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Clássico dos Reservas

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2/03/17

Clássico dos Reservas teve o sabor de uma vitória que fugiu, mas valeu pela observação de alguns atletas

Sport e Náutico fizeram o primeiro Clássico dos Clássicos de 2017, na Ilha do Retiro. O Leão atuou com equipe reserva, enquanto o Timbu foi com sua força máxima e a impressão óbvia foi de que o Sport tinha plena condição de vencer o jogo, mas foi, mais uma vez, preguiçoso e André desleixado ao extremo. Para o Leão, valia mais observar a equipe enfrentando um adversário um pouco mais qualificado e manter, se possível a invencibilidade. O fraco jogo foi bem em clima de fim de carnaval.

Clássico dos Reservas (Foto: DIário de Pernambuco)

Clássico dos Reservas (Foto: DIário de Pernambuco)

Defesa

Agenor ainda se mostra inseguro, todavia tem se apresentado melhor que antes. A posição de goleiro requer uma constante atuação para existir, de fato, confiança e este rodízio pode trazer isto ao nosso arqueiro suplente. Se não é a peça de reposição dos sonhos, ele talvez não seja tão ruim quanto se mostrou no passado.

Raul Prata é um lateral reserva para ser usado apenas em partidas sem grande demanda técnica. Com fundamentos falhos, ele não compromete o que é pouco, tendo em vista que pouco trás em termos de qualidade. Esforçado e voluntarioso ele pode ser peça mais importante no elenco do que no campo.

Caio ontem errou tudo, não obstante não há o menor cabimento em se colocar o garoto na cruz. Entrou nos profissionais após a saída de Renê e tem jogado na equipe reserva para se adaptar à nova realidade.  Peca pelo afobamento, o que é esperado, e pelo fogo que a bola tem no seu pé, pois ainda tem mais medo de errar do que vontade de acertar. Precisa de orientação, mas no pouco que conseguiu manter equilíbrio mostrou que pode se tornar um bom jogador.

Bocanegra tem tudo para ser o titular no time na vaga do Xerife Durval se Daniel tiver coragem de fazer esta mudança. Seguro, de cara feia e sem firulas na zaga, o colombiano parece disposto a dar a volta por cima após um 2016 apático e com diversas lesões. Matheus Ferraz fez o mais do mesmo e conseguiu complicar bolas fáceis, mostra sempre insegurança e se consolidada como um reserva pontual e certo.

Meio

Rodrigo entrou para mostrar que veio para ser reserva do inconstante Ronaldo. Destilou seu cartel de pancadas, fez um pênalti estúpido, todavia tem uma boa saída de bola e uma visão de jogo menos limitada que a do atual titular da posição. Ainda não está em um patamar técnico que justifique ser titular, pois parece padecer do mal de Ticão de fazer faltas desnecessárias e que podem lhe trazer cartões bobos.

Neto Moura foi aquela jóia que todos pensaram que viraria um diamante dos mais valiosos, mas está cada vez mais longe disso. Muito desligado em grande parte do jogo, o volante no pouco que está acordado faz gol e distribui bem a bola e encontra facilmente espaço para os companheiros. Talvez precise de um pack de energéticos com café antes dos jogos para entrar no clima de uma partida de futebol.

Jogo muito bom de Fabrício, mas estando vacinado desde Neto Moura e Everton Felipe é melhor aguardar mais antes de tecer elogios demais ao bom volante. Foi a peça mais lúcida do nosso meio no jogo de ontem e pode vir a ter um grande futuro.

Ataque

Paulo Henrique até que começou bem, mas lhe falta técnica para ser um grande atacante e se ele se atrapalha no Pernambucano e na Copa do Nordeste não se pode ter grandes esperanças com ele no Brasileiro. André ainda está com ressaca do carnaval e dormiu boa parte do jogo e foi de uma displicência criminosa no pênalti. Parece que contratamos o André do Galo e do Corinthians e não aquele de 2015, o que fará os 5 milhões irem para o ralo.

Lesões e reservas dos reservas

Marquinhos ainda foi abaixo do esperado, mas a lesão pode ter atrapalhado e Lênis entrou na vaga, mas deve ter pego alguma urucubaca, porque teve a mesma lesão do camisa 11. Fábio entrou bem e merecia mais chances no time titular. Juninho é outro cujo futebol vem merecendo mais atenção.

Resultado

Resultado bom dentro de um prognóstico de jogar um clássico com o time reserva, mas com o gostinho de decepção por ver que era possível vencer. Um clássico que mostrou o Sport em um patamar bem acima não só do Náutico como dos demais adversários locais e que apenas por sua própria displicência perde o Evandrão 2017.

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