Canelada

O capitão dos capitães – Descanse em Paz, grande Capita!

O capitão dos capitães – Descanse em Paz, grande Capita!

Morre o capitão do Tri e maior capitão de nossa história.

 

O Brasil foi pego de surpresa com a notícia do falecimento de Carlos Alberto Torres. Aos 72 anos, o ex-jogador não resistiu e faleceu após sofrer um infarto em sua residência hoje, dia 25/10/16.

Como jogador venceu a Copa das Copas, em 1970. Ganhou 3 campeonatos Brasileiros com Pelé no alvinegro praiano, Rio-São Paulo e 8 campeonatos estaduais, 3 pelo Fluzão e 5 pelo Santos. Até pelo Cosmos venceu, 4 títulos da NASL Exterior Championships. Conquistou ainda títulos por Botafogo, Flamengo e Fluminense, já como treinador.

Mas sua importância não pode ser medida apenas em números de conquistas, gols ou vitórias. No futebol, ele foi e sempre será símbolo maior do significado de Capitão. Assim mesmo, com C maiúsculo. Foi aquele que liderou a melhor e mais mortal seleção do futebol mundial. Em 70 tivemos o Rei, o Furacão, tivemos a patada atômica, e tivemos o Capitão que uniu e mandou em todos eles. O time de Zagallo tinha em Carlos Alberto uma liderança incontestável.  Liderança que sempre o acompanhou, do Fluminense ao Cosmos. Ele não era um simples capitão, daqueles que seguem o protocolo, tiram cara e coroa e depois só aparece na confusão com o Juiz. Ele era o verdadeiro líder. Em cada uma de suas ações, inspirava confiança em seus comandados, mandava, brigava, apoiava e vibrava por todos. Nunca foi Capitão por imposição de técnico ou diretoria. Os jogadores o reverenciavam, com toda a razão. Até mesmo o Rei se submetia às suas ordens. Porque ele era o Capitão. Ou melhor, capita.

Além dessa faceta marcante e inesquecível, capita se destacava pela qualidade, um dos melhores jogadores de todos os tempos, um dos grandes da era de ouro do nosso futebol. Na lateral direita esbanjava talento. Era forte na marcação, mas subia ao ataque como poucos de seu tempo. Em uma dessas subidas, foi o autor do gol mais belo da final mais histórica do futebol mundial.

O ano era 1970. Bastava ao bicampeão Brasil vencer mais um título para ter a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Até o último jogo, a seleção tinha uma campanha perfeita no México. Pelé, Gerson, Tostão, Rivelino e Jairzinho voavam em terras mexicanas.  Mas enfrentaríamos a poderosa Itália, também bicampeã, que vinha de um jogo épico contra a Alemanha. Após um primeiro tempo difícil, a seleção fez 3×1 na segunda etapa. Mas faltava um. O mais belo de todos. E ele veio. Numa jogada onde (quase) todos os jogadores do Brasil pegaram na bola, o Rei não precisou olhar para saber aonde o capita estaria. Tocou para o vazio, até que Carlos Alberto apareceu e chutou. De primeira. Com força e precisão. A bola ainda quicou no campo num capricho lindo, antes de balançar as redes e enlouquecer o gigantesco Azteca. Foi o primeiro gol de um Capitão numa final de Copa, que nos deu a Jules Rimet, que beijada de forma única até então.


 

O Capitão beija e ergue a taça do mundo, no momento mais alto da seleção canarinho. Um momento eterno, assim como o nosso Capitão.  A nós mortais, resta agradecer pelos grandes jogos e pelo exemplo que foi, dentro e fora de campo.

 

Obrigado. De todo o nosso coração, obrigado! Descanse em paz, Capitão.

 

 

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