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Marco Aurélio Cunha aceitaria voltar ao São Paulo

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14/10/14

Por Ricardo Flaitt (Alemão)

Conciliador, inteligente, ponderado e moderno na maneira de ver e compreender o futebol, Marco Aurélio extrapola as barreiras clubísticas.

No São Paulo, Marco Aurélio Cunha é, sem dúvida, o dirigente que mais possui identificação com o torcedor. A ponto de contar com status como os grandes jogadores que passaram pelo Morumbi.

Candidato derrotado nas últimas eleições do clube na chapa encabeçada por Kalil Rocha Abdalla, MAC é nome recorrente para voltar a fazer parte do São Paulo.

Nesta entrevista de uma nota só, MAC fala se aceitaria retornar ao São Paulo.  Confira:

Flaitt – Se convidado, aceitaria um cargo na atual gestão do São Paulo? 

Marco Aurélio Cunha – Eu não sei se vou integrar a diretoria, mas eu vou colaborar, como sempre colaborei. Não importa ter cargo, isso é tão irrelevante.

O que eu quero é poder dar a minha contribuição, como sempre fiz à instituição, ensinando aqueles meninos em como é ser são-paulino, fazê-los a cada dia serem mais dedicados, terem empenho e compreenderem a alma do São Paulo. E isso eu conseguia fazer lá. Mostrar que o São Paulo é uma família.

Quando você profissionaliza demais, perde-se a essência. É preciso ser profissional em atitude, mas ser amador de coração. E penso que consigo dar esse tom, conciliando responsabilidade com o coração.

Espero que a gente retome este tempo e que eu possa levar uma mensagem, que sempre foi positiva para o São Paulo. Não importa de quem esteja lá, seja o presidente Juvenal, o Carlos Miguel ou de um futuro presidente, que não precisa ser exatamente eu.

Para voltar a integrar o São Paulo é preciso racionalizar muito sobre o assunto. Não se pode aceitar algo porque você ficou adversário e agora “vai se vingar”. Não há isso comigo.

Eu aceito ajudar à instituição São Paulo Futebol Clube, independente de quem esteja no comando, desde que os propósitos sejam os meus, desde que o projeto e a identificação do que será feito sejam positivos.

Se me chamarem para pegar bola atrás do gol, eu vou. Mas, se me chamarem para pegar bola, porque simplesmente me querem lá, eu não vou.

***

RICARDO FLAITT (Alemão) é estudante de História, cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo, pelo futebol e fã do “Zé Macaco”, figura folclórica que entrevistava os grandes jogadores do Santos da era Pelé com uma lata de óleo. E viva a liberdade de expressão.

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