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Autoajuda

por
3/04/16

Quem conhece minhas tentativas de textos literários sabe que não tenho a menor aptidão pra textos de autoajuda. A minha pequena coletânea de poemas chinfrins e meus dois ou três contos inacabados sempre tratam da distopia que é a existência humana e de um pessimismo que tento disfarçar sob a alcunha de “teoria do fracasso iminente”.

Mas quando se trata do que realmente importa na vida, também conhecido como o Sport, essa amargura dá lugar a uma estranha sensação de bem-estar! Ontem, não poderia ser diferente. A diretoria baixou o preço dos ingressos, a torcida compareceu à Ilha, o time entrou motivado, venceu o CRB e se classificou pras semifinais do Nordestão. Quer sábado mais maravilhoso do que esse?

Tem gente que quer, mas eu não entendo essa turma que insiste em questionar o time, o treinador e a diretoria. Que mais vocês querem? Tem Boneco de Olinda, tem volante com camisa ensacada, tem capitão que não ri pra ninguém e tem até a maior avenida em linha reta pela lateral-esquerda da América Latina. Ora, 87 é nosso e Diego Souza também!

Com um time desse, não tem como ser infeliz, meu amigo! Você pode até sofrer no primeiro tempo, sonhar com a volta de treinadores bonachões e com camisas 10 desdentados, mas no final o Sport não te decepciona. Porque ao contrário do que os experts pensam, futebol não se resume a tática, técnica e planejamento. O fator inesperado, sempre levado em conta pelos manuais de autoajuda, também tem sua parcela nessa equação.

Vocês podem agora estar se coçando pra cornetar o time ou falar mal da roupa de Falcão, mas não me surpreende que, justamente na semana em que o Sport contratou uma nova psicóloga, o fator motivacional tenha sido determinante pro sucesso. Mais do que inspiração e transpiração, aquele livrinho de autoajuda na cabeceira da cama pode fazer um time e uma torcida enriquecerem juntos.

Por isso, invejosos, corneteiros e secadores podem pegar o beco. A energia negativa de vocês bate no paredão Mohammed e volta bem nas suas fuças! O conselho que eu lhes dou é pegar um latão de Skol bem gelado e irem curar suas vidas bem longe do meu sucesso.

Sobre o jogo, fica uma lição valiosíssima deixada pelo guru Mazola Jr: time que joga pra empatar, perde! Pode ser de virada, de goleada ou de 1×0 depois de mandar meia dúzia pro hospital com taquicardia. Fica a dica pro Rei de Roma!

E pra quem não entendeu todo esse meu otimismo radiante, deixo como indicação de leitura a brilhante coletânea de contos Self Help, da escritora estadunidense Lorrie Moore.

Força, fé, foco e PELO SPORT, TUDO!

(Créditos da imagem: Marlon Costa – Pernambuco Press)
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