar ao ataque pelo meio.

Mesmo na segunda etapa, após a substituição, a Lusa sofreu um pouco no combate. Afinal, contava com dois volantes – Corrêa e William Arão – e um zagueiro – Diego Augusto – reservas. Ofensivamente faltava quem pensasse o jogo e fosse o homem de ligação. As poucas jogadas de ataque nasceram pelos lados do campo. Seja com Luis Ricardo, Souza ou Diogo. Este último, sem dúvida, o nome da partida. Marca, apoia, finaliza, cava faltas e deixa na cara do gol, sem ser fominha. Gilberto, aos 30 minutos da etapa final, fez o mesmo que Corrêa no começo do jogo: apenas empurrou para o fundo das redes uma bola açucarada de Diogo.

Aliás, justiça seja feita e verdade seja dita: Corrêa vem de duas atuações importantíssimas para o time. Assim como Souza e Diogo vem sendo os grandes articuladores da equipe, os carregadores de piano. A disciplina tática, a marcação em cima e a determinação são marcas da Lusa de Guto Ferreira. Um time que errou muitos passes, mas que mesmo assim conseguiu se superar. Pode ser que não seja sempre dessa forma, mas é uma Portuguesa que vem aproveitando mais as oportunidades que tem. Em uma boa chance na segunda etapa, matou-se o jogo. Não foram muitas as finalizações a gol da Rubro-Verde, mas foram cirúrgicas. Ainda que seja preciso melhorar.

Poucos reforços chegaram desde que Guto Ferreira desembarcou no Canindé e o treinador faz o que pode. A grande tônica deste elenco tem sido a vontade. O “sangue nos olhos” parece ter envolvido até a torcida, principalmente após a confusão ocorrida em Porto Alegre. Em sua entrevista coletiva, o treinador luso mostrou-se emocionado tanto com a recepção que o elenco teve no aeroporto após a derrota para o Grêmio quanto com o comportamento da torcida nos jogos em casa. O torcedor luso abraçou o time, entendeu o propósito e essa simbiose tende a ser cada vez mais importante daqui até o fim da competição. Nunca em sua história a Portuguesa se deu bem de outra forma. O sucesso sempre veio na base da união.

Das 8 vitórias que a Portuguesa terá de somar – claro que não precisarão ser 8, já que empates acontecerão – as disputadas no Canindé serão de extrema importância. Frisando sempre que no segundo turno a conquista de pontos torna-se mais espinhosa. É crucial que a diretoria rubro-verde mantenha o projeto elaborado e capitaneado pelo maestro João Carlos Martins de redução no valor do ingresso para lusos com a camisa verde-encarnada. E é necessário que a torcida compareça cada vez mais. Contra o Vasco já houve um avanço, afinal, dobrou-se o número de lusitanos frente à partida anterior – mil contra dois mil. Ainda é pouco, mas já é algo para uma torcida que havia aberto mão do clube antes de Guto Ferreira chegar e mostrar que era possível colocar em campo um time guerreiro, que se doa e que honra a camisa da Portuguesa. Ainda falta muita coisa, mas… que venha o Fluminense!

E você, torcedor luso? O que achou de mais essa vitória? Dê sua opinião! Comente abaixo!

Por Luiz Nascimento

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4 comentários

  1. Alberto Dos Santos Lazaro Jr. disse:

    Os jogadores estão vestindo a camisa e jogando para vencer aqui ou fora, estão acreditando em si e eles agindo assim ganharam o torcedor que esta voltando e se "Deus" quiser no próximo jogo aqui e nos fora que der para ir estaremos lá, pois torcer para um time com um grupo de jogadores que se doam é a coisa mais linda do mundo, e continuando assim vamos buscar muito mais, e parabéns ao time e ao Guto, belo trabalho, e esqueçam juizes e joguem firme e forte e sempre visando a bola e não reclamem em erros e sim joguem mais ligados ainda e com mais vontade, vocês merecem, e valo maior é dado aos jogadores quando se joga num time que tem a força dos bastidores como os doze queridos da CBF,parabéns estamos com vocês desta forma sempre, vai Lusa!

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  2. rodrigo disse:

    Luiz, isso só mostra o tempo que perdemos com o pseudo treinador Pimenta. Mas agora não tem mais volta, temos de recuperar os pontos.
    Guto faz um trabalho sensacional se levarmos em consideração que o time titular é exatamente o mesmo que jogava antes, com apenas uma mudança, Moises no lugar de Canete, mas este ja estava lá desde o ano passado. Aliás, que decepção esse Canete, joga muito pouco perto do que esperam dele.
    Guto tem feito com que jogadores com sérios defeitos errem menos (Moises Moura, Rogerio, Correa) e outros que tem qualidade recuperem seu futebol (Moises, Diogo). Só acho que não vai dar jeito no goleiro. Vamos ter que ter muita paciência. E Ferdinando, que ta muito aquém do que ja jogou.
    Mas aí também está o unico defeito do Guto. Os reforços indicads por ele. Sei que todos vieram para compor elenco, ja que em agosto não iriam encontrar mais ninguém disponível no mercado. Mas até aqui todos foram uma decepção. Carlos Alberto e Arao ja nem estavam ficando mais no banco. Magal, talvez o reforço “mais necessário” parece que foi um fiasco. Bergson, o unico que continua frequentando o banco com frequencia, tem suas limitações.
    O zagueiro Lacerda, certamente não deve ser muito melhor que Moises Moura. Aliás, aqui também fica minha única contrariedade com ele: O zagueiro Gustavo, que é nosso e da base, entrou em um jogo e na fogueira, não foi mal e não teve mais chances, nem no banco tem ficado.
    Vamos continuar torcendo para que as coisas melhorem, pois a nossa fase era tão ruim que mesmo ganhando os ultimos jogos continuamos na zona de rebaixamento. O lado bom é que se antes os candidatos a queda se resumiam a uns cinco times, agora podemos colocar pelo menos 8 concorrentes na conta.

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  3. Joao Alexandre Alves de Freitas disse:

    ganhar, empatar ou perder ??? é do jogo, mas o que se via era um bando de boleiros sem muita vontade, Agora não, tá dando gosto de ver, podemos até perder, mas o adversário tem de suar muito. vamos lUSA

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  4. Joel Carlos Affonso disse:

    O problema é arbitragem!

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