Canelada

Home | « Todos os posts do Santos

Livro Futebol Clube

por
29/01/13

Eu sou uma fã assumida de livros que trazem dados históricos. Se for uma biografia então, melhor ainda. Se tudo isso estiver ligado ao futebol, é amor à primeira vista. Por isso, quando li a notícia de que ontem foi lançado o Almanaque do Santos F.C., resolvi listar uns livros bacanas sobre futebol, incluindo alguns dos Santos, é claro.

O Almanaque Santos F.C. lançado ontem, foi escrito pelo professor  Guilherme Nascimento, que é natural de Mongaguá, e segundo ele o trabalho de pesquisa durou cerca de 40 anos. Eu ainda não tive acesso ao almanaque, mas parece bem interessante, já que Guilherme consultou não só as coleções dos grandes jornais brasileiros, mas também os acervos de jornais da Espanha, Itália, Áustria, México, Chile, Costa Rica, Colômbia; jornais das cidades de Aracajú, Manaus, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Sorocaba, Santa Bárbara D’Oeste, Santo André. Umas das “descobertas” de Guilherme durante a pesquisa foi que novos jogos foram encontrados, alguns com goleadas estrondosas, o que significa que o Santos tem ainda mais gols do que imaginamos.

Então, pra quem curte esse tipo de publicação em forma de almanaque (que traz por exemplo a ficha técnica de todas as partidas disputadas nos 100 anos de história do Peixe, local, escalação, público, quem fez os gols, enfim, muitas estatísticas e números interessantes) é um prato cheio.

Os dez mais do Santos
Escrito pelo jornalista Thiago Arantes, o livro elege os dez principais jogadores da história do Peixe. De maneira minuciosa e descontraída, já que além de muitas histórias, os alvinegros encontrarão fotos lendárias e caricaturas de seus ídolos.

Santos – 100 anos de futebol arte
Lançado para celebrar os 100 anos do Santos, a obra é assinada pelo historiador Odir Cunha, autor de diversos livros sobre o Santos FC, e trata-se de uma homenagem aos vinte e dois maiores ídolos da história do clube praiano. Entre eles, Pelé, Zito, Gylmar, Carlos Alberto Torres, Pepe, Coutinho, Edu, Pagão, Clodoaldo, Giovanni, Robinho, Ganso e Neymar. Além de contar com um texto emocionante do Rei Pelé e com o depoimento do presidente, Luis Álvaro Ribeiro, neto de um dos fundadores.

Santos 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos
Outro livro comemorativo do centenário. Grande desde os pioneiros Millon e Arnaldo, o Santos F.C. coleciona uma galeria de heróis, conquistas e glórias. Santos 100 Anos, 100 Jogos, 100 Ídolos celebra essa história, homenageia seus personagens e presenteia a torcida com uma bela obra.

Santos 3x Tri
De Pelé a Neymar. Em 144 páginas, o livro conta a história de duas gerações que marcaram época e a supremacia do Alvinegro Praiano no Campeonato Paulista. A obra histórica reúne dados, informações e imagens inesquecíveis do Santos do Rei Pelé e do Príncipe Neymar.

Algumas biografias santistas:

Bombas de alegria – Meio século de histórias do Canhão da Vila

Pelé – A Autobiografia

Coutinho, o gênio da área

– Pelé – Primeiro Tempo

Tem também um ensaio muito interessante escrito pelo artista plástico Nuno Ramos (aquele que aparece no filme do Centenário) publicado na Revista Piauí. Intitulado “Depois do 4×0”, o ensaio traça um panorama não só da derrota do Santos no Mundial, mas faz um paralelo com o futebol brasileiro como um todo. Diz Nuno:  “É preciso situar a derrota do Santos para o Barcelona como um trauma, um antes e um depois, um sinal de que alguma coisa estranha está acontecendo com o futebol brasileiro”. Leia o ensaio completo aqui.

 Futebol + literatura

A editora Livros de Futebol também desenvolve um projeto muito bacana sobre publicações nessa área. A proposta deles é ter no catálogo de autores os melhores e mais experientes jornalistas esportivos, que tenham boas idéias para publicação, tenham ou não publicado livros anteriormente. Atualmente a editora busca patrocínio para lançar, ainda este ano, quatro obras: a autobiografia de Arthur Friedenreich, o El Tigre (primeira grande estrela do nosso futebol), uma série de sete livros de crônicas de Mário Filho, um diário sobre a vida de Mané Garrincha em 1962 e o livro Parada dura, que fala da trinca de árbitros gays nos anos 1980 no Rio.

Eduardo Galeano, um dos maiores escritores latino-americanos, é autor de Futebol ao sol e à sombra, uma verdadeira declaração ao esporte, que expõe a paixão e a poesia por trás do futebol. O santista José Miguel Wisnik, músico, compositor e professor de literatura (que também aparece no filme do Centenário), escreveu Veneno Remédio – O Brasil e o Futebol, um ensaio em que afirma que o futebol, tal como foi incorporado e praticamente reinventado no Brasil, tem muito a dizer, com sua linguagem não-verbal,sobre algumas de nossas forças e fraquezas mais profundas, ajudando a ver sob outra luz questões centrais da nossa formação e identidade.

Em Páginas sem Glória, Sérgio Santanna aproxima ainda mais o futebol à literatura. São três textos bem diferentes entre si, tanto na forma como na temática. A novela que encerra o volume – e que tem o mesmo título do livro “Páginas sem glória” – é ambientada no Rio de Janeiro do início dos anos 1950, com sua boemia povoada de personagens rodriguianos e seus brasileiríssimos dramas em torno do mundo da bola.

E é claro que não poderíamos falar de literatura e futebol sem esquecer do saudoso Nelson Rodrigues. Quem melhor que o anjo pornográfico para traduzir em crônicas essa paixão nacional? No ano passado, que foi comemorado seu centenário, diversos livros dele foram relançados. Brasil em campo reúne algumas de suas crônicas esportivas.

Há ainda uma infinidade de outras biografias (Mané Garrincha, Zico, Rivelino, Marcos etc), outros livros comemorativos de times, de crônicas esportivas (como os livros do Tostão). E a tendência até a Copa é que surjam muitas outras publicações. Sorte a nossa!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

3 comentários

  1. Gilberto disse:

    Parabéns pelo texto e pelas dicas Maria Fernanda!!!
    Quanto ao jogo de ontem, em Itu, o placar magro foi a nota do jogo. Praticamente mais uma partida de muricybol.
    Alguns jogadores do glorioso alvinegro praiano não poderiam jogar nem no Nogueirópolis F.C. Ex.: os dois laterais. São muito ruins.
    Neymar (que tem muuuuito crédito) não jogou bem ontem, assim como não tinha feito boa partida frente ao Bragantino. E está mais fominha do que nunca.
    O bate-boca com o técnico adversário foi absolutamente desnecessário. Creio que a tintura do cabelo além de horrível, não está trazendo muita sorte ao craque.
    Montillo ainda está devendo

    [Reply]

  2. Repercutindo o Almanaque - Blog do Prof Guilherme disse:

    […] No Canelada: http://canelada.com.br/santos/livro-futebol-clube/ […]

  3. Edmar Junior disse:

    Belo post Maria Fernanda, eu tenho alguns destes livros que mencionou na minha biblioteca santástica, olha aqui: http://dnasantastico.com/2012/07/12/literatura-santastica/.

    [Reply]

Gostou? Não? Comenta aí: