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Carta de apresentação de um Canelista iniciante.

por
31/05/16

Ribeirão Preto, 31 de maio de 2016.

 

Caríssimos canelistas,

 

É com enorme prazer que inicio minha – brilhante – carreira como escritor de blogs, neste espaço cheio de pessoas tão apaixonadas pelo Glorioso quanto eu! E nestas breves linhas, gostaria de apresentar-me enquanto torcedor e pessoa, para que possamos criar nossos laços afetivos e de eterno amor ao Alvinegro Praiano.

 

Bem, sou o Fábio, estudante de História, pai do Bernardo, namorido da Jéssica e filho do seu Djalma e da dona Kika. Moro em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, porém, nasci na capital. Sou Santista por opção, porque da cidade de Santos, só passo perto para ir à Vila mais famosa do mundo.

 

Minha vida sempre foi acompanhando o Peixe à distância. Como exemplo, vou citar minha primeira experiência como torcedor do Pexe no estádio. Meu pai é do Estado do Rio de Janeiro, morei por lá durante a infância. Ele é torcedor do Fluminense, porém, por morar durante quase quarenta anos em São Paulo, desenvolveu simpatia pelo  Santos F.C. O de Pelé! Meu pai é um ancião, ele viu O Santos de Pelé, no auge de Pelé!

 

Morando no Rio, acompanhava meu pai e meu tio Beque (Irmão do meu pai, e assim como ele, era Tricolor/Santista), na luta do Flu em sua primeira segundona – a que eles realmente disputaram, e caíram para a Série C. Assisti ao meu primeiro jogo de futebol em um estádio no glorioso Maracanã, em 1998, válido pelo Brasileirão da Série B, em um clássico Fluminense vs ABC de Natal. E o Flusão fez bonito, dificultou o jogo contra um adversário mais forte e perdeu de pouco. 3 a 2 pro ABC no maraca!

 

E meu primeiro jogo do Peixe visto in loco foi também no Maracanã. Entre um jogo e outro com papai e titio pela segundona, fomos assistir à Fluminense x Santos pelo extinto torneio Rio São Paulo, em de 1999. Com dois tentos do Assunção, o Peixe venceu os donos da casa por 2 a 0, e eu assisti à partida na torcida do Fluminense – Sou hardcore desde moleque. Lembro como se fosse hoje, no carro, a caminho dos portões de acesso ao “maior do mundo”, depois de já ter assistido à três partidas do Fluminense acompanhando meu pai e meu saudoso tio, no campo e ter saído com incríveis três derrotas – 100% de aproveitamento, o Flu estava mal das pernas – disse confiante:  Tio, hoje eu saio daqui vitorioso!

 

E como promessa é dívida, comemorei os dois tentos do Assunça no meio da galera tricolor. Meu pai entrava em desespero a cada grito de “Gol do Peixe!” que eu soltava, e os marmanjos tricolores só nos encaravam como quem dizem: Precisa tripudiar?

 

Fato é que, sempre fui Santista, mesmo nutrindo uma grande simpatia pelo Tricolor das Laranjeiras, time do meu Pai, na minha primeira oportunidade como Santista num estádio, ao ver aquele conjunto, camisa branca e calções pretos com listras brancas,  não pude deixar passar. E no auge dos meus oito anos de idade, no meio da torcida adversária, deixei – sem pudor – o meu amor fluir. Pai, essa foi uma das melhores experiências futebolísticas da minha vida, obrigado.

 

Enfim, citei esta passagem, para exemplificar um pouco das dificuldades de um torcedor apaixonado, com a distância do seu time do coração. O fato de estar longe da cidade, do estádio, do calor da torcida, do dia a dia no clube… E pra mim, sempre foi assim. Até a chegada da internet, era difícil demais acompanhar o Peixe, hoje o faço diariamente, como se estivesse em Santos, mesmo sem o calor humano de um domingo na Vila, me sinto um torcedor como qualquer Santista de Santos! E ter a oportunidade de comentar sobre o Glorioso neste espaço que acompanho desde 2010, para mim, é mais do que uma honra, é um orgulho que nem todos podem ter.

 

Dito isto, concluo meu primeiro ato enquanto escritor – Mãe, olha pra mim! To na Glob… – depositando aqui, em vocês, queridos leitores, uma primeira imagem de quem eu sou e do que pretendo por estas bandas. Estou lidando com esta oportunidade como um exercício, e pretendo aliar minha paixão pelo Santos e pela História ao longo desta jornada também. Logo pretendo lançar uma série de posts sobre episódios marcantes da história do Peixe. Agradeceria se me sugerissem alguns destes episódios, até pra saber de vocês o que lhes marcaram ou o que gostariam de relembrar dentro da tão gloriosa história do Maior Time da Terra!

 

Então, espero poder fazer jus ao papel que o presidente me confiou e poder desempenhar a função que o treinador orientou. Gostaria de agradecer a Deus pela conquista primeiramente, né?! Ao pastor! E agora é comemorar, mas, semana que vem, entrar focado de novo em busca dos três pontos.

 

Grande abraço e, como diria meu saudoso Tio Beque – O Tricolor/Santista – Saudações Alvinegras!

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2 comentários

  1. Fábio Coca disse:

    Seja bem vindo, xará!

    [Reply]

    Fábio Toledo Reply:

    @Fábio Coca, Muito obrigado, xará!
    Acho que vou mudar meu nome aqui no blog para “Fábio Ceva”, assim, o próximo que entrar é só trazer a carne e o churras ta encaminhado!

    [Reply]

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