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Sport perde na reestreia de Diego Souza

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31/03/16

Sport perde na reestreia de Diego Souza e precisa vencer para se classificar

O Sport perde na reestreia de Diego Souza, mas o resultado, mesmo sendo ruim, não foi o maior problema da noite de ontem. O primeiro foi colocar de frente e como capitão o camisa 87, visivelmente sem entrosamento e ritmo, para uma partida decisiva. Diego é importante, simbólica e tecnicamente e usá-lo de qualquer jeito é estragar nossa melhor peça, por nada. Na verdade, este uso demonstra a falta de confiança de Falcão nos atletas de frente. Diego até começou bem deixando Lenis na cara do gol, mas ele precisa de um time mais proativo para render seu melhor futebol.

Ver um time, na 16ª partida do ano, sem um mínimo de padrão de jogo é inaceitável. O time tinha dois meias jogando e dois volantes para ajudar na saída de bola usou e abusou dos chutões, como um time de pelada, com a diferença que na pelada ao menos se tenta de forma mais concreta mandar a bola para o companheiro; os jogadores do Sport davam a impressão de que fechavam o olho e batiam na bola.

Falcão mostra a cada jogo que não é treinador. Pode ser coordenador, auxiliar, comentarista, dirigente, qualquer coisa, menos treinador. Lhe falta “cancha” , um traquejo durante a partida para mudar a realidade do jogo é fundamental e o time é o reflexo disso; apático, sem vontade, lento e acomodado.

Sport perde na reestreia de Diego Souza(foto: Diário de Pernambuco)

Sport perde na reestreia de Diego Souza( foto: Diário de Pernambuco)

Deixar a “Avenida Renê” aberta como se fosse uma AutoBahn alemã é, no mínimo, falta de observação tática, tendo em vista que se repete todo jogo. A grande maioria dos lances do CRB foram criados devido às subidas do nosso lateral e o primeiro gol foi justamente causado pela falta de cobertura do lado esquerdo e claro de falhas amadoras de Bocanegra, que cabeceou para dentro da área e de Samuel Xavier que achou que estava no cinema e ficou olhando o atacante do time alagoano fazer o gol.

O time não tem compactação e defesa, meio campo e ataque parecem três zonas completamente distintas. Parece que se está olhando para a Palestina, para Israel e a faixa de Gaza no meio sem eira nem beira. Os jogadores parecem perdidos e desnorteados em seu posicionamento e a impressão é a de que marca e vai na bola quem está mais perto, porque não a mínima organização tática.

Fábio entrou no começo do jogo, após a lesão de Gabriel Xavier e se não foi brilhante, mostrou-se mais útil ao time do que o camisa 10. Apareceu, virou alvo da defesa adversária e de um árbitro frouxo e, pelo menos tentou algo. Errou mais que acertou, todavia tinha alguma lucidez nas suas jogadas e conseguiu algumas poucas tabelas com Diego Souza.

Não adianta colocar Lenis Vinicius Araújo no ataque se eles não fazem uma flutuação constante para confundir a marcação. Os dois mostraram uma preguiça intolerável em partes do jogo e não fosse o belo gol do colombiano sua presença na partida seria, quase, nula. Com quatro jogadores de qualidade do meio para frente e um polivalente volante como Rithely, o Sport deveria, em tese, envolver o adversário, mas ocorreu foi o contrário, com o time correndo atrás do CRB.

Serginho foi um ponto interessante e foi fundamental na marcação e no auxílio aos dois laterais. Falta ao camisa 8 ter uma função mais específica que é a de cobrir a lateral esquerda, que é um vão para os adversários criarem jogadas ofensivas. Samuel Xavier é um lateral que recompõe mais na defesa, pois suas subidas são mais tímidas, principalmente quando Lenis está na ponta direita.

O segundo tempo foi tão inútil que não vale nem comentário; bateu uma preguiça igual a dos nossos jogadores ontem.

A classificação não é complicada, basta 1×0, mas com a falta de vontade vista ontem e com a bagunça que é o time, uma eliminação para o time de Mazola Jr não seria lá uma grande surpresa; falta ser com gol de Pelezinho…

PELO SPORT TUDO!

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